quinta-feira, agosto 30, 2007

ténis

foram anos a gostar de futebol como uma fanática. a ir ao estádio e a discutir apaixonadamente com qualquer gajo que tivesse a mania que sabia mais de futebol do que eu. um ano até de sócia do vitória de setúbal.
para agora não ligar minimamente. para me dar conta de que não conhecia quase nenhum dos titulares do sporting, para mudar de canal quando se fala em tal coisa.
o desporto que hoje em dia me dá verdadeiro prazer ver é o ténis. não é paixão recente, sempre foi um dos meus desportos favoritos, simplesmente neste momento deve ser o único que me dá vontade de acompanhar.
fui uma medíocre praticante desta modalidade durante um ano, pois fui. fui a vários torneios, tendo ganho apenas um jogo ao longo da minha curta carreira. e ainda me lembro do resultado, 6-4, 7-6. foi uma época muito intensa, o terminar do ensino básico, os treinos diários, os torneios ao fim de semana. sabia os nomes dos jogadores todos, todinhos. naquela altura o que estava a dar era o brasileiro gustavo kuerten, e a kournikova ainda batia umas bolas sem nunca ganhar nada.
por estes dias tenho seguido atentamente o open dos eua. e redescobri o porquê de gostar tanto de ver este desporto. não há nada mais emocionante, cada jogador a depender dele próprio, os disparates, os pontos ganhos espectacularmente, os movimentos graciosos daquele que serve.
inconscientemente acabo por ficar sempre a torcer por algum. normalmente é pelo jogador menos conhecido, outras pelo mais bonito.

quarta-feira, agosto 29, 2007

a estudar a cadeira mais chata de sempre. aquela que me faz pensar onde raio estava eu com a cabeça para me imaginar no meio de processos judiciais. se calhar foi esse o meu erro, não me imaginei no meio de processos judiciais antes de colocar o código na folhinha de candidatura.
mas não é esse o motivo que me tráz aqui. para além de não querer maçar ninguém com as minhas expectativas frustradas, já deixei de me arrepender. o ano que vem será o último, e o ano que passou conseguiu ser até mesmo bastante estimulante. portanto o que aí vem será decerto melhor.
no fundo, dei-me conta de que está quase aí o regresso às aulas. e só quando se é puto é que se vive esta época com toda a intensidade. ou quando se é pai de uma criancinha e se faz contas ao orçamento...
mas quando isto era uma espécie de natal antecipado. compras, muitas compras. e ainda por cima apenas para nós! o caderno mais bonito do mundo, o estojo com dois andares e com montes de marcadores rascas mas que fazem vista, a mochila mais vistosa da loja, alguma roupinha a adivinhar as manhãs mais frescas. era assim pelo menos no meu tempo. e se calhar era assim porque gostava da escola. quem não gostava não sei como vivia a época...
agora é mais do género, ah tenho de comprar uns cadernos pois é...e não tenho lapiseira, a ana ficou-me com ela. a ver se não me esqueço.

enfim, tudo muito sonso...

domingo, agosto 26, 2007

isolamento

será por ter passado estes dois dias sózinha, com o contacto apenas pelo telefone com os que me são queridos e com as meninas da caixa do intermarché, ou pelo banho de imersão de mais de uma hora que tomei ontém, ou porque aconteceu de repente, mas estive mais virada para a reflexão do que provavelmente no resto do mês.
não vou dizer já tudo o que me atormentou por estes dias, ou tornar-se-ia um post excessivamente longo. e eu ando muito preguiçosa para escrever. e para tudo, em geral.

mas posso então dizer que me atormentou por uns instantes o facto de a palavra masturbação ser horrorosa. até custa a dizer. é feia.
e atormentou-me haver substitutos para o palavrão na sua versão masculina e não para a versão feminina. ou seja, diz-se que os homens esgalham qualquer coisa, batem uma daquelas coisas, jogam bilhar de bolso. e mais outras variantes. mas e as mulheres? masturbam-se. não há nenhuma expressão mais imaginativa?
eu avancei com uma. acariciar o lótus. a betty coltrane avançou com um brincar com a flor.
aceitam-se sugestões.
vamos acabar com a desigualdade entre homens e mulheres também neste campo.

quinta-feira, agosto 23, 2007

já fazia tempo que não escrevia aqui. mantenho este blog há mais de um ano e nunca tinha ficado durante tanto tempo sem nada para dizer. na verdade tem sido isso que tem passado, nada me tem ocorrido para escrever.
o tempo agora também tem sido mais escasso, lá arranjei qualquer coisa para ganhar uns trocos nas férias.

mas quando tiver algo de relevante, ou não, lá escreverei aqui. acho que fui contaminada pelo espírito silly season, não tenho pensado em nada que realmente valha a pena partilhar.

quinta-feira, agosto 16, 2007

terça-feira, agosto 14, 2007

que o curto circuito da sic radical queira dar ares a programa descontraído, em que os apresentadores são tudo malta muita maluca e espontânea e que nem é preciso curso superior para mandar uns bitaites para o ar e ainda ter piada, já nós (ou pelo menos quem vê/via) sabemos.
e é muito bom estarem a transmitir os concertos do festival de paredes de coura, a maior parte na íntegra, o único motivo que me leva a ver este programa.

