sábado, março 31, 2007

la fête


estava a precisar de um concerto assim.

foi absolutamente divino, a sala com uma acústica perfeita, vozes belíssimas, músicos excepcionais. não houve um único ponto negativo a apontar, nem um. talvez as cadeiras de madeira do cineteatro, que às tantas já faziam doer certas partes do corpo. ou a minha hiper-sensibilidade que me põs a chorar desconsoladamente quando foi tocada a cinema, a faixa que abre o álbum com o mesmo nome.

sou sempre a mesma coisa...

quinta-feira, março 29, 2007

amanhã


rodrigo leão e cinema ensemble
cineteatro são joão - palmela
21:30

tédio boy e tédio girl

dia de tédio. de insatisfação em geral.
que se faz? observam-se as nuvens e confessam-se medos e ideias relativamente proibidas.
nós dois somos insatisfeitos. são dias como este que nos chamam a atenção para a rotina e como devemos procurar meios de a contrariar.
apesar de no meu íntimo eu ser uma pessoa de rotinas.
ao menos temo-nos um ao outro não é? deixa passar a moleza, também faz parte.

quem nunca teve um dia de apatia que teima em não passar?

quarta-feira, março 28, 2007


tanto tempo sem ouvir esta preciosidade. como pude? ignorado meses a fio enquanto escolhia a playlist do dia.
mas como parece que nada acontece por acaso dificilmente um álbum seria mais perfeito para o dia de hoje.
escuro e frio como estes últimos dias de pseudo-primavera. doce e melodioso como esta tarde de preguiça e academicamente pouco proveitosa.
quem não conhece estes senhores ingleses recomendo que descubram pelo menos este álbum. deixo aqui primeira música, infelizmente não encontrei a powder blue que é para mim a mais bela.
Any day now hows about getting out of this place. Any ways.Got a lot of spare time. Some of my youth and all of my senses on overdrive.


segunda-feira, março 26, 2007


p'ra esquecer que o salazar ganhou e p'ra esquecer que há uma facção de extrema direita a crescer a olhos vistos na faculdade em frente da minha...e p'ra não me pôr a imaginar que estes dois factos possam estar ligados entre si...e depois de ouvir isto três vezes seguidas, ponho belle & sebastian na minha playlist.

domingo, março 25, 2007

mélinha faz-te à vida


anos de vida já levo 65. anos na vida...esses já é mais difícil contar, 40 acho eu. foi pouco depois de ter a minha mais velha, o meu marido era um inútil e eu tinha de comer não é verdade? a rosário diz-me «oh mélinha vai pá vida». e eu fui para a vida, porque não.
se era difícil ao início? era, claro que sim mas depois uma pessoa até se habitua. ganha-se mais do que a limpar a merda dos outros e assim até convivo todos os dias com as pessoas, aqui na esquina conhecemo-nos todas umas às outras. ali a mimi já tem 75 anos, ninguém lhos dá já viu? sim, já tentei fazer outra coisa mas ao fim de uns meses senti falta desta vida. uma pessoa até vai ficando amiga dos clientes, há alguns que já só vêm conversar, coitadinhos já não lhes dá para fazer mais nada. mas fica-se amigos para a vida, sabe? as miúdas mais novas é que são umas putas, ainda no outro dia arrearam ali na pobre da adelaide porque dizem que a gente lhes rouba os fregueses. claro que temos fregueses!! os cabritinhos gostam muito aqui das mamãzinhas, são os que procuram mais até. deve ser porque nós somos mais compreensivas, já andamos nisto há muito anos sabe? eu só largo a vida quando não puder mais ou se me sair o euromilhões claro. aí largava logo. agora assim..não sei fazer mais nada da vida.isto para mim já é como comer pão com manteiga, sabe? ao menos aqui uma pessoa vai convivendo, sempre vê gente a passar e falamos umas com as outras.
se me saísse o euromilhões sabe o que é que eu fazia? eu já sei, abria uma casa e punha a trabalhar umas raparigas novas, eu ficava só a mandar. isso é que era.
não, não tenho vergonha do que faço. tenho é vergonha quando alguns clientes se aproximam de nós e nos perguntam alto, sem se importarem com quem passa, a quanto é o broche e essas coisas assim. é muito desagradável, ao menos dantes havia decência. era tudo mais discreto, uma pessoa ia para a pensão com o cliente, fazia o que tinha a fazer e pronto. agora assim...já não há maneiras como antigamente. dantes é que era...no tempo do doutor salazar. éramos tratadas com dignidade, até paizinhos vinham com os filhotes para eles experimentarem. agora hoje em dia...já me têm pedido cada coisa. mas eu não faço nada dessas coisas esquisitas, comigo é tudo ao natural e apenas o tradicional. coisas modernas não é comigo.
claro que os meu filhos não sabem o que faço, como deve calcular não lhes vou dizer olhem a vossa mãe é puta. mas todos os dias venho para aqui com medo de ser reconhecida por algum deles. já viu a vergonha? nesta vida só contei aos meus irmãos o que faço. agora até aceitam mas já tive de ouvir da boca deles chamarem-me puta velha.
e isso eu não admito.

