sexta-feira, junho 29, 2007


o que achei deste filme ainda não sei muito bem. acho que gostei, apesar de a maneira como é filmado, as sequências rápidas, as imagens repetitivas sempre que as personagens se estavam a chutar às tantas se tornar um pouco enjoativo.
independentemente disso, fez-me descer numa espiral de humor até à quase apatia, o que me fez ir deitar às onze da noite. fez com que a única coisa que me apetecia realmente era dormir e esquecer tudo.
não vou escrever propriamente acerca do filme porque acho sinceramente que não tenho a mínima vocação para fazer sinopses, acabo por escrever praticamente a história toda.
como tal, este é um filme recomendável contudo bastante pesado, como tal não o aconselho para em que a moral não esteja lá para cima.


quinta-feira, junho 28, 2007

quarta-feira, junho 27, 2007

toma lá que já almoçastes!

o sentimento de vingança é primário, básico e por vezes condenável até.
mas não consigo deixar de esboçar um largo sorriso quando leio esta notícia:

saldanha sanches chumbado.

ao deparar-me com este título não podia deixar de investigar. então parece que o ilustre fiscalista e professor de direito fiscal na minha faculdade, também conhecido por aquele professor que não muda de fato , foi chumbado nas provas de agregação da faculdade, logo não poderá, pelo menos por enquanto, ser mais do que professor associado.
com este cenário surgem dois pontos a reter: o primeiro é saber se é frequente os professores chumbarem neste tipo de provas, ou se sabemos deste caso apenas por ser um nome que anda nas bocas do mundo. o segundo é saber se chumbaram o homem por a tese dele não ser meritória de decisão diferente ou se é por este professor fazer parte da comitiva do candidato do ps à câmara de lisboa.
percorrendo aqueles corredores há já quatro anos, e depois das histórias que já ouvi por ali (dando o devido desconto de haver muito mestre do boato entre aquelas paredes) não me admirava que tenha sido pela segunda razão. ou então estou aqui a arranjar uma teoria da conspiração e então mea culpa mas são já muitos anos ali... porque vejamos: os professores da minha faculdade são na sua esmagadora maioria de direita. e dão-no a conhecer o mais abertamente possível. estando o saldanha sanches agora tão envolvido não só na candidatura do antónio costa, como também em algumas medidas do governo, nomeadamente no que toca à punição dos autarcas (malandros!! ) não me parece de estranhar que quisessem lixar o pobre do saldanha.

mas tudo isto para concluir o quê?
que interiormente rejubilei com a notícia do chumbo de um professor. porque mostra que também eles estão sujeitos a avaliações e que por vezes o veneno vira-se contra eles. que se calhar também ele provou o amargo sabor da injustiça. que também todo o trabalho que ele teve não serviu para nada, toma repete e é se queres, vemo-nos para o ano burro da merda!
isto é tão feio da minha parte não é? mas como eu disse, já lá vão quatro anos, já a caminho do quinto. e todas as frustrações deixam a sua marca. espero não me ter transformado numa cabra, pelo menos tenho consciência de que esta atitude não me fica bem. mas sinto-a.
hey fdl: acho que criaram mais um monstro.

terça-feira, junho 26, 2007

...

serão as mulheres portuguesas, para além de algumas mais mediterrânicas que presumo que também tenham, as únicas no mundo com buço?

segunda-feira, junho 25, 2007

quiriquiriquiriquiriqui

gosto do jel. para quem não conhece trata-se do humorista que começou com uma carreira na música, pouco sucedida mas se virmos os vídeos podemos ver aque já havia ali qualquer coisa de promissor. tornou-se mais conhecido pela rubrica na revolta dos pastéis de nata e agora brilha, na minha opinião, no vai tudo abaixo na sic radical.

