quinta-feira, setembro 17, 2009

quinta-feira, agosto 27, 2009

nem sabia que havia cabeleireiros assim.
quando entrei fui colocada em frente a um espelho para ver o estado (lastimável) em que se encontrava o meu cabelo. fora de moda, foi-me dito. com as pontas muito finas e estragadas, já o sabia.
passando à parte sempre deliciosa do lavar a massajar o couro cabeludo, a cadeira reclinável como a de um dentista. um rolo a percorrer-me as costas numa massagem algo repetitiva mas quem sou eu para me queixar? uma massagem às costas é sempre uma massagem às costas e, quando ao mesmo tempo uma pessoa me estava a mexer no cabelo, enquanto durou eu estava feliz.
as empregadas, no lugar de discutirem a vida de não sei quem discutiam se o bailarino do cirque du solei, que estava a passar no plasma, era realmente aleijadinho ou se as muletas eram apenas para fazer vista. eu estava banzada.
enquanto o cabelo me foi cortado fiquei a saber que se o secar de cabeça para baixo e logo de seguida moldar com as mãos não fico com uma juba indomável, o que me parece fantástico mas eu nunca saberei secar o cabelo nem tão pouco tenho escovas daquelas redondas. o conselho foi muito bom, e eu tomei muito em consideração, mas eu nunca terei jeito para essas coisas de gaja.
paguei 60 euros e soube logo que posso facilmente habituar-me àquele cabeleireiro se tiver possibilidade.

terça-feira, agosto 25, 2009

são lobos com peles de cordeiro.
não olham a meios para atingirem os fins.
são camaleões que se adaptam ao meio envolvente.
são apreciadores de botas lambidas.
são apreciadores de bajulação.
são alcoviteiros.
são putas.
são adúlteros.
são infantis.
são preguiçosos.
são ignorantes.
são precocemente envelhecidos.

o meu dia a dia é repleto de clichés e estou certa que eu própria me encaixo nuns quantos.

quinta-feira, agosto 20, 2009

e amanhã


mão morta @festas de corroios

segunda-feira, agosto 17, 2009

lá pelo meio dos dias algo estupidificantes da rotina há a assinalar:
o visionamento de dois filmes muito bons, cada um bem diferente do outro.

por um lado, este , que bastou-me botar os olhos no cartaz para saber que ia gostar imenso, sem desiludir. fantástico filme de gangsters com um johnny depp tão carismático que fico a torcer para que o ladrão nunca seja apanhado.



por outro lado, este, uma história de amor tudo menos convencional e algo perturbadora. como eu, que tenho uma memória péssima, já não me lembrava do que sabia da história do filme, pude absorver a acção enquanto se ia desenrolando e, assim, surpreender-me e chocar-me. por vezes é bom ser algo amnésica.
por fim, aconteceu isto:


insanamente bom. e grátis.

quarta-feira, agosto 12, 2009

não pergunta do dia: como me sentir realizada quando estou prestes a ser dispensada da empresa no final deste mês por terminar o contrato, mas depois afinal já não sou dispensada porque a minha chefe, que posso dizê-lo, é regra geral, impecável, batalhou incansavelmente para me manter, tendo sido a solução acordada a de assinar contrato até dezembro para depois não mo renovarem, de modo a ser cumprida a tal meta de acabar o ano com menos uma pessoa no departamento, que isto de haver ordens superiores a determinar corte nas despesas com pessoal é fodido e anda aí a crise, para depois em janeiro me tornarem a chamar e assinar novo contrato como trabalhadora desde 2010. não vou ter férias como uma pessoa normal, i.e., com direito a marcação prévia e um subsídio que sempre ajuda, mais uma vez durante sei lá quanto tempo. mas entre isto e ir para o centro de emprego, enfim, não foi uma decisão difícil.