baseado na notícia da edição de hoje do diário de notícias. aqui.


sábado, março 24, 2007

espanhol suave


laura lopez castro e su muchacho abriram os últimos concertos dos tindersticks em portugal. a propósito dessa vinda ao nosso país a radar deu-me a conhecer pela primeira vez a bela voz desta senhora.
eu que até nem sou grande fã de vozes femininas fiquei encantada com a voz dela. visitem o my space dela para saberem do que estou a falar, se ainda não conhecerem.
é uma música extremamente simples, que sabe bem ouvir, embala e aquece as entranhas.
muy suave...

quinta-feira, março 22, 2007

também tu, brutus?

de que os arcade fire são um fenómeno a nível global já ninguém duvida. mas não deixei de me espantar, enquanto desfolhava a revista sábado e dei de caras com a reportagem sobre o dia a dia do terceiro homem mais poderoso do mundo* (nas palavras de um professor meu), ao saber que o durão barroso, esse mesmo, o político mediano para não dizer fraquinho, o calculista frio que planeou tudo e que com um sorriso sádico disse que sim ao cargo na comissão europeia deixando-nos entregues ao santana, um dos poucos piores que ele, o cherne, o furão, o jovem que roubou mesas da faculdade de direito nos tempos de militante do mrpp, gosta de arcade fire.
e então? poderão perguntar.

não sei...não me agrada a ideia.
ao mesmo tempo sorrio enquanto imagino-o no seu dia a dia incrivelmente frenético, a ser conduzido para uma qualquer reunião com um dos todos poderosos, a ouvir i like the peace, in the backseat, i don't have to drive, i don't have to speak, i like to watch the countryside and i can fall asleep...

*nas palavras do prof.doutor fausto de quadros o presidente da comissão europeia é o terceiro homem mais poderoso do mundo, sendo o primeiro o papa e o segundo...adivinhem...o w bush.

terça-feira, março 20, 2007

porque será que quando encontramos pessoas que não vemos há algum tempo temos tendência em fazer um qualquer comentário em relação ao aspecto da pessoa?
claro que a nossa aparência física é o nosso cartão de visita para o mundo exterior, é aquilo que os outros apreendem através da visão. ninguém diz quando encontra alguma pessoa na rua, até mesmo já depois de trocar alguns dedos de conversa: «epá tás mais inteligente» ou o contrário «epá tás mais parvo». o que até é lógico, já que a nossa aparência física é muito mais facilmente modificável do que a nossa personalidade, ou pelo menos a mudança do nosso aspecto é mais facilmente apreensível pelos que nos rodeiam.
então...porque não nos limitarmos a perguntar o célebre «tudo bem»? até porque quando as pessoas nos são queridas normalmente temos assunto que não o aspecto exterior ou então sabemos já se uma eventual mudança, se for notada, vai deixar a pessoa triste ou desconfortável com o reparo...
ao contrário da grande maioria das pessoas, das piores coisas que me podem dizer é : «tás mais magra». pior do que isso é um «tás muuuito mais magra». o bom nisto é que é totalmente mentira, e estou até muito bem, obrigada. em todo o caso isto custou-me uma tarde a olhar o meu reflexo nos vidros, e a pensar: mas eu não estou mais magra... mas decerto o parzinho que me mimou com estas palavras está cada vez mais parvo.

