domingo, fevereiro 25, 2007

when you lose something you cannot replace...

ontém à noite lembrei-me que afinal ainda gosto de coldplay.
lembrei-me que ainda sei as letras das músicas mais antigas de cor. o concerto que deu no vh1 foi tudo o que precisei ontém para me dar conta de uma perda recente...e deixou marcas que só vão sarar com o passar dos dias.

sexta-feira, fevereiro 23, 2007

bowie

era uma vergonha para mim, que digo que adoro música, que não sei viver sem música, etc. etc. não conhecer minimamente a obra do david bowie. tirando alguns singles, zero. que raio de amante de música sou eu?
hoje decidi inverter esta situação e colmatar a falha. diga-se de passagem que sem internet tal era completamente impossível...
como tal, decidi começar por este álbum.
uma espécie de best of, que reúne algumas das grandes canções da carreira dele. parto daqui, para depois aprofundar, porque pelo que já ouvi corro o sério risco de ouvir isto vezes sem conta ao longo destes dias.
e de súbito esta vontade de conhecer bowie por quê? porque acordei com esta música na cabeça:


1929 - 1987

numa altura em que portugal se vê assolado por uma onda revivalista dos tempos de salazar, em que se multiplicam textos na internet elogiosos do antigo regime, em que nos fóruns televisivos ouvem-se vozes inflamadas que proclamam de peito aberto antigamente é que era bom, fazia falta era uns três salazares, ou a última que ouvi na altura do salazar havia mais liberdade do que há agora lembra-se hoje que josé afonso morreu há 20 anos.
para sempre lembrado como cantor de intervenção, afastado por razões políticas do cargo de professor que ocupou em setúbal, continuou sempre a cantar ainda que largamente perseguido pela polícia política.
grândola vila morena foi a senha para a revolução, que nos trouxe valores que hoje perigosamente encontram-se cada vez mais em desuso...

quinta-feira, fevereiro 22, 2007


exceptuando os livros que compro porque tem de ser, para a faculdade, já há bastante tempo que não comprava um livro para mim. felizmente no natal deram-me dois e emprestaram-me o a leste do paraíso. hoje na livraria almedina do saldanha encontrei uma boa oportunidade. livros da editora penguin classics a €3.50. trouxe o sons and lovers, de d. h .lawrence, mas a vontade era trazer um de cada, ao preço a que estavam...e está-me a dar um gozo imenso ler em inglês. confesso que a seguir ao nosso português é a minha língua favorita.

enfim, do que já li parece-me muito bom, tanto que vou só escrever isto aqui no blog e vestir o pijama e cama. leitura no quentinho dos lençóis.

só é pena hoje não estar a chover.


quarta-feira, fevereiro 21, 2007


Melhor CD para se ouvir enquanto se conduz pelo campo. Adorei este cd, os dEUS são uma banda excelente. Só queria passar pelo Alentejo, a ver aqueles campos dourados a ouvir 7 Days, 7 Weeks, entre outras. I'm impressed, very impressed. Além disso a voz do Tom Barman é brutal!!!!

terça-feira, fevereiro 20, 2007

foi um ritual muito bom. nós os dois, mais dois amigos, chá marroquino e um cachimbo de água. sabor : maçã, escolhido por mim. luz das velas, almofadas no chão. o meu primeiro bafo inexperiente mas após o qual fiquei conquistada. é uma experiência mesmo muito agradável, estamos mortinhos para ter uma coisa destas em nossa casa.
li há bocado na net, uma informação da organização mundial de saúde que uma hora de cachimbo de água equivale ao consumo de 100 cigarros.
who cares?
foi excelente.

domingo, fevereiro 18, 2007

coisas que m'atormentam...


substituiram o único(!) ecoponto aqui da zona por dois caixotes do lixo vulgares, que por sinal, quando me aproximei vi que estavam a deitar por fora, já com sacos destruídos e um cheiro muito mau, mesmo para caixote do lixo.

cada vez gosto mais do sítio onde vivo...

sábado, fevereiro 17, 2007

eraser day


estou com esta música na cabeça desde manhã.
o que me levou a ouvir o álbum todo umas três vezes seguidas.