também não foi bonito:
celine dion: és tu que estás a ouvir música?
eu: sim
celine dion: que é que tás a ouvir???... (testa e nariz franzidos em sinal de asco e de sofrimento)
eu: mars volta
celine dion: quem?? (toda ela é um esgar, neste momento)
eu: mars volta, volta de ...voltar?..
celine dion: ai não conheço, são portugueses?
eu: não... (nesta altura penso, puta que pariu esquece lá isso...como sempre é melhor guardar os meus gostos apenas para mim, porque é como estar a bater contra uma parede de betão)

quarta-feira, agosto 05, 2009



a precisar de girl power para enfrentar os dias...

e farta de calor.

segunda-feira, agosto 03, 2009

já dizia o outro.


não há fome que não dê em fartura...

porcupine tree_10 novembro_incrível almadense

muse_29 novembro_pavilhão atlântico


franz ferdinand_2 dezembro_campo pequeno

quarta-feira, julho 29, 2009

no fundo eu só queria uma conta a prazo, qualquer coisa para eu poder ter parte do meu dinheiro sossegadinho a render juros.
no fundo eu sou antiquada e avessa ao risco. eu até só foi em busca de uma velhinha conta poupança habitação mas parece que esta já perdeu benefícios fiscais e que hoje em dia já pouco sentido faz.
desse modo, eu só queria que me mostrassem, então, quais as alternativas a quem como eu pretende uma conta para onde possa enviar dinheiro ocasionalmente para usar mais tarde, daqui a 3 6 10 12 20 anos, não sei. mas parece que nem mesmo assim foi possível dizerem-me alguma coisa objectiva e remetem-me para o site do banco, que eu já anteriormente vi e que, não ficando esclarecida, me fez procurar informação junto do balcão.
no fundo eu só queria uma cadeirinha e um funcionário disposto a informar-me dos vários depósitos a prazo e disponível para responder às minhas perguntas de ignorante.
não pretendia que me mandassem ir para casa pesquisar na net, muito menos ir ver esse produto que pode muito bem ser a solução ideial para mim que se chama tal e coiso liquidez, que vou a ver e trata-se de fundos de investimento a seis meses. eu não quero fundos de investimento. eu não quero investir em nada. eu só quero uma conta a prazo que me permita reforçá-la quando eu quiser para um dia mais tarde quando precisar.
será assim tão difícil?

terça-feira, julho 21, 2009

a magda gostou do jorge durante 3 ardentes anos. contudo ele não lhe ligava nenhuma.
cabelo de mémé, chamavam. sempre lutou contra aquela carapinha indomável que tentava em vão desfrisar. mulata de pele branquinha, carapinha e nariz largo e lábios grossos.
sorriso largo e imensa alegria de viver.o jorge preferia as gajinhas mais desenvolvidas e de raça mais apurada para treinar os beijos no jogo do bate o pé.
conheço a magda desde o cinco anos, lembro-me desse tempo de pré-escola, de bibes às riscas amarelas. uma vez, a jogar a apanhada, ainda com a colher suja de iogurte vigor na mão, rachei-lhe a cabeça, momento traumatizante em que me apercebi que a tinha magoado e vi o sangue a escorrer pela carapinha cortada curta.
amo-a como se fosse uma irmã, apesar de estar raras vezes com ela e de morar ridiculamente perto.
o élio também andou comigo na pré-escola. um pretinho adorável, simpático. perdi o contacto pouco depois de ter entrado para o preparatório. hoje é uma pessoa que eu não gostava nem sequer que se sentasse ao meu lado no comboio.
a magda e o élio namoram quase há dez anos. incontáveis separações pelo meio. traições. agressões, físicas e psicológicas. estou farta, rita, desta vez não quero nem saber, disse-me ela já tantas e tantas vezes.
como estás magda? o mesmo sorriso agora com résteas de alegria; vai-se indo, ou, cá estamos... sorri envergonhada. sabe que se eu pudesse quebrava-lhe o feitiço e libertava-a das amarras mas ela foi ficando.
agora está grávida, barriguinha já a notar-se por baixo da bata do intermarché e é uma notícia desoladora.

segunda-feira, julho 20, 2009


faz hoje 40 anos que o homem aterrou na lua e a minha mãe continua a achar que foi tudo mentira.