segunda-feira, março 19, 2007

andrew bird

andrew bird - armchair apocrypha

eu sempre tive uma queda por cantautores, cantores compositores, singer - songwriters, o que quiserem chamar. o rufus wainwright e o josh rouse têm um lugar especial no meu coração. já tive a minha fase jack johnson, passou rapidamente. o patrick wolf também chegou a rodar muito aqui por estes lados, mas ao segundo álbum virei-lhe costas. não me interessa mais.

agora é este senhor que me canta ao ouvido.

sai amanhã o último álbum dele. incrivelmente (ou não) já tem rodado insistentemente desde há uns dias por aqui. sem dúvidas que, quando pud€r, comprarei o original. agora fico-me pelo acto criminoso e pela esperança de conseguir ir ao concerto.
goste-se ou não da música, é impossível resistir à capa dos cds.

domingo, março 18, 2007

...e mesmo que estivessem ninguém licitava...

a oprah winfrey visitou-me hoje durante o meu sono. esta oprah não era, contudo, a vedeta dos estados unidos, uma das personalidades mais ricas do mundo, a apresentadora mais benemérita e fofinha que ajuda os pobrezinhos. a minha oprah nem era rica por aí além. não podia ser, nos meus sonhos ninguém é inacessivelmente rico e até o nick cave já me veio visitar por duas vezes. se calhar o mundo era mais equilibrado se fosse como nos meus sonhos.
a minha amiga oprah estava a aconselhar-me sobre o melhor a fazer na minha viagem de finalistas. parece que estava combinado uma viagem a tenerife, e que o autocarro estava prestes a passar na paragem aqui ao pé de minha casa. mas a minha oprah disse-me que se calhar era melhor ideia fazermos uma viagem de carro pelo alentejo, e aproveitarmos as praias do nosso país. ela dizia-me isso no jardim da sua casa, cheio de verduras, fresco, sombrio e ao mesmo tempo agradável.
não tenho em mente ir a tenerife, nunca lá estive sequer, mas neste aspecto acho que o meu sonho até nem é tão disparatado quanto isso. preferia fazer uma viagem pelo nosso país, a ir a tenerife. fosse de que transporte fosse. e se tivesse de escolher preferia a oprah do meu sonho à oprah da vida real.

quinta-feira, março 15, 2007

os meus sonhos não estão em nenhum leilão

deu-me ontém uma vontade enorme de ir ver este senhor ao cinema são jorge. vamos a ver se se concretiza.

andrew bird - 31 de maio cinema s.jorge

off post - o site do sapo é a minha página de entrada na internet. por isso, todos os dias sempre que me conecto com o mundo da teia dou de caras com um novo exemplo dos chamados leilões de sonhos do sapo. parece que o fim a que se destina até é nobre, ao que consta o dinheiro reverte para ajudar idosos e jovens carenciados. mas não consigo deixar de achar alguns dos exemplos um pouco...parolos? ora vejamos: podemos licitar um café com o actor ricardo pereira, o que inclui um beijinho. subir ao palco com os anjos e cantar uma música. noite de karaoke com o paulo gonzo. podem ver aqui mais alguns exemplos, mas é pura perda de tempo, esqueçam lá isso. só a título de curiosidade, ainda ninguém licitou nenhum.

terça-feira, março 13, 2007

The Stages of Death


There is said to be five stages of Death. The departed or patient must go through theese five stages:

  1. denial - the patient refuses to accept his departure;

  2. anger - the patient angries with everyone around him;

  3. fear - the patient fear the time of his departure;

  4. Bargain - the patien tries to avoid death?

  5. Acceptance - the patient finally accepts death

Não percebo bem estas fases, e como conseguem ser tão estanques. Obviamebnte isto é um ditado, ou uma história que se conta, e nunca li isto em lado algum. Uma pessoa que seja serena certamente irá aceitar a sua morte negociações, ou rejeições. Obviamente que uma pessoa que está habituada a viver, custa-lhe aceitar o facto de que irá morrer, mas uma pessoa que está em estado crítico de saúde, passa directamente da rejeição para a aceitação. Também não percebo a negociação. Quer isso dizer que uma pessoa pode evitar a morte, ou comprá-la?