mas um apresentador não se preparar minimamente ao ponto de dizer que nunca tinha ouvido nada da banda x já me parece muito pouco aceitável. porque o apresentador pode ser muita maluco e não sei quê mas podia ser pelo menos encarregue de fazer uma espécie de trabalho de preparação. se vão trabalhar na cobertura dum festival bem podiam fazer mais do que limitar-se a ler a cábulazita escrita por alguém da produção com informações da wikipédia. um cdzito comprado na fnac, não? último recurso, sacar umas musiquitas do artista, só para não ser apanhado de surpresa, não?
e depois de todo o hype à volta dos gogol bordello não saber minimamente como eles são?...enfim.

segunda-feira, agosto 13, 2007

leitura de/o presente

infelizmente não estou a ler a versão original.
tenho de me contentar com o livrito de edição algo rasca da europa-américa, com imensas gralhas e letra minúscula. mas de que me estou a queixar? foi grátis, cortesia do meu jornal de eleição, o dn.

pesquisando na net venho a descobrir que este livro foi arrasado quando saiu. obteve muito más críticas devido a algumas imprecisões geográficas e devido a longos períodos de descrição inútil. o que eu até concordo. não me interessa minimamente ler três páginas de como se deve acondicionar a carga num barco de modo a este não se virar. enfim, serviu para aprender que não se põe tudo à balda para o convés. pode vir a ser-me útil um dia, quem sabe?

enfim, só para dizer que a iniciativa do dn é muito boa, oferecer livritos em formato muito portátil, para ler na praia, ou no comboio no meu caso, já que praia este ano só de longe a longe... alguns até de grandes autores, como dante ou dostoiévski que foi o livro de hoje mas o velho do quiosque rangeu que não tinha.

sexta-feira, agosto 10, 2007

uma hora. uma hora inteira à procura da avenida joão crisóstomo em lisboa. uma avenida perto da gulbenkian, sítio que eu até conheço bastante bem.
a minha desorientação hoje assustou-me como nunca antes me tinha acontecido. sem dinheiro para um táxi, sou uma estrangeira no meu país. mapa? se não tivesse ia dar ao mesmo.
eu até nem me importo muito de andar sózinha, pelo menos já não. mas sou imprestável se não conhecer o caminho. e se demorar sempre no mínimo uma hora a descobrir um sítio que não conheço espera-me um futuro bastante negro.
mas como tão bem diz a sabedoria popular «se deus dá a chaga também da a mézinha» e se há coisa que eu não tenho pudor nenhum é de perguntar aos nativos. e hoje perguntei a mais de dez. novos, velhos, tios, chungas. e todos eles com informações contraditórias. um deles com um macaco prestes a pular da narina.
mas todos muito gentis...porém inúteis.

quinta-feira, agosto 09, 2007

terça-feira, agosto 07, 2007

presente estado

dispensada de um emprego em call center, como devo sentir-me?

péssimamente. é daqueles empregos que toda a gente consegue ter, terei alguma coisa de errado? nunca ninguém se queixara antes da minha rapidez verbal. será isso um defeito? olho para trás e vejo-me como finalista em direito, portanto não é uma psicóloga clínica frustrada por trabalhar em telemarketing que vai fazer-me duvidar das minhas capacidades verbais.

aliviada. como em todos os empregos tinha de haver o cromo com mania que era engraçado, o típico palhaço do escritório ao qual ninguém acha a mínima piadinha mas ele lá vai tentando. ao segundo dia já só me apetecia fugir dali para não ter de o ouvir mais, portanto a dispensa até deverá servir como alívio.

lisonjeada. não conhecia até agora mais ninguém que tivesse sido cordialmente afastado por o perfil não se enquadrar com o pretendido pelo cliente, o problema não é nosso, não é que não tivéssemos capacidades, apenas não era aquilo que estavam à procura. devo ser uma pessoa mesmo especial...

isto daqui para a frente só pode mesmo melhorar, porque piorar será francamente difícil...

sábado, agosto 04, 2007

obscured by clouds...

alguém me pode explicar por que raio não se fala da actuação dos camera obscura no sudoeste?

a banda de glasgow actuou no primeiro dia do festival, algo que eu até já tinha posto em causa já que não li em lado algum qualquer impressão acerca do concerto. mas tirei as dúvidas, não houve nenhum cancelamento de última hora, simplesmente não se fala/escreve sobre o concerto. posso também não estar a procurar nos sítios certos, mas se não se fala no dn nem no diário digital bem...alguma coisa parece não estar muito bem.
bem sei que não são muito conhecidos por cá, bem sei que o que está a dar é buraka som sistema e a pop doce e encantadora dos camera obscura é irrelevante perante esse grande marco na música que é o aparecimento do kuduro progressivo. ou então se calhar está a ser ignorância minha e eu estou a armar-me em parvinha sem ter a mínima razão para tal
não seria a primeira vez...
se calhar até é melhor assim. a banda mais ignorada do cartaz era a banda que mais queria ver de todo o festival, o que enche o meu ego de melómena snob.
o que interessa é que para mim o let's get out of this country foi um dos melhores álbuns editados o ano passado e um dos que oiço com mais insistência. e se eu estiver certa e o concerto tiver sido ignorado por falta de interesse na banda, então é lamentável.

quarta-feira, agosto 01, 2007

o mês mais quente do ano

rufus wainwright - 6 de novembro, coliseu dos recreios