segunda-feira, julho 13, 2009


dias de importância que passaram. por um lado terminar o trabalho da pós-graduação que prevejo que me seja pouco mais útil do que acrescentar duas linhas ao cúrriculo. adiante.
foi tempo do primeiro arrábida world music festival que me deu a conhecer, finalmente, os tinariwen que há muito que queria conhecer e que me conquistaram para todo o sempre. actuação também de um legendary tiger man que também finalmente apanhei ao vivo e que aqueceu a noite fria e húmida da fortaleza de s. filipe.
com este primeiro festival de música na minha terra e ainda por cima com um cartaz tão bom, a câmara municipal acabou de comprar o meu voto.
sou uma pessoa fácil de contentar.
foi também tempo de optimus alive, que, com as expectativas por baixo, se revelou um bom festival e uns momentos bem passados.

quinta-feira, julho 09, 2009


entretanto oiço isto e uma súbita vontade de chorar vinda do nada, aparentemente.

amanhã e sábado.

quarta-feira, junho 24, 2009


têm sido dias cheios e cabeça vazia de algo digno de nota.
nada mais desinteressante e indigno de relato.
entretanto, ao menos, tem-se ouvido musiquinha boa.



e outros.

segunda-feira, junho 15, 2009


não ia ao teatro há anos, desde os tempos do liceu, em que íamos em visita de estudo. a vontade de ir já a tinha há muito tempo e concretizou-se por fim no último sábado em que fui ver a'o bando «crucificado».
peça ao ar livre e com texto de natália correia prometia muito.
foi bastante agradável mas, por mais vazio que isto soe, não percebi rigorosamente nada.
na conversa informal prometida para depois do espectáculo com os encenadores e os actores adivinhava-se um tempo bem passado. em vez disso, uma conversa bacoca acerca da não funcionalidade do teatro, da nenhuma pretensão em passar mensagem alguma mas por outro lado na vontade de pôr as pessoas a reflectirem sobre o quotidiano. constrangedora masturbação intelectual. e por mais voltas que dê à cabeça e por mais ideias que troque com o meu par continuo sem qualquer luz sobre a peça.
foi giro mas não percebi nada.

domingo, junho 07, 2009

o verdadeiro melhor jogador do mundo ganhou o título que lhe faltava. é muito por causa dele que o ténis é o desporto mais bonito do mundo.
e quem diz o contrário devia ser atado a uma cadeira e obrigado a ver um best of das declarações do cristiano ronaldo durante uma semana inteira.

sábado, junho 06, 2009

... estou há horas em frente ao computador a tentar iniciar o meu trabalho de pós-graduação, sem conseguir escrever o que quer que seja...
estou desesperada.

quinta-feira, junho 04, 2009

fui arrebatada.
que coisa mais linda...

quarta-feira, junho 03, 2009

maravilhosos os tempos em que vivemos e a tecnologia de que dispomos que permite aos meus colegas receber em primeira mão as fotos da ana malhoa a refrescar as tetas enquanto falam com os sinistrados. por vezes recebem também vídeos de pachachas cor de rosa bem abertas, de lésbicas loiras e estes foram apenas os vislumbres que já apanhei. o resto dos vídeos não conheço mas já ouvi exclamações muito satisfeitas quanto ao conteúdo dos mesmos.
maravilhosos tempos e maravilhosa tecnologia nas suas mais diversas funcionalidades.

domingo, maio 31, 2009


este álbum tem uma das melhoras capas dos últimos tempos.
musicalmente também não desilude nem um pouco. muito bom.

sábado, maio 30, 2009

nos momentos em que me sinto mais insatisfeita com os vários campos da minha vida noto que tenho a desprezível tendência de querer viver a vida de outrém ao invés de melhorar o que corre mal na minha.
de facto, tenho a sensação de que nunca fui dada a batalhar para superar obstáculos e, no entanto, olho para trás e não é bem isso que vejo porque até nem me tenho saído nada mal.
no fundo, parece que tenho uma tendência inata para o fracasso e para a inércia mas, de alguma maneira, as coisas têm-se sempre composto. não sei se por elas mesmas ou se já não tenho noção do que faço.
em todo o caso, olho para trás e não vejo grande lógica no meu percurso.

