domingo, junho 29, 2008

noto com alguma estranheza que quanto mais aborrecido é o meu dia-a-dia mais estranhos e perturbadores são os meus sonhos.

-x-

no outro dia ao chegar a casa apanho uma reportagem muito interessante no perdidos e achados na sic notícias. era sobre um homem que no início dos anos 90 se dedicava a transportar crianças para a escola, sem ganhar dinheiro com isso. ao mesmo tempo fazia de pai ou irmão mais velho dos miúdos cujo ambiente familiar muitas vezes era doentio. foi a salvação de muitos deles. mostravam-se imagens dele nesses idos anos 90, rodeado das crianças, em abraços apertados. e penso em como isto hoje seria muito difícil ou pelo menos pouco provável com todos os escândalos de pedofilia noticiados. há claramente uma inocência que se perdeu, e um homem sendo assim tão prestável para com tantos rapazinhos seria no mínimo olhado de lado.
isto foi só uma ideia que me ocorreu, até pode muito bem haver casos semelhantes a este ainda nos tempos que correm.

-x-

pego nos dois cds da amy winehouse e ouço-os de rajada para ver se ainda lá está todo aquele sentimento, aquele génio, ou se a imagem desgastada serviu para a colocar de parte.
de minha parte não mudou absolutamente nada. não gosto nem mais nem menos. ou seja, adoro.
vejo que ela está lentamente a regressar à antiga forma, pelo menos fez uma boa actuação no concerto dos 90 anos de nelson mandela.
ainda bem.

quinta-feira, junho 26, 2008

hoje descobri que

não gosto de ir à praia sózinha.
pelo menos não por enquanto, pode ser que venha a gostar.
mesmo que no caminho tenha ido a ouvir um dos álbuns da minha vida, e as estradas da arrábida se tenham travestido de interior norte americano.


domingo, junho 22, 2008

a ver se é desta que vou


sigur rós
11 de novembro, praça de touros do campo pequeno



notícia tirada em primeira mão daqui.

sexta-feira, junho 20, 2008

sacrilégio


uma parte de mim respira de alívio por não ter de ver (pelo menos tantas vezes) aqueles anúncios historicamente maus da tmn.

segunda-feira, junho 16, 2008

porto


não sou muito dada a esoterismos e a superstições, mas tenho os meus momentos. nesses momentos digo que deve ser destino.
tenho um fascínio que não percebo muito bem pelo porto. ficou-me da primeira vez que lá fui, nas viagens sempre atribuladas que fazia com os meus pais, em pequena. em pleno verão lembro-me do nevoeiro frio. do dia cinzento. dos prédios cinzentos. do pavilhão rosa mota. da torre dos clérigos, ao longe. um pressentimento maior que eu, que ainda hoje me segue, de que ali seria um bom sítio para mim.
da última vez que lá estive, tive um vislumbre de como é o porto de noite. serviu para gostar mais ainda.
não me importava que fosse, efectivamente, destino. amanhã tenho uma entrevista no porto. apanhou-me de surpresa porque já nem me lembrava de ter respondido ao anúncio. se fosse noutro sítio qualquer duvido que fosse.
mas como é no porto quem sabe se não é o destino?
se não for continuarei a tentar. e ver se é realmente ali a minha casa.

domingo, junho 15, 2008

pastilhada


anda por aí uma recente febre de máquinas de café que funcionam com pastilhas. sujam-se menos, designs bonitos, várias funcionalidades, etc.
foi uma recente aquisição cá para casa, se bem que me parece que quem lhe vai dar uso serei sobretudo eu.
ainda há pouco bebi o melhor cappuccino de sempre. e feito aqui em casa. e por mim.

terça-feira, junho 10, 2008

the rip



As she walks in the room
centred and torn
hesitating once more
as I take on myself
and the bitterness I felt
I realise that love lost
While white horses
they will take me away
and the tenderness I feel
will send the dog home to me
will I follow ?

Through the glory of life
I will scatter them on the floor
disappointed and soar
in my thoughts I have bled
from the riddles I've been fed
another light moves over
While white horses
they will take me away
and the tenderness I feel
will send the dog home to me
will I follow ?

segunda-feira, junho 09, 2008

ouve-se insistentemente por aqui


a cada audição gosto mais e mais.
não gostei à primeira, o que no meu caso só pode significar que vai andar por aqui para ser ouvido durante muitos e muitos dias.
os álbuns difíceis são os meus preferidos.
e há por aqui uns toquezinhos de especiarias sobretudo na yes que muito me agradam.
parece-me um álbum muito equilibrado, em que nenhuma música sobressai à primeira.
e esta capa... uma das melhores do ano, para mim.


Yes - Coldplay

sexta-feira, junho 06, 2008

eu casava com ele se ele quisesse # 21 roland garros edition

rafael nadal

apesar de estar a torcer pelo federer o nadal tem-me conquistado com os seus encantos, não só desportivos como outros.
para ilustrar melhor a minha ideia junto uma fotografia captada de ângulo diferente.



quinta-feira, junho 05, 2008

eu emocional outra vez


deu-me uma vontade louca de ouvir esta canção, assim de repente.
já nem me lembrava de como é linda, e de como me traz recordações de uma época em que ainda mal percebendo inglês já sabia que esta era daquelas canções intemporais. serviu de banda sonora a muito beijo apaixonado entre barbies e kens, no sossego do meu quarto.

já em criança era uma emocionalona.

oh pra mim que sou tão emocional

esta tarde os comentadores do eurosport disseram que o ténis feminino é mais emocional que o dos homens.
não há volta a dar, qualquer coisa que as mulheres façam é apelidado de emocional. falamos emocionalmente, cozinhamos emocionalmente, vemos filmes emocionais e emocionamo-nos com eles, até os nossos gases devem sair emocionalmente pelo nosso ânus emocional.

na minha opinião de apreciadora emocional de ténis esta afirmação é simplesmente estúpida.

terça-feira, junho 03, 2008

foux du fafa

a minha música do momento.
os flight of the conchords são um duo neozelandês que tem um programa hilariante e, como se isso não bastasse, são musicalmente geniais.
a minha preferida é esta, uma paródia aos êxitos da chanson française, que não me sai da cabeça.




mas todo o álbum é fantástico.

domingo, junho 01, 2008

done


curso acabado, mais depressa do que imaginei.
já posso arrumar livros, furar e arquivar folhas.
e no entanto alguma sensação de desnorte que tenho urgentemente de contrariar.