quarta-feira, julho 30, 2008

fucking paredes de coura!


este fim de semana é aqui que vou estar.
espero não ser despedida por faltar dois dias seguidos, mas por vezes temos de arriscar.

domingo, julho 27, 2008

parachutes

é um dos álbuns da minha vida e há algum tempo que andava esquecido na prateleira do móvel. hoje lembrei-me dele e fui buscá-lo para o ouvir no meu carro. gosto tanto que me apetecia ter a viagem durado mais uns metros para o poder ouvir na totalidade. ouve-se de rajada de tão breve.
desperta-me um carinho enorme, este álbum. provavelmente o meu preferido dos coldplay, mesmo depois deste último que é excelente, há na simplicidade deste parachutes um mel e uma inocência que não encontro em muito álbuns, aliás, assim de repente não me lembro de nenhum que me desperte tão afáveis sentimentos.
deve ser por causa de um chris martin como que a pedir colinho.

terça-feira, julho 22, 2008

todos (in)diferentes, todos iguais


esta foto de dois cadáveres de meninas ciganas estendidos no areal de uma praia italiana está a chocar meio mundo, ainda para mais por cá com todos os acontecimentos dos últimos dias da quinta da fonte.
os cadáveres estiveram durante cerca de uma hora no areal, perante a passividade de quem lá estava, já que não pareciam ser motivo de qualquer sensação de desconforto por parte de quem estava a ver. ninguém se sentiu incomodado, ninguém se insurgiu perante a demora da remoção dos corpos, ninguém ficou junto delas enquanto as diligências não foram tomadas.

sem querer entrar em falsos moralismos relativamente a como devemos tratar os ciganos, já que estes são muito culpados pelo tratamento que lhes é dado já que pouco esforço ou nenhum fazem para se inserirem na comunidade e, como tal, obedecer às regras da sociedade como um cidadão comum, esta foto não deixa de ser, no mínimo, reveladora da podridão nos nossos valores.

domingo, julho 20, 2008

alô, alô

por agora ainda não há muito a dizer de duas semanas de BPI. é o tipo de trabalho para o qual não era preciso sequer ter estudado, basta ter sangue frio e resposta sempre preparada, e isso não coisa que se aprenda. ainda assim bem sei que tenho sorte porque ao menos o meu trabalho vai ser pago.
num ambiente de trabalho composto por 80% de mulheres já tenho os meus ódios de estimação, como não podia deixar de ser.
a gordurosa do cubículo à minha frente, cabelo oleoso e braços flácidos a sairem dum top de alças, sempre debruçada para o cubículo do lado a destilar a sua simpatia de plástico, a dizer-me várias vezes «não se faz assim, mas assim, que é melhor», a comunicar com uma voz arrastada que me faria desligar imediatamente o telefone se estivesse do outro lado, é por enquanto a minha vítima preferida, enquanto rabisco no meu bloco, quando já não posso mais, «porca» «porca» «porca «porca».
é um sabor amargo a férias mais uma vez anuladas que fica cada vez que penso nisso. uma vez mais não vou sair daqui, uma vez mais posso apenas cheirar os festivais de verão ao longe.
mas como dizia uma das minhas formadoras quando alguém se queixava ao pé dela,

havias era de ter nascido quénia.

segunda-feira, julho 14, 2008

quem tiver conta no BPI que se prepare

que eu agora sou uma das chatas do caralho que liga para perguntar até que ponto está contentinho com o serviço prestado pelo banco, que é o melhor do mundo, olé!

é esta a razão para não ter escrito por aqui, nem ter visitado blogs.


prometo voltar à regularidade em breve.

domingo, julho 06, 2008

amor


tenho (re) escutado este álbum, posto de lado há algum tempo e tem sido um reatar duma relação amorosa que à segunda vez sabe melhor ainda.
sim, isso existe.

quarta-feira, julho 02, 2008

acho sinceramente

que cada vez há mais bandas com nomes extremamente imbecis.

zombie zombie?
fuck buttons?
the ting tings?

terça-feira, julho 01, 2008

democracia

fui ontém à assembleia da minha freguesia, expoente máximo do poder local junto dos cidadãos.
uma palhaçada, em linguagem corrente.
vi com os meus olhos como eram os representantes da freguesia de s. lourenço, e não gostei. o presidente da mesa orgulhoso por poder demonstrar a sua autoridade junto de tanta gente, qual dono a exibir o seu carro de alta cilindrada, a 1ª secretária vinda de uma aula de aeróbica com o cabelo ainda molhado e fato de treino, o puto da jcp provavelmente da minha idade que mais não fez do que rabiscar uma folha durante toda a sessão, e os restantes com ar alienado.
o presidente da junta, criatura sonsa que está prestes a ser o meu vizinho da frente, para todas as perguntas teve resposta, que passou sempre por garantir que se estava a pensar no assunto e pouco mais. pouco demorou a provocar a fúria dos que estavam presentes.

vi a mediocridade das nossas estruturas de poder local mesmo à minha frente.