A morte não é algo que possamos evitar, e felizmente, a tradição medieval de encarar a morte como uma transição para um mundo de eterna felicidade, ou de eterna dor, já está ultrapassada. Hoje é praticamente senso comum, de que as pessoas encaram a morte como uma libertação, o fim da dor, o desligar do interruptor desta «realidade» dolorosa. Tradicionalmente, era assim especialmente na era barroca em que a morte encarnava o ceifeiro, e implicava necessáriamente sofrimento. Mas se perguntássemos a alguém durante a crise da peste negra no final do séc. XIV, de certeza que ninguém iria negociar ou rejeitar a morte. Outro dos mitos é quando alguém está para morrer dizer que vê a ua vida inteira passá-la à frente. Como podemos saber que não se trata tudo de um truque da mente? Ou quando alguém regressa do mundo dos mortos, diz sentir a sua alma a levitar do corpo? A morte é provavelmente o enigma final, que cada um tem de enfrentar sozinho, e descobri-lo sozinho. Como alguém dizia, «todo o ser no universo morre sozinho».

segunda-feira, março 12, 2007

selva urbana

deabulando hoje de manhã por lisboa demos com uma galeria de arte num recanto e decidimos entrar.
a galeria em questão é a trema e está patente até dia 14 de abril uma exposição de uma pintora portuguesa extremamente talentosa. chama-se brígida machado e expõe na galeria uma colecção de quadros que se divide em duas séries: a série corações, que não só retrata o coração visto de várias perspectivas, como também retrata animais humanizados, traçados a grafite e de cujo peito sobressai um coração rubro. verdadeiramente belo e original.
a outra série é a ai criaturas, na qual uma vez mais a autora retrata os animais com características humanas e a desempenharem tarefas do quotidiano, mas com traços sombrios, irregulares.


são quadros espantosos, sobretudo os da série corações. oxalá tivesse podido levar algum para casa.

domingo, março 11, 2007

hoje

não sei se é da saia rodada que trago hoje, apeteceu-me muito ouvir este e dançar que nem uma cigana à roda da fogueira.
...

sábado, março 10, 2007

gula

como é que uma pessoa em poupanças para os concertos que aí vêm e com duas borbulhas enormes no queixo gasta dois euros e tal num pacote de 175 g de maltesers?

quinta-feira, março 08, 2007

just an ordinary day...

uma amiga minha tem hoje no messenger uma frase que resume muito bem o dia de hoje:

«dia da mulher? faz tanto sentido como queimar soutiens hoje.»

as pessoas gostam de efemérides. é porque é giro. a primeira coisa que a minha mãe me perguntou hoje quando cheguei a casa foi «então o teu amor não te deu nada hoje?» porque raio haveria ele de me dar mais hoje do que me dá todos os dias? o que está por base da existência deste dia até em bem nobre, o assinalar do dia em que 14 mil mulheres marcharam em nova iorque para reivindicar um tratamento mais igualitário e, no fundo, mais digno. então por que raio tem este dia de se tornar num pretexto para se oferecerem coisas às mulheres. de repente, dia 8 de março lembram-se todos de como somos seres maravilhosos que merecem ser mimados.
uma palhaçada é o que é...

terça-feira, março 06, 2007

turn on the bright lights

interpol - 5 de julho de 2006
festival super bock super rock

Da janela do meu quarto


Da janela do meu quarto vejo mundo
Vejo o mundo sisudo, em pano de fundo
Quero ver tudo cinzento
Para me sentir protegido
Quer que sopre do vento
Para me sentir como quando fui concebido

Do meu refúgio vejo o mundo
Depois do primeiro vem o segundo
E depois o terceiro passado
Assim passam todos sem parar
Eu fico pasmado
Enquanto passo despercebido ao olhar
Fito o mundo do meu ninho
Moo a minha paciência como a mó do moinho

Fico risonho do meu egoísmo
Mas é bom, ficar com os meu botões
Guardar para nós o histerismo
De percorrer o mundo em colchões.....