terça-feira, maio 26, 2009

o andrew bird deu ontém no s. jorge um bom concerto, mas nada que me faça suspirar por mais nem que me vá ficar particularmente na memória. penso que com a banda teria sido muito melhor.
o que me irá ficar certamente na memória é a mafalda veiga sentada ao meu lado a dormir grande parte do concerto. memorável...

quarta-feira, maio 20, 2009

acordo de manhã e tenho por hábito ligar logo a televisão nas notícias. hoje a primeira notícia que apanhei foi a da gravação da professora maluca que perguntava às alunas se eram virgens e que dizia que tinha mais escolaridade que qualquer encarregada de educação e outras coisas que tais. senti vergonha por aquela mulher, por estar a ouvir a voz dela a dizer aquelas coisas tresloucadas... e parece-me muito baixo enfiar um gravador às escondidas e tramar a mulher.
mas também eu tive a minha dose de professoras loucas. a minha professora de inglês do 5º ano não conseguia simplesmente dar aula, corria atrás dos putos que lhe roubavam pensos higiénicos da mala. o meu professor de matemática do 7º ano tinha a mania que era como o robin williams no clube dos poetas mortos e fez-nos ver o filme e, de uma maneira subtil mas insistente, deu a entender que gostava muito que os alunos dele um dia fizessem como no filme, então a turma toda, no último dia de aulas, eu incluída que nunca gostava de ficar de fora de nada, subiu às mesas e disse oh captain my captain e o homem ficou emocionado. a minha professora de religião e moral falava connosco dos últimos mexericos da escola e quais os rapazes que iriam dar belos homens.

terça-feira, maio 19, 2009


sonic youth


como terei demorado tanto tempo a descobri-los, como?

meia adormecida (leia-se estupidificada) pela rotina, a música ainda continua a ser uma obsessão. gasto 15 euros mensais nas melhores revistas da especialidade, a mojo e a uncut, e delicio-me com o melhor jornalismo e com o que de melhor se faz na música. uma colega de trabalho diz-me 15 euros? deves ser maluca. nem respondo, não discuto música com quem só ouve merda.

sábado, maio 16, 2009


-então doutor, é menino ou menina?
- nem uma coisa nem outra, senhora... é um anjo.


o anjo voltou a visitar-nos e a presentear-nos com a sua doce e iluminada presença. e quando cantou encheu os presentes de um amor trasbordante e pelo menos naquele instante ninguém pensou no mal.
e quando nos deixou tanto ele como os presentes tinham aquele o ar apaixonado de amantes e fiéis devotos.

terça-feira, maio 12, 2009

vejo os burocratas que por mim passam e que frequentam os mesmos poucos metros quadrados de transporte público que eu. olho-os com desdém cansado, são todos iguais. os mesmo fatos.
os advogados vêem-se à distância de tão típicos, nojo, o alívio por não estar a fazer o mesmo que eles, a perplexidade de ter tirado o mesmo curso imbecil que detesto mais e mais à distância.
apesar de não estar a fazer nada de que deteste verdadeiramente e de gostar muito da maioria das pessoas com quem trabalho não sei de onde me nasce este ódio que me vem de dentro que me põe a amaldiçoar pessoas que não conheço de lado nenhum. falta de espaço, leia-se tempo, para ser quem eu sou na realidade. sem tempo para me informar, cada vez mais ignorante, mais simplória e mais desligada dos meus amigos.
suburbana e submundana. mas como não sê-lo? só se deixar de dormir.

quarta-feira, maio 06, 2009


hoje um rapazinho lia no comboio um volume da colecção arrepios, livritos dos quais eu tanto gostava quando tinha a idade do miúdo.

agora lêem-se calhamaços surreais desde tenra idade, harries potters e twilights. nada contra, simplesmente são tão diferentes daquilo que eu lia. comprava os arrepios no jumbo ou na papelaria da d. alice e já nem me lembro bem quanto custavam, mas acho que pouco mais de 1000 escudos. com folhas de papel feio, escuras, a encadernação mázinha. as histórias que se liam num trago e que raras vezes assustavam na realidade, era sempre um miudinho dum qualquer liceu americano que tinha uma experiência assustadora...