I'm in a skip divided malfunction
I flap around and dive bomb
Frantically around your light
Enveloped in a sad distraction
I got your voice repeating endlessly
Could you guide me in?Could you smother me?
I swoop around your head
But I never hit
I'm blinded by your daylight
Electric veins pass through me
I thought there was this big connection
I only got my name
I only got the situation
I just need a number and location
Without appropriate papers or permissions
I'm known to bite in tight situations
And I head into your french windows
I thought there was a big connection
I only got my name I only got my situation
I just need my number and location
And my mum keeps telling me
Hey hey hey hey hey hey
The devil may
Hey hey hey hey hey hey
You are a fool (x2)
For sticking round (x2)
Yeah you are a fool (x2)
For sticking round (x2)
I tried every trick in the book
I tried to look and knew
Every trick in the book
But how come I look?
No more common dress or elliptical caress
Don't look into your eyes cause
I'm desperately in love
In love
When you walk in the room everything disappears
When you walk in the room it's a terrible mess
When you walk in the room I start to melt
When you walk in the room I follow you round
Like a dog, I'm a dog, I'm a dog, I'm a lapdog
I'm your lapdog, yeah
I just got a number and location

sexta-feira, fevereiro 16, 2007

Quando é que tudo termina?



quando é que tudo termina
este lento desespero que fulmina
Com balas de carvão que incendeiam a mente
porque quem mente, desmente recentemente
numa espiral de indecisões e contradições
que jogam com corações e emoções

Quando é que termina este estanho desejar
estas frases intermináveis sem sentido
Quando é que o céu encontra o mar
Quando é que termina o alarido

Quando é que posso sair á rua
Sendo o céu tão negro, O mundo tão estranho
Pessoas de pálpebra cizenta, rosto castanho
Não fosse mais uma vez dizer que a culpa é tua
Por não dizer o que queria dizer
Para fazer o que tive de fazer

quinta-feira, fevereiro 15, 2007

ch ch ch ch changes

oh p'ra mim a ouvir black sabbath...

e a gostar, ainda por cima. é a recompensa quando se passa muito tempo com alguém com um gosto musical tão bom como o meu (sem falsas modéstias) mas diferente. alargam-se os horizontes e descobrem-se grandes peças da história da música, de que esta é exemplo.

ps: alguém me sabe dizer se é o ozzy osbourne que aparece na capa?... é que parece-me mesmo mesmo ele...

quarta-feira, fevereiro 14, 2007

rendida logo à primeira audição. o que não deve ser surpresa para ninguém, já que este é um dos álbuns mais conhecidos dos deus. ontém estava a um preço jeitoso na fnac o que fez com que me fosse oferecido.

terça-feira, fevereiro 13, 2007

amanhã...



...não vou oferecer peluches nem coraçõezinhos felpudos. nem canecas. nem suportes de fotografias. nada em tons de vermelho.


a única coisa em tons de vermelho que te vou oferecer irá ser os meus lábios, encarnados por causa do sangue que flui à minha face, encarnados por se empurrarem de encontro aos teus.


somos pessoas fáceis de contentar, já viste? eu voo baixinho com uma simples passagem das tuas mãos nas minhas costas ou no cabelo. tu fechas os olhos e sorris docemente quando te acaricio a face de gato.


o nosso amor é simples. não há nada em que pensar, nada a interrogar. tudo está certo porque sabemos tudo o que há a saber. tudo faz sentido porque em vez de vivermos duas vidas vivemos apenas uma. a nossa.


segunda-feira, fevereiro 12, 2007

sentiram?
não tarda estão os padres a dizer que é castigo divino por causa da vitória do sim no referendo...

domingo, fevereiro 11, 2007

tre(n)ta de concerto

foi um anti-clímax. foi um coito interrompido.
foi o fim após uma hora e meia de concerto.
isto dito assim até nem parece muito mau, uma hora e meia? isso não é assim tão pouco. é pouco sim, quando se trata de uma banda com 15 anos de carreira, que nunca tinha tocado em portugal e que foram recebidos em apoteose pelo coliseu cheio. será preciso falar nos 30 euros que custou o bilhete? porque sinceramente, por 30 euros, acho que o público merecia mais consideração, e a estupefacção geral fez-se ouvir quando as luzes do tecto se acenderam ao fim de uma hora e trinta minutos. ninguém queria crer que aquilo significava o fim, não podia ser, era demasido cedo e demasiado abrupto. ouve-se um coro de assobios enquanto os técnicos desmontam o palco, afinal parece que acabou mesmo. desejei que aquela multidão da plateia formasse uma massa humana e que subisse ao palco, desatando a partir aquela merda, em sinal de protesto contra esta intrujice. porque foi como me senti, intrujada, enganada, eu e mais uns milhares de pessoas que aguardaram uns 20 minutos no sítio onde estavam, em silêncio, ainda a pensar no que tinha acabado de acontecer.
quanto ao concerto em si, foi poderoso, a voz do trent reznor estava fantástica, visualmente foi engraçado, com candeeiros por cima das cabeças deles. o som estava excelente. quanto ao alinhamento, enfim, eu tive pena de não conhecer uma grande parte das músicas mas isso é uma falha minha e não estou desiludida com o concerto por causa disso. mas via-se bem a enorme felicidade no rosto dos fãs mais devotos.
para mim o grande momento da noite foi terem tocado a into the void do the fragile. mas confesso que o momento mais alto foi a hurt, com todas as pessoas a cantarem em coro a letra. foi arrepiante.
no fundo, dá para perceber que o concerto foi bom. apenas foi demasidado curto, o que me deixou e ainda deixa profundamente desiludida.