é um humor ofensivo? sim
estúpido por vezes? sem dúvida

mas faz falta. e ontém foi absolutamente memorável, vê-lo com o fiel falâncio, os dois homens da luta, a sonorizarem a campanha dos quatro candidatos mais importantes à câmara de lisboa. o único que ficou melhor na fotografia parece ter sido o antónio costa que optou pela não reacção. todos os outros tentaram uma aproximação mais fair play, como o telmo correia que começa por chamar amigo, mas todos acabavam por fugir e indicar membros da comitiva para enxotarem os dois carrascos... a enoxorrada de nomes menos bonitos e de outros impropérios fez-me até ficar com alguma pena dos pobres homens, mas pensemos melhor: eles merecem que se tenha pena do seu enxovalho público? quando todos os dias nos deparamos com as opções desastrosas que tomam, das quais isto é um mero exemplo, quando todos os dias saem notícias de impunidade judicial e de derrapagens financeiras, quando as melhorias (quais melhorias?) são poucas ou nenhumas, haverá que ter algum tipo de pena por esta classe política?

já que parece que castigá-los nas eleições não é suficiente, já que a justiça é cega e surda e muda, resta o serviço público que o jel faz ao enxovalhar este pessoal publicamente. decerto não lhes deve ser nada agradável passar por aquela vergonha...

sábado, junho 23, 2007

sou uma pessoa de mimos. sou uma pessoa de festinhas e de muitos beijinhos e de lamechices.
há pouco tempo recebi uns mimos especiais. uns mimos profissionais, sem alguma carga emocional, sob a forma de uma massagem com pedras quentes. eu já sabia que ia adorar, dado que basta uma simples festa no braço para me arrepiar de prazer. mas isto foi uma dimensão totalmente nova no que toca a mimos... isto foi uma sessão intensiva. foi uma autêntica ode aos sentidos, olfacto, tacto... e o bem estar que proporciona depois. meia hora de pura felicidade que me valeu um dia tranquilo e optimista, ainda que nada tivesse mudado. a pressão dos exames continuava, fora apenas atenuada por uma dose massiva de endorfinas.

o que me pôs a reflectir acerca dos milagres que se podiam operar com apenas meia hora de miminhos por esta gente entristecida que faz o nosso país. e se uma massagem por semana, vá lá por mês, não fosse um luxo? se estivesse acessível a toda a gente e, melhor, fosse mesmo fornecida por um qualquer serviço público? será que não teríamos melhorias ao nível de produtividade ou mesmo, esquecendo as tretas práticas, melhorias ao nível do nosso temperamento? porque não fornecer massagens às pessoas que estão deprimidas como substituto para o prozac?
acho que podia ser um bom lema para uma campanha eleitoral: um voto para mimos.
mas podia desde logo começar pelas pessoas que estão mais próximas de nós. se fôssemos mais calorosos talvez os dias não fossem tão penosos, se todos os dias abraçássemos e fôssemos abraçados talvez terminássemos o dia mais vezes com um sorriso na cara.
porque melhores do que os mimos profissionais que referi acima são aqueles de quem nos são queridos.

quarta-feira, junho 20, 2007

inchaço no ego...

ah que bom foi ouvir hoje o pedro ramos da radar pronunciar curse of millhaven.

terça-feira, junho 19, 2007

Mais uma engraçada de Groening & Cª

Toda a gente quer entrar no Simpsons, e os Metallica aderiram à ideia, isto é a banda preferida do Otto.......

segunda-feira, junho 18, 2007

domingo, junho 17, 2007

sábado, junho 16, 2007

chamem-me freak por, com um tempo destes, não pensar em sol. por a minha viagem de sonho não ser ao brasil. por olhar encantada para um céu carregado como o de hoje e ouvir deliciada a chuva que caiu durante todo o dia, com uma sensação de estar a ouvir uma doce melodia.
já não me lembro se sempre fui assim ou se foram influências externas a determinarem esta minha esquisitice.
mas eu gosto do quentinho, não do sol abrasador mas dos casacos e dos cachecois. dos corpos elegantemente tapados e das bochechas e narizes vermelhos.

e gostava que uma dia a minha lua de mel fosse aqui.

quarta-feira, junho 13, 2007

uma forma de masoquismo...






ouvir isto durante todo o dia, sabendo que só com o milagre da multiplicação dos cêntimos os poderei ver ao vivo no dia 3 de julho.

segunda-feira, junho 11, 2007

então foi assim...