segunda-feira, maio 04, 2009

espirro no metro e no comboio. não vejo mas sinto olhares incomodados cravados em mim. a minha pele morena, como sempre, parece denunciar uma estadia na riviera maya mas não... apetece-me dizer-lhes com ar apologético:

- é da alergia, sabe?...

terça-feira, abril 28, 2009

One dove

To bring me some peace

In starlight you came from the other side

To offer me mercy

domingo, abril 19, 2009

I

fui ver finalmente a 1ª parte do che de soderbergh e não saí desiludida, uma vez que uma das razões que me levou a ir vê-lo era tentar compreender o mito gerado à volta desta pessoa, sobre a qual eu era pouco menos que ignorante. compreendo o fascínio que gera, o carisma que tinha, a força da mensagem. uma figura sem dúvida inspiradora. mas sou incapaz de concordar com os meios usados para atingir os fins. se calhar não haveriam outros, mas mortandade é coisa que não aprecio.

quanto ao filme, dificilmente seria possível fazer melhor. resta agora ver a segunda parte.


II


ontem à noite, dazkarieh em arruda dos vinhos a apresentar o último álbum hemisférios.
onde antes havia percussões com sabor étnico, existe agora uma bateria endiabrada que foi a melhor coisa que, na minha opinião, aconteceu, musicalmente, à banda. e a cada concerto que passa as coisas vão resultando melhor. ontem foi mais uma actuação fantástica, com a vocalista joana negrão cada vez mais solta e com uma presença magnética.
melhor ainda foi ter ficado à conversa com eles depois do concerto, para além de serem incrivelmente talentosos são pessoas encantadoras.

segunda-feira, abril 13, 2009

o senhor sentado no metro é em câmara lenta.
dormita com a boca aberta e cabeceia para a frente como se não existisse gravidade. lentamente.
tenham a bondade de me auxiliar.
tenham a bondade de me auxiliar.
com o cego já a meio caminho do corredor decide dar uma moedinha.
agradeço a vossa ajuda, tenham a bondade de me auxiliar.
retira a bolsa das moedinhas, conta uma a uma. 20. 50. 20. 20. 10. e umas tantas,
agradeço a vossa ajuda tenham a bondade de me auxiliar.
o cego passa depressa demais para a lentidão do homem lento.
decide por fim que moeda dar, dá-lhe duas até.
agradeço a vossa ajuda tenham a bondade de me auxiliar.
mas o cego já lá vai à frente, indiferente à tentativa frustrada. o homem lento fita o cego durante uns lentos dez segundos mas já é demasiado tarde.
repara que olho para ele, fita-me fixamente. finjo que não é nada comigo, era o que me faltava...e lentamente o homem fecha os olhos gordos e outra vez a dormitar.

sábado, abril 11, 2009



note to self: chegar aos 50 como a kim gordon
não estou de férias nem fui para a neve, como parece obrigatório por estes dias.
a emissão segue por aqui dentro de momentos.
em todo o caso, feliz páscoa para todos.


foto google

quarta-feira, março 25, 2009


andrew bird_25 de Maio
cinema S. Jorge
finalmente alguma coisa para ir ver... já estava a achar que algo se passava comigo...

terça-feira, março 24, 2009


ainda influências do post anterior, não me sai isto da cabeça.

segunda-feira, março 23, 2009

fui finalmente ver o slumdog millionaire e gostei muito, apesar de não considerar marcante.
não será para mim inesquecível como o é o trainspotting, do mesmo realizador.
ainda assim é um filme fantástico, muito bem realizado e com umas crianças que enchem completamente a tela. aqueles meninos indianos são mesmo o melhor do filme.
em todo o caso parece-me o óscar ter sido bem entregue pelo seu arrojo e originalidade.

sexta-feira, março 20, 2009

hum, pois...


