sábado, janeiro 31, 2009


hoje é noite de larry david.

sexta-feira, janeiro 30, 2009


a pergunta que se impõe nestes dias que correm não é se o Sócrates está metido no caso freeport
não é quem vai ganhar o campeonato.
não é quando vai embora a chuva.
não é quando há paz no médio oriente.
não é se o barack obama vai salvar o mundo.
não é que cores são vão usar na próxima estação.
não é onde está o bin laden.
não é se comer chocolate faz mesmo borbulhas.
não é se há vida extraterrestre.


mas sim

quando é que gostar de abba deixa de ser fixe e passa a ser piroso novamente.

é que já não se aguenta.

terça-feira, janeiro 27, 2009

cansada.
explorada.
eu tento fugir da multidão carrancuda do metro, mas confesso que me estou a tornar mais uma nessa massa uniforme.

quarta-feira, janeiro 21, 2009


nesta ultima meia hora do dia que me resta em que posso ser eu mesma ouço neo-world-music.

segunda-feira, janeiro 19, 2009

joão aguardela
1969 - 2009

e esqueces essa canção que já não passa na rádio
mas que vive secretamente dentro de ti
tudo aquilo que eu posso escrever é infímo ao pé do que a naifa é e será para mim.
muitas saudades.

quinta-feira, janeiro 15, 2009

andam por aí na moda uns botins de salto muito alto, que ao que parece usam-se com as calças para dentro.
hoje vim uma gaja com uns que, naquelas pernas rechonchudas, juro que dava a ilusão de ela ter uns cascos de égua no lugar de pés.

terça-feira, janeiro 13, 2009

lembro-me que, quando houve a febre dos big brothers, uma das qualidades mais frequentemente referidas era a frontalidade. de repente toda a gente desatou a dizer que era muito frontal, que aquilo que dizia nas costas dizia na frente.
pois a frontalidade por vezes não é mais que uma falta de filtro. a maior parte das vezes a extrema má educação. mais cientificamente, uma faltazinha de inteligência emocional.
pois se todos fossemos frontais provavelmente andávamos por aí esgatanhados. e a sociedade regia-se pelo punho mais forte.
o curioso é que normalmente a estas pessoas tudo é perdoado. seja pela velha máxima do deixem falar o maluco, que ele é assim mesmo, seja por medo. o que seja.
numa qualquer altura da vida todos nos cruzamos com um espécime destes.
eu trabalho com um.

domingo, janeiro 04, 2009

sábado, janeiro 03, 2009


sempre que saio do trabalho a horas decentes gosto de ligar o rádio na única estação que o meu carro sem antena apanha, a renascença. já sei que às 18.30 estabelecem a ligação em directo para a capelinha das aparições em fátima, de onde é transmitida a missa para o éter.
este gosto em mim pode ser algo bizarro, apesar da minha educação católica não frequento a igreja. mas não o faço por necessitar de me sentir mais perto de deus, nem para me rir com a crença dos outros.
faço-o de vez em quando assim como alguém em dieta come um doce.
começa sempre com os cumprimentos a todos aqueles que se juntam aos fiéis através da rádio. sinto-me um bocado intrusa, mas disfarço e ajo com naturalidade. vamos lá inserir no rebanho. uma vez o padre dirigiu um cumprimento especial aos fiéis nas prisões, imaginei os rufias sentados em cadeiras de madeira em volta de um pequeno transístor, uma pausa entre umas sessões de levantamentos de pesos. surreal, ando a ver demasiadas séries americanas.
após os cumprimentos, segue-se um pequeno sermão. por vezes é interessante o suficiente para me deixar a reflectir um pouco. outras vezes apenas consegue arrancar de mim um foda-se que estupidez.
segue-se uma quantidade de avés marias/pais nossos que não sei quantificar, mas que me embalam como um mantra.
quando entra o coro acabou-se. já sou eu outra vez, a gozar com aquelas vozes horríveis e aquelas frases artificialmente enfiadas num cântico que é sempre sempre igual, seja lá o que for cantado, é sempre a mesma coisa.
por esta altura já cheguei a casa e sou outra vez a miúda que nunca vai à missa.