...chegados ao recinto do festival, no sábado, deparámo-nos com pouquinha gente.
pensámos ena, o dia de hoje vai ser mais calmo. não se vêem tantos putos por aí, provavelmente será um público mais maduro o de hoje. assim pensámos nós.

de facto, quando a primeira banda ( triângulo de amor bizarro) começou a tocar era desolador o aspecto do recinto em torno do palco principal. mas quem não viu também não perdeu grande coisa. o trio espanhol fez um som confuso, repetitivo e extremamente barulhento. e os problemas técnicos do início do espectáculo também não ajudaram a abrilhantar a actuação. pode ser que os trabalhos em estúdio justifiquem a atribuição do palco principal a esta banda. de outra maneira, não entendo o porquê de ali estarem. terá sido para atrair a cambada de matulões espanhóis com os quais tivémos de levar em cima (literalmente) mais tarde?

chegou a ser um pouco constrangedor assistir à actuação da banda de armando teixeira. não mereciam aquele público que não estava minimamente interessado nas suas músicas calmas e de ritmos mais lânguidos. a noite era de rock, e era por rock que todos os presentes salivavam àquela hora. teria sido mais acertado terem posto os bullet no palco secundário, não por praticarem uma música que deva ocupar o segundo plano, nada disso. os bullet já mostraram com o mais recente álbum que são uma das bandas mais interessantes e singulares da música portuguesa. o single «fim da luta» prova isso mesmo, uma canção com uma letra extremamente bem conseguida que resulta numa composição pop de qualidade acima da média.

quando o cenário se começa a pintar de vermelho é que nos apercebemos que o melhor está para vir. que afinal é sempre verdade, teremos meg e jack white ali à nossa frente, no nosso caso, inicialmente, a uns escassos palmos. dificilmente, a meu ver, os white stripes podiam ter dado um concerto melhor. pelo menos em condições de festival. pois será sem dúvida muito melhor vê-los numa actuação em nome próprio, onde possivelmente tocarão durante mais tempo e eu vê-los-ei num sítio onde possa estar mais resguardada. não me interpretem mal. eu não faço questão de ver um concerto longe de contacto físico, quem me dera que no sábado tivesse dado para entoar em uníssono mais aqueles milhares de almas as grandes malhas desta banda. eu não preciso de uma bolha actimel. mas tira-me facilmente do sério ser esmagada contra as pessoas que se encontravam à minha frente para imediatamente a seguir ser esmagada contra as pessoas que se encontravam atrás de mim, e assim durante o concerto todo. não se percebe. havia pessoas a sentirem-se mal, havia gritos de dor, havia gente mais baixinha (lá nisso consigo alguma vantagem) sem ver nada para além de costas suadas e rabos saltitantes e por outro lado haviam calmeirões gigantes a pular ao nosso lado a tirarem partido da superioridade física mas, certamente, inferioridade intelectual. e quanto ao concerto propriamente dito? não faltou nada. passaram por todos os álbuns, dos mais antigos ao mais recente icky thump. é indescritível a genialidade daquele homem ao vivo, trocando diversas vezes de guitarra, imparável nos riffs e dono de uma voz ecoante, potentíssima. para não me alongar muito mais poderão ver uma crítica muito completa aqui.

por último, foi mágico o início do concerto de smashing pumpkins. aos primeiros acordes começa a chover, o que parece que nem por isso serviu para refrescar os ânimos dos usurpadores de espaço. pelo menos foi isso que me constou, já que nessa altura já eu estava longe da confusão. foi um desfilar de grandes êxitos, quase um ambiente de best of, com um billy corgan visivelmente satisfeito pela emoção do público. são bem regressados, parecem estar em grande forma, pelo menos no que toca a actuações ao vivo. se o álbum de originais que parece estar por aí mesmo a sair vai ser alguma coisa de jeito logo se verá.

sábado, junho 09, 2007

hoje

festival oeiras alive 2007, passeio marítimo de algés

palco sagres mini:
dapunksportiff
plastica
capitão fantasma
the dead 60's
the go! team
dezperados

palco optimus:
triângulo de amor bizarro
balla
the white stripes
smashing pumpkins

sexta-feira, junho 08, 2007

finalmente...


...quando o julgava já irremediavelmente perdido...

...emprestado a alguma vil criatura que não se mo tivesse dignado a devolver...

...eis que reaparece um dos álbuns da minha vida.

nine inch nails - the fragile 1999

quarta-feira, junho 06, 2007

Quando eu nasci


Quando eu nasci,
Ficou tudo como estava.
Nem homens cortaram veias,
Nem o Sol escureceu,
Nem houve Estrelas a mais...
Somente,
Esquecida das dores,
A minha Mãe sorriu e agradeceu.
Quando eu nasci,
Não houve nada de novo
Senão eu.
As nuvens não se espantaram,
Não enlouqueceu ninguém...
P'ra que o dia fosse enorme,
Bastava
Toda a ternura que olhava
Nos olhos de minha Mãe...


