terça-feira, novembro 27, 2007

repeat mental



esta esteve o dia todo às voltas na minha cabeça, do lado de dentro dos meus ouvidos.

sexta-feira, novembro 23, 2007

onde está o meu anticiclone?


tenho um sistema de baixas pressões estacionário por cima da minha cabeça.
ciclones de raiva e enxurradas de lágrimas, são as previsões que se mantêm para os próximos dias. as barragens dos olhos estão a transbordar e hoje foram feitas inúmeras descargas, para aliviar a pressão sobre as paredes que ameaçam rebentar.
os ventos sopram fortes, com rajadas na ordem de centenas de palavras por minuto.
prevê-se também a formação de geada, para o lado esquerdo do peito, na zona do coração. piso escorregadio, portanto. há que agir com precaução.

este meu período de cheias contrasta com o tempo de seca que se tem vivido. nem o sol que se fez sentir a maior parte do tempo foi suficiente para dissipar estas nuvens, que teimam em pairar por cima de mim.

terça-feira, novembro 20, 2007

I might be wrong...(*)

da janela do comboio vejo dois rapazes, adolescentes, de braços entrelaçados, numa luta amigável, coisas de rapazes. as faces rosadas, e os sorrisos escancarados.
esta cena não tem nada de especial. eu é que os imaginei mais do que amigos, ou amigos especiais. o primeiro amor um do outro, aquele em segredo para os pais não saberem. aquele que começa exactamente com uma destas pequenas lutas, com um daqueles abraços entrelaçados. aquele que provoca transtorno, e que na inocência não se sabe muito bem o que é.


no fundo, foi deste vídeo que me lembrei.



a dona deste blog encontra-se em marranço compulsivo. como tal, estarei um pouco ausente deste mundinho por uns instantes.

(*)radiohead

sábado, novembro 17, 2007

perguntaram-me ali em baixo, numa caixa de comentário se eu era gótica.
eu não podia ser menos gótica, nem gostar menos de todo o imaginário gótico. não é mesmo nada eu.


apenas estou triste. é só.

e com esta na cabeça.



Don't get any big ideas
they're not gonna happen
You paint yourself white
and feel up with noise but there'll be something missing
Now that you've found it, it's gone
Now that you feel it, you don't
You've gone off the rails
So don't get any big ideas
they're not going to happen
You'll go to hell for what your dirty mind is thinking

quinta-feira, novembro 15, 2007


all you know is the way that he made you feel
he made you feel safe enough to feel at all
it's all there in the moment you understood
that he's not going on
and you're still going on
joan as police woman _ we don't own it

quarta-feira, novembro 14, 2007

mais um momento ternurento, brought to you by fertagus.

não se fique por aí a pensar que eu ando para aí a escutar a conversa dos outros. nada disso. vou sossegadinha no meu canto, leitor de mp3 moderamente alto para conservar este sentido precioso que é a audição por muitos e muito anos. mas o que é certo é que as vozes das pessoas por vezes sobrepõem-se à música que estou a ouvir. posto isto, transcrevo o diálogo que uma mãe conta que teve com o filho.

- mãe, quando é que vais morrer? vais morrer já amanhã?

-não filho, que eu saiba não.

- as pessoas quando morrem desaparecem? nunca mais as vemos?

- pois filho, quando as pessoas morrem já não as podemos ver.

- eu gostava que nunca morresses, mãe.

eu sei que sou muito lamechas, por isso achei este diálogo de uma ternura imensa. faz-me pensar no quanto quero ser mãe um dia, na experiência maravilhosa que deve ser. só espero não desatar a chorar de cada vez que o meu filho se sair com uma destas.

terça-feira, novembro 13, 2007

começou de maneira subtil, mas avança em crescendo de intensidade.

the sopranos_ rtp2, segunda feira 22.40

domingo, novembro 11, 2007

happy b.day

esta é para ti, e só para ti.

sexta-feira, novembro 09, 2007

ressaca


manhã cinzenta, faz-me chorar
a chuva lembra o teu olhar
as folhas mortas caem no chão
a dor aperta o coração
quanto eu não daria para poder voltar atrás
volta para o meu peito, daqui não saias mais
por mim amor, pra te encontrar
na solidão do teu olhar
no teu olhar se perde o meu
também o mar se perde no céu
quanto eu não daria para poder voltar atrás
volta para o meu peito, daqui não saias mais

voltar_rodrigo leão

quinta-feira, novembro 08, 2007

train of thought(s)(*)

ambas as situações descritas situam-se no comboio da fertagus, a primeira numa viagem de regresso, a segunda na viagem de ida para lisboa.