aceitar a tristeza e minorar a solidão

quinta-feira, março 19, 2009

é um bocado entediante surgirem nomes para os festivais de verão e eu:
a)não gosto.
b) nunca ouvi falar.
c) não devo conseguir ir.

começo a pensar que estou com algum problema. mas é um facto, até agora não há nenhum concerto imperdível no meu horizonte. talvez tirando franz ferdinand. nada. que deprimente...

terça-feira, março 17, 2009

por vezes, sem qualquer razão que o justifique, acontece-me isto.
dá-me uma enorme vontade de fugir quando vejo aquelas pessoas.
é uma reacção para a qual não encontro explicação, uma vez que não conheço as pessoas em questão.
acontece-me com a manuela ferreira leite. não consigo ouvir uma palavra do que a mulher diz sem ter vontade de sair porta fora.
acontece-me com a manuela moura guedes, que felizmente evito o mais que posso e que só vejo quando sou apanhada de surpresa.
acontece-me com o paulo portas.
acontece-me com a bárbara guimarães.
o que vale é que vejo cada vez menos televisão.

domingo, março 15, 2009


então é assim: estou a ler o livro do josé rodrigues dos santos e a gostar muito.
isso foi antes de num dia chegar ao meio do livro e já estar a ver a história toda, que é do mais previsível que pode haver... é tipo uma novela que se lê para aliviar a cabeça.

quarta-feira, março 11, 2009

30 de Julho de 2009
franz ferdinand _ paredes de coura

terça-feira, março 10, 2009

a velha maria emília tem uma cavalgadura de marido mas diz que está tão apaixonada por ele como no primeiro dia em que o conheceu. e se soubesse que este tinha uma amante não se importava pois gosta tanto dele que só quer que ele fique ao seu lado, seja como for, por mais que ele lhe zurre para se calar cada vez que ela abre aquela boca sopinha de massa.
a velha maria emília preparou a reforma minuciosamente, negociou com a empresa até obter a remuneração pretendida. como parte da preparação anda agora no ginásio e tem grandes planos com a sua amada besta.
ainda como preparação comprou um kit de botoina na farmácia e injectou o botox nas bochechas que agora parecem duas enormes bossas. gosto imenso, a minha pele agora está muito mais lisa. ando também a usar um creme lifting, diz ela. tu devias fazer o mesmo, diz para uma colega. duas bossas reluzentes, é o que parecem as bochechas da velha maria emília.
tenho a pele mais bonita da companhia e tomara a muitas jovens ter uma pele como a minha. e o meu corpinho de pêra.


pois...

corri para casa para vir ouvir o novo dos decemberists

quinta-feira, março 05, 2009

a fnac diz: pague 2 leve 3

eu digo: okay...

segunda-feira, março 02, 2009


maria elena (penélope cruz) merecia um filme só para ela.
terminado o filme ficou-me um sabor a pouco.

segunda-feira, fevereiro 23, 2009


os dois corpos quase imberbes intimamente próximos dentro do comboio. ela parece sussurrar-lhe palavras melosas ao ouvido, insinuante. é curioso como o comportamento não liga com os ossos das ancas estreitas de adolescente ainda quase criança saídos para fora de umas calças de uma qualquer loja espanhola.
o miúdo parece e é tão novo como ela, mais perto de criança do que de homem. espera pacientemente que ela arranje uma posição confortável, cabeça contra o peito ossudo de rapaz. o olhar dele pousa docemente nos traços da menina mulher. e naquele momento é bonito de se ver o amor que salta aos olhos de todos através de alianças de prata nos dedos magros do casal de miúdos.

sexta-feira, fevereiro 20, 2009



estou a ouvir a parklife dos blur e fez lembrar que há duas semanas, numa animada competição de singstar, vi como é difícil cantar esta música. e como o meu inglês está incrivelmente destreinado.

já a barbie girl foi canja. e conseguia cantar a creep até de olhos fechados.
e consigo dançar quase como a tina turner.

segunda-feira, fevereiro 16, 2009



porque me apetece sentir perto de deus.
sonho febrilmente com pessoas carecas. que têm aquela doença que nem consigo pronunciar e que, até prova em contrário, não necessito de o fazer. porque nada é grave até haver prova em contrário.

segunda-feira, fevereiro 09, 2009


depois de um fim de semana delicioso, em que acabei de (re)ver a primeira temporada, deu-me hoje a vontade imensa de ouvir muitas vezes a música que me transporta(rá) sempre para o universo da família fisher.