sexta-feira, fevereiro 09, 2007

amanhã

coliseu dos recreios - esgotado

quarta-feira, fevereiro 07, 2007

fritadeira global


surgiu-nos o convite de irmos amanhã ao museu da electricidade ver o al gore falar sobre as alterações climáticas. ainda não está decidido se vamos, mas a mim parece-me um programa interessante.
infelizmente não vi o documentário dele...o que não quer dizer que esteja a leste deste tema. pelo contrário, é um dos que mais me preocupa. saber que grande parte da nossa faixa costeira será engolida pela água, saber que parte do nosso país ficará demasiado árido para se plantar lá o que quer que seja. não me parece um panorama muito animador. os verões são cada vez mais insuportáveis, a não ser para quem gosta de suar de dia e de noite. eu cá não gosto.
e isto só para falarmos no nosso pequeno cantinho...a nível global os efeitos já se fazem sentir, e não são bonitos, nada mesmo.
depois é engraçado saber que os EUA, um dos países que mais polui, é o que menos se preocupa acerca deste assunto.
(suspiro)
o senhor al gore, só a título de curiosidade, exigiu ser transportado enquanto cá estiver num híbrido da marca lexus. não lhe chegava um toyota?

terça-feira, fevereiro 06, 2007

oh joy...


está a ser repetida a 5ª temporada, um espisódio cada dia, todos os dias, na 2: às 00.30.

domingo, fevereiro 04, 2007

assim também eu

há pouco ouvi no fala com ela na radar o crítico de música no y, vítor belanciano dizer isto:
nunca na minha vida fiz downloads da internet.
ena, que espírito impoluto, quanta honestidade...mas depois adianta ele pois, nunca precisei de o fazer, os cds chegam-me às mãos para os ouvir.
pois, dizemos nós. claro, assim é fácil. obviamente eu preferia comprar toda a música de que gosto, mas hoje em dia é completamente impossível monetariamente falando. é indiscutível, os downloads via internet permitem-nos explorar o trabalho de artistas dos quais só conhecemos uma música ou outra. e, quem acha, como eu, que o mp3 não substitui o original, um dia quando puder decerto hei-de adquirir os originais. neste momento é que tal coisa é impossível...nem os dez euros que me saíram no euromilhões me ajudam grande coisa.
já agora, quem quiser contratar-me como crítica músical sinta-se à vontade de me contactar.
obrigada.

sábado, fevereiro 03, 2007

o escolhido ultimamente

bill callahan a.k.a. smog


leituras



nestes dias de alguma pausa académica, que se calhar já vai longa demais, talvez já fosse tempo de reinvestir o meu tempo em livros de direito, tenho aproveitado para pôr as leituras em dia. acabei finalmente o a leste do paraíso, de steinbeck. foi uma despedida dolorosa, adiada por algumas horas, não me apetecia acabá-lo tão cedo...só mais um pouco dos conflitos interiores do cal, sou mais um pouco da genialidade do lee...mas pronto, chegou ao fim, e com o fim do livro veio uma vontade louca de rever a adaptação para o cinema com o mesmo título. é um excelente filme, ainda que a adaptação não seja totalmente fiel à história contada no livro. mas quem disse que tinha de o ser? e é muito mais realístico imaginar a personagem do cal no livro, relembrando a interpretação memorável do james dean.


saltei para o primeiro da lista de espera, o cemitério de pianos do josé luis peixoto. por enquanto está a ser interessante, mas é uma escrita com a qual já não estava familiarizada. mais artística, por assim dizer. mais emotiva, não temos um narrador que se limita a narrar. temos frases curtas, uma cadência totalmente diferente, temos jogos de palavras. é belo à sua maneira, mas confesso que custa-me um pouco depois de alguns meses a ler autores mais clássicos.