Sebastião da Gama, Serra-Mãe

sebastião da gama, poeta nascido em vila nogueira de azeitão em 1924 e professor em lisboa, setúbal e estremoz. verá a sua curta carreira, travada pela tuberculose, devidamente reconhecida com a inauguração de uma estátua na sua terra natal, e que por sinal é aquela onde resido . com a honra da visita do nosso chefe de estado. será no próximo sábado.

terça-feira, junho 05, 2007

guilty pleasure

quando tiver mais tempo posto qualquer coisa sobre esta mulher.

domingo, junho 03, 2007

my student blues

este é um post totalmente vazio de conteúdo, egoísta e algo infantil.
por isso sintam-se à vontade para me chamarem nomes e me dizerem o quão errada estou e o quão sortuda sou pelas oportunidades que estou a ter. bem sei que reclamo de barriga cheia e que sou uma felizarda ainda sustendada pelos pais que aos vinte e um anos ainda é estudante. e podem dizer-me à vontade que vida de estudante é que é bom e que vou ter tantas saudades disto que nem sei.
podem dizer-me tudo isso que nem por sombras me vai aliviar o espírito cansado até à náusea de livros, o cansaço mental que pesa mais ainda que o cansaço físico, a sujeição a constantes passagens de atestados de estupidez por parte dos professores daquela faculdade.
fica ridículo quando o digo.
mas estou tão farta neste momento... autêntica tempestade emocional que tem tendência em ser descarregada em quem normalmente não merece.

sábado, junho 02, 2007

nme

a radio online da nme tem sido a minha companhia musical por estes dias, já que não tem locutores nem publicidade, que são os maiores factores de distracção quando se estuda com radio.

aproveitando esse facto acho que seria interessante postar aqui a capa da nme desta semana.
para quem se estiver a perguntar quem é esta senhora é a vocalista dos the gossip, banda que actuará no sbsr deste ano, dia 5 de julho.
relativamente a ela pouco há a dizer, a fotografia diz tudo. grande grande atitude.

sexta-feira, junho 01, 2007

Aqui está a reclamação inútil por escrito que enviei aos serviços da CP. Não há nada que me custe mais dizer do que afirmar que as Empresas Públicas, especialmente esta, presta um serviço de merda em Portugal. Esta raiva cresceu e alimentou-se em mim, quando ontem apanhei um táxi em entrecampos pra chegar à estação do Oriente em Lisboa para apanhar o último comboio da Linha da Azambuja, que se bem me lembro ia sempre cheio. E qual não é o meu espanto quando vejo o cais de embarque vazio, porque segundo o novo mapa de horários já não hvia mais comboios. Juro que naquele momento se tivesse oportunidade explodia com o maior de números de comboios que pudese. Filhos de uma grande p**a.

Gostaria de dizer expressamente que o serviço que a CP presta enquanto empresa pública é vergonhoso em todos os aspectos, mas este último indigna-me particualrmente. O novo mapa de horários não reflecte as necessidades das pessoas, e ao contrário do que sera de esperar num país civilizado, uma maior oferta de transportes colectivos sobretudo no horário da noite. Ontem como tive oportunidade de observar foi retirado o comboio suburbano com destino a Azambuja que saia de Santa Apolónia por volta das 1:00 horas, que faz com quem apanhava esse comboio tenha de recorrer ao táxi para poder ir para casa, como ontem tive de fazer. Outras empresas, nomeadamente a Fertagus com a nova actualização do horário disponibilizaram mais comboios à noite para a margem sul, ao contrário da CP que preferiu diminuir a qualidade do serviço. Num país em que se espera que as pessoas recorram cada vez mais aos transportes colectivos, em detrimento do transporte particular, entram imediatamente em contradição ao enfraquecer a oferta de transporte colectivo, que faz com que a pessoa que perque o último comboio, e tiver fracas disponibilidades monetárias, tenha de esperar cinco horas para que apreça o 1º comboio por volta das 5:35 para poder regressar a casa. Sei que esta reclamação não vai ter nenhum impacto nas vossas estatísitcas economicistas. A verdade é que as empresas privadas são mais baratas porque não recebem nenhum apoio estatal, e ainda pagam impostos, enquanto as empresas públicas recebem o dinheiro dos títulos de transporte e isenção fiscal e no fim conseguem prestar pior serviço.