Breathe Me - SIA

quinta-feira, fevereiro 05, 2009


a capa da sábado esta semana chamou-me à atenção, reconheci aquele rosto. era uma colega minha de faculdade, um ano mais nova que eu, ex-namorada de um amigo meu. agora está nos morangos com açúcar a representar uma persongem de sexualidade dúbia.

estive a ler a reportagem e parece que então há uma moda (?) por aí, em que as mulheres divertem-se sexualmente umas com as outras descomprometidamente. nada de mal nisso. umas fazem porque são bissexuais, outras fazem para quebrar a rotina, segundo elas. outras para chamar a atenção dos homens.

a reportagem em si não está nada de especial mas deixou-me pelo menos a pensar que no caso dos homens o cenário muda completamente de figura. continua a ser, apesar de tudo, motivo de chacota e de escândalo. de repulsa até.

tudo nas mulheres se torna moda, realmente.

terça-feira, fevereiro 03, 2009


decidi hoje dar mais uma chance ao morrissey, que eu muito aprecio mas cujo último álbum ainda não me conquistou totalmente.
há também quem não aprecie a capa do seu mais recente trabalho, mas eu não tenho nada contra. até está gira. se não estivesse com tanto sono até tentava uma interpretação qualquer.
uma destas noites sonhei com o neil young, com quem estava numa alegre conversa ao telefone. em português, claro. e também ainda não há muito tempo sonhei que a madonna estava casada com o meu tio, e vivia numa casa ao pé de mim, com um sniper no telhado. o que tem isto a ver com a primeira parte do post? nada. mas apeteceu-me partilhar.

domingo, fevereiro 01, 2009

diz que fui desafiada para contar 5 das minhas manias. normalmente nestas alturas é complicado porque nunca sei o que escrever. acho que isto conta já como mania.
cá vão então 5 manias (6, a contar com a de cima).

1- regra geral não me meto nas conversas dos outros, mas quando se fala de música não consigo resistir. e quando páro um pouco e me oiço acho-me mesmo um bocado pretensiosa mas não consigo evitar, é a minha paixão. assim como sou muito pouco tolerante com quem ouve música má. por música má leia-se aquela que eu acho má. no fundo sou e serei uma snob musical.

2- detesto estar em sítios longe de uma casa de banho. isto ronda muitas vezes a paranóia. num restaurante gosto de estar em sítios estratégicos para poder usar a casa de banho se for necessário. não que o faça muitas vezes, e por isso é que esta mania é tão estranha, mas já me aconteceu ter ataques de pânico no comboio por não ir muito bem disposta e não ter uma casa de banho por perto.

3- digo muitos palavrões. sou um pouco exagerada mesmo. mas para mim é tão vital como falar e escrever correctamente.

4- detesto esperar, seja por que for. para comer, para ir à casa de banho (outra vez a casa de banho), para me encontrar com alguém, regra geral chego sempre à hora combinada, ou antes. o que se prende com uma característica minha, a ansiedade. hoje em dia um pouco mais controlada, mas tempos houve em que de quando em vez recorri a um xanaxzito, dos mais fraquinhos.

5- só uso escadas rolantes se estiver mesmo muito cansada. e dá-me vontade de bater às pessoas que se encostam à esquerda e bloqueiam a passagem a quem vai com pressa (o que é o meu caso, que ando sempre depressa, seja a que hora do dia for e muitas vezes sem necessidade). no fundo sou uma pessoa com um intímo bastante mau, mas mascarado de muita simpatia natural.

posto isto desafio a nia , o lory , a mas afinal o que estou aqui a fazer?, a mars, o refugee e a betty coltrane

sábado, janeiro 31, 2009


hoje é noite de larry david.

sexta-feira, janeiro 30, 2009


a pergunta que se impõe nestes dias que correm não é se o Sócrates está metido no caso freeport
não é quem vai ganhar o campeonato.
não é quando vai embora a chuva.
não é quando há paz no médio oriente.
não é se o barack obama vai salvar o mundo.
não é que cores são vão usar na próxima estação.
não é onde está o bin laden.
não é se comer chocolate faz mesmo borbulhas.
não é se há vida extraterrestre.


mas sim

quando é que gostar de abba deixa de ser fixe e passa a ser piroso novamente.

