quarta-feira, janeiro 31, 2007

a criancinha anda de um lado para o outro do consultório. deve ter pouco mais de um ano, mede aproximadamente o tamanho da minha canela, tem olhos castanhos enormes, não é muito bonito mas tem um olhar vivo e uma alegria que o iluminam. ri-se, ri-se muito de cada vez que a mãe se põe à frente, a travar as incursões dele pelo corredor adentro. mãe galinha, como todas. cada passo que o tomás dá, recebe um «olha lá...», «tomás não!!», ou simplesmente «não!!». já cansada, cede o seu lugar ao marido. agora é a vez dele cortar os passos ao miúdo. não é, contudo, tão diligente. pânico: o tomás vai para trás da recepção do consultório. oh não! o tomás consegue chegar ao fim do corredor! «oh pedro, tu realmente...» as palavras têm um desprezo que me choca. o homem mostra-se impassível, mas duvido que as palavras não surtam efeito no seu interior. não entendo, que estava o pai a fazer de mal? o pai tem outra ideia: vamos pôr o carrinho a rodar pelo chão. a criança gatinha atrás do carrinho, meu deus, que horror de se ver, que males escondem o chão do consultório. outra vez a ironia «grande ideia, sim senhor...» e levanta apressadamente a criança do chão, não vá já ser tarde demais.
naquele momento fui eu quem sentiu desprezo por aquela mulher, por ela e pela sua educação à eusébiozinho.

terça-feira, janeiro 30, 2007

Fnac - um atentado à carteira




A Fnac é simplesmente um inferno para as algibeiras de quem gosta de cultura, especialmente para quem gosta de música, literatura, e vídeo, desde cinema, até às séries de televisão. Hoje foi o desespero. ao encontrar importada directamente dos E.U.A. as minhas séries de Televisão preferidas (a 1ª série da twilight zone, a 1ª série da Outer limits e as séries todas do OZ). Penso que nestas situações qualquer pessoa com os bolsos limitados morreria de desgosto quando se vê compelida a ter de sair da loja sem coisas que gostaria de comprar. De certa maneira é contra os meus princípios do consumismo, mas penso que não se trata de consumismo quando é um coisa que tem um elevado valor substancial, e cuja qualidade é pouco duvidável.
É nestas alturas que podemos amaldiçoar a Fnac. Isto não é o pior, quando à secção de DVD's e CD's aí é que se não temos cuidado as notas voam, e de que maneira. Passo pela secção de Hard Rock e vejo Led Zeppelin, Black Sabbath, Deep Purple, Rainbow, passo pela secção do Rock e vejo Pink floyd, Yes, Genesis, Cream, e grito porquê?
Eu sinceramente não gostava de ser rico, gostava apenas de ter dinheiro suficiente, para viver um pouco desafogado, para poder afundar-me de vez em quando nos prazeres pessoais e nos daqueles que mais amo. A minha cara-metade também sofre do mesmo síndroma, mas (in)felizmente tem conseguido ser mais comedida do que eu, o que tem lados bons, mas também maus, porque acabamos por não poder trazer aquilo que realmene gostamos. Ai se eu trabalhasse......
A fnac é uma excelente loja a sério. Mas não deixa de ser isso uma loj, não está lá para oferecer nada a ninguém. É nestas circunstâncias que o dinheiro fala mais alto.

sábado, janeiro 27, 2007

quem disse que a música portuguesa não presta?