situação 1: livros familiares, uma estudante de direito sentada à minha frente. a passar uns apontamentos de direito penal. fico a pensar no quão estereotipada é a caligrafia da rapariga. cheia de voltas e reviravoltas, e de consoantes e vogais gordinhas, engordadas por uma caneta de tinta de gel. uma letra feiinha, penso eu. e a rapariga escreve com canetas de várias cores. uma vermelha para as setas e para sublinhar. uma preta para fazer pontinhos e setinhas de outras cores. e a azul para desenhar as letras gorduchas do texto. fico a pensar se uma estudante universitária ainda deve usar várias cores para passar os seus apontamentos. uma estudante universitária deve ter apontamentos de aspecto profissional. riscados, de preferência, que significa que não teve tempo nem pachorra para passar apontamentos a limpo, e que tem uma vida para além da faculdade. não perde tempo em setinhas e bolinhas coloridas.
mas isto sou eu a ser parva.

situação 2: em plena hora de ponta, numa das estações com mais afluência, entra um cachorrinho que se vai deitar debaixo do banco exactamente à minha frente. não parece muito perturbado com a confusão de pés à sua volta, parece mesmo aliviado por estar num sítio quentinho, onde pode dormir. no comboio apinhado onde parece que nada chama a atenção das pessoas, este acontecimento atrai vários olhares. eu confesso que passei a viagem toda a olhar embevecida para ele, mas isso é porque quem me conhece sabe como sou parva por cães. só a senhora do banco por cima do cão parece ter ficado incomodada e diz:
- está aqui debaixo? que nojo!!

estúpida.

(*)dream theater

segunda-feira, novembro 05, 2007

(bem sei que já chateio, já toda a gente sabe que eu vou e como espero ansiosamente mas não resisto) amanhã ou o melhor concerto do ano

rufus wainwright_coliseu dos recreios

o dia seguinte: foi tudo aquilo que eu podia esperar e muito mais. conseguiu suplantar todas as expectativas depois da última vez que ele esteve cá. apresentou-se com um visual mais excêntrico e uma voz melhor que nunca. pode não se gostar do estilo, pode-se ter preconceitos relativamente à sua bichice, mas é incontornável: é uma das maiores vozes da actualidade, e isso ficou provado quando cantou uma música irlandesa, sem microfone, com a voz a livre e sem artifícios por todo o coliseu. percorreu os cinco álbuns de originais, este último quase na totalidade, que por sinal é aquele que considero o melhor. teve tempo ainda de entreter a audiência com um sentido de humor fantástico e um charme irresistível, quando dizia que lisboa é a cidade mais bela da europa e o quão sortudos somos por viver aqui. e a plateia rendida. foi um concerto como já não se faz hoje em dia, com quase três horas de música. e com momentos de pura festa, como o final apoteótico, vestido de mulher, com umas pernas que devem ter confundido muita cabecinha de heterossexual, para interpretar mais uma canção de judy garland, de imensa intensidade, como a magnífica versão da do i disappoint you, e o momento lacrimejante da noite com a slideshow.
é provavelmente o último concerto do ano, e sem dúvida o melhor de todos. inesquecível.

sábado, novembro 03, 2007

i'm a rabbit in your headlights

hoje ao apanhar ao acaso um top 50 dos piores vídeos da história no vh1 lembrei-me deste, um dos melhores de sempre.

sexta-feira, novembro 02, 2007

she's lost control (*)

estou quase a perder o controlo. já não é a razão que manda em mim. ao mínimo estímulo deixo-me levar, sou um alvo fácil, uma porta aberta. o corpo pede, se o alguém dá, o corpo recebe e retribui. é uma equação simples, não fosse a situação um poço tão negro e fundo.
estou cansada de lutar, de tentar perceber como cheguei aqui. não estou a cuidar de mim porque as forças entretanto esgotaram.
resta apelar ao bom senso e esperar que não me seja desferida a estocada final. porque eu não sou forte o suficiente.

Confusion in her eyes that says it all.
She's lost control.
And she's clinging to the nearest passer by,
She's lost control.
And she gave away the secrets of her past,
And said I've lost control again,
And a voice that told her when and where to act,
She said I've lost control again.

(*) joy division_she's lost control

quinta-feira, novembro 01, 2007

na paz do senhor



aproveitar este dia dado à espiritualidade.