é que já não se aguenta.

terça-feira, janeiro 27, 2009

cansada.
explorada.
eu tento fugir da multidão carrancuda do metro, mas confesso que me estou a tornar mais uma nessa massa uniforme.

quarta-feira, janeiro 21, 2009


nesta ultima meia hora do dia que me resta em que posso ser eu mesma ouço neo-world-music.

segunda-feira, janeiro 19, 2009

joão aguardela
1969 - 2009

e esqueces essa canção que já não passa na rádio
mas que vive secretamente dentro de ti
tudo aquilo que eu posso escrever é infímo ao pé do que a naifa é e será para mim.
muitas saudades.

quinta-feira, janeiro 15, 2009

andam por aí na moda uns botins de salto muito alto, que ao que parece usam-se com as calças para dentro.
hoje vim uma gaja com uns que, naquelas pernas rechonchudas, juro que dava a ilusão de ela ter uns cascos de égua no lugar de pés.

terça-feira, janeiro 13, 2009

lembro-me que, quando houve a febre dos big brothers, uma das qualidades mais frequentemente referidas era a frontalidade. de repente toda a gente desatou a dizer que era muito frontal, que aquilo que dizia nas costas dizia na frente.
pois a frontalidade por vezes não é mais que uma falta de filtro. a maior parte das vezes a extrema má educação. mais cientificamente, uma faltazinha de inteligência emocional.
pois se todos fossemos frontais provavelmente andávamos por aí esgatanhados. e a sociedade regia-se pelo punho mais forte.
o curioso é que normalmente a estas pessoas tudo é perdoado. seja pela velha máxima do deixem falar o maluco, que ele é assim mesmo, seja por medo. o que seja.
numa qualquer altura da vida todos nos cruzamos com um espécime destes.
eu trabalho com um.

domingo, janeiro 04, 2009

sábado, janeiro 03, 2009


sempre que saio do trabalho a horas decentes gosto de ligar o rádio na única estação que o meu carro sem antena apanha, a renascença. já sei que às 18.30 estabelecem a ligação em directo para a capelinha das aparições em fátima, de onde é transmitida a missa para o éter.
este gosto em mim pode ser algo bizarro, apesar da minha educação católica não frequento a igreja. mas não o faço por necessitar de me sentir mais perto de deus, nem para me rir com a crença dos outros.
faço-o de vez em quando assim como alguém em dieta come um doce.
começa sempre com os cumprimentos a todos aqueles que se juntam aos fiéis através da rádio. sinto-me um bocado intrusa, mas disfarço e ajo com naturalidade. vamos lá inserir no rebanho. uma vez o padre dirigiu um cumprimento especial aos fiéis nas prisões, imaginei os rufias sentados em cadeiras de madeira em volta de um pequeno transístor, uma pausa entre umas sessões de levantamentos de pesos. surreal, ando a ver demasiadas séries americanas.
após os cumprimentos, segue-se um pequeno sermão. por vezes é interessante o suficiente para me deixar a reflectir um pouco. outras vezes apenas consegue arrancar de mim um foda-se que estupidez.
segue-se uma quantidade de avés marias/pais nossos que não sei quantificar, mas que me embalam como um mantra.
quando entra o coro acabou-se. já sou eu outra vez, a gozar com aquelas vozes horríveis e aquelas frases artificialmente enfiadas num cântico que é sempre sempre igual, seja lá o que for cantado, é sempre a mesma coisa.
por esta altura já cheguei a casa e sou outra vez a miúda que nunca vai à missa.