domingo, março 04, 2007

the neon bible is true.


a princesa, o fauno e o labirinto



ontém escolhemos ir ver o labirinto de fauno.
não foi uma escolha fácil, já que neste momento estão nos cinemas vários bons filmes, tais como o bom pastor, o diamante de sangue, ou mesmo o pecados íntimos que hesito sempre em ver à ultima da hora, ainda estou a perceber porquê. talvez não devesse ler tantas críticas de pessoas diferentes e confiar no meu instinto.
adiante.
o labirinto de fauno é um bom filme. acho que podemos mesmo dizer, tal como aparece nos posters publicitários, que é um conto de fadas para adultos. a história passa-se em espanha, no ano de 1944, onde ainda existe uma grande tensão entre os apoiantes do regime de franco e aqueles que se opoem a este. ofélia, uma menina adorável que, contra a vontade de sua mãe, adora contos de fadas vai viver para casa de padrasto, um capitão desumano, sem escrúpulos, um mauzão à antiga, com a sua mãe grávida. é lá que é visitada por uma fada que guia-a através de um labirinto contíguo à casa até à presença de um fauno que lhe revela que afinal ela é uma princesa e que a partir daquele momento tem três tarefas a cumprir para voltar para o seu reino. é então essa a trama principal do filme, o cumprimento dessas tarefas e , ao longo do qual, ela se vai encontrar com figuras mágicas, mostruosas, dignas do universo dos tool. parece que a qualquer momento vamos ouvir a schism. quem conhece o videoclip sabe do que estou a falar.
no fundo, este é um filme brilhantemente filmado, o guillermo del toro faz um bom trabalho de realização. deu para perceber por quê ganhou o óscar de melhor fotografia, está visualmente fantástico.
tem alguns momentos de um realismo um pouco incomodativo, quase gore... e consegue ter cenas bastante violentas. ou não fosse este, então, um conto de fadas para adultos.
em todo o caso, a história é interessante e muito bonita, e, tal como contos de fadas tradicionais, conseguimos retirar uma moral da história.

sábado, março 03, 2007

o aborígene citadino

«os caçadores não são predadores, são até os melhores ambientalistas. a caça é algo de primordial e essencial.»

manuel alegre

sexta-feira, março 02, 2007

f***-se que a vida está mesmo cara. grande novidade, dirão vocês.
é um pouco angustiante quando tenho €50 euros na carteira para comprar um manual da faculdade e dirigindo-me para a almedina vou pensando pelo caminho com o dinheiro que sobrar ainda sou capaz de comprar mais um dos clássicos da penguin a €3.50.
a vida sorri-me.
dou-me conta de que vai haver uma concentração de trabalhadores ao pé do atrium saldanha e penso que é melhor despachar-me antes que apareça a televisão e eu seja apanhada.
medo.
entro na livraria e a música em fundo é uma das mais nickcaveianas do nick cave, a babe i'm on fire. começo a rir-me sózinha, o que haveria de causar estranheza a qualquer pessoa que estivesse na secção dos livros de direito, como tal, ao aproximar-me controlo-me. a pilha de livros azuis, pego no primeiro que me vem à mão e vejo o preço. dá-me vontade de largar um valente e sonoro f***-se, de chorar, de berrar, de partir aquela merda toda. €49.50. Vou com €50 para lisboa e vão-me sobrar uns míseros 50 cêntimos. lá terá de ser. lá espero pelo troco. lá vou para o metro com um valente peso na mão e na cabeça, vou triste, muito triste...
um gajo interpela-me. saca de um cigarro e pergunta-me se não tenho nada, nenhuns trocos para lhe dar. tive vontade de lhe gritar : epah se calhar tenho menos dinheiro na carteira do que tu, acabei de gastar quase €50 nesta merda de livro e agora não tenho nada para mim quanto mais para ti! não me chateies pá! acabei por balbuciar um não não tenho nada, desculpa lá mas tou cheia de pressa. e lá fui, bem devagar, a coxear por causa das bolhas nos calcanhares ...

quinta-feira, março 01, 2007

vamos acordar este blog


arcade fire - dia 3 de julho
festival super bock super rock