é uma prazer ouvir a língua portuguesa tão bem tratada.
palavras magistralmente escolhidas, ritmos quentes e doces, uma das melhores vozes portuguesas. este senhor, ex-vocalista dos belle chase hotel, que também foram um dos melhores grupos que a nossa música já conheceu, é actualmente um dos mais talentosos cantores-compositores do nosso país.
é curioso quando pensamos quais os cantores que têm sucesso no nosso país...tonis carreiras e andrés sardetes... todos têm o seu público, todos têm o seu valor. mas a meu ver em termos de qualidade há um abismo que separa aqui o amigo jp dos outros artistas referidos. mas isso sou só eu a falar...
e no fundo, até é melhor que assim seja, porque senão, se o jp estivesse nos primeiros lugares dos topes, como poderia eu ser snob?

sexta-feira, janeiro 26, 2007

mais um...

eles gostam de nós. e nós gostamos deles.
pearl jam - 8 de junho de 2007
passeio marítimo de algés

quinta-feira, janeiro 25, 2007

Inspiring music

Nunca tive oportunidade de escrever algo sobre um fenómeno inspirador, porque aquilo que damos como garantido, exteriorizado por percepções sensoriais, impede-nos de questionar sobre fenómenos que estão para além deste mundo, e que constituem na linguagem de Platão e Bertrand Russell o mundo do inteligível, dos sensoriais. É curioso que muitos físicos teóricos definam como partículas indivisíveis do universo, os elementos mais infímos mais pequenos do universo as cordas. Sim somos todos feitos de minúsculas cordas vibrantes, pelo menos de acordo com a teoria de super cordas. A única teoria promissora de compatbilizar a teoria da relatividade de Albert Einstein e do Universo Quântico de Max Planck e Niels Bohr.
Como é que se descobre em ciência uma coisa que está para lá das nossas capacidades técnicas disponíveis de momento, através do método dedutivo, de cáculos matemáticos complexos e raciocínios apurados, às vezes há especulações, mas isso ocorre porque não conseguimos ultrapassar certas barreiras de verficação fáctica.
Mas é estranho e parece que chegamos a uma alquimia moderna, em que os nossos corpos emitem vibrações sonoras a todo o tempo, faz estranhamente sentido. Pitágoras foi dos primeiros a tentar perceber a ordem dos corpos celestes, e mais uma vez estes conceitos reduzem-se na emissão de sons harmónicos, do caos surge ordem e compreensão daí a célebre expressão de «música das esferas». Quando ouvimos música, num preciso momento aquilo que sentimos é emoções, sensações qiue passam ao lado da nossa razão, mas e música tem uma ordem, um segguimento aritmético, um preciso grau entre sons e notas. Na verdade quando produzimos um som, qualquer que ele seja, esse som produz uma notadas sete que conhecemos, incluindo os meios tons. Sim quando ouvimos um motor a trabalhar é provavel que possa ser um Ré, ou um Dó#, ou um Sib, mas não é música. Na verdade o que é a música?
Usando uma analogia com uma passagem de A Pérola de John Steinbeck, música pode ter várias definições dependendo do intérprete. Para um cientista é um fenómeno físico sujeito a intervenção humana, para um artista é uma arte que tem como intuito produzir ordenadamente sons físicos, entre outras possíveis definições.
Quando entramos num plano filosófico muita pouca coisa é garantida, sobretudo na metafísica, porque definirmos a música, passa pela definição de nós mesmos, enquanto animal, enquanto ser racional, enquanto receptor de percepções, enquanto uma multiplicidade de definições que podem muito bem estar todas certas ou erradas. A música faz-nos ultrapassar maus momentos, são ícones de partes de nossa vida e até de sentimentos. Momentos em que a nossa mente se liberta em devaneios e transpira sentimentos.
A música faz-nos, e nós somos feitos dela.......

acho que agora a minha veia cinéfila pode descansar...

apesar de não ter saído deslumbrada do cinema como me tem acontecido ultimamente, ainda bem que fomos a tempo de ver este filme. já estava em lista de espera há meses...
eu não vi o 21 gramas, como tal só o posso comparar com o amor cão. e comparando com o amor cão a história deste fica a perder, o que também não é de estranhar pois é preciso ser bastante engenhoso para encontrar uma história convincente que unisse, como este faz, três continentes. achei curioso que os galácticos deste filme, brad pitt e kate blanchett tivessem sido relegados quase para um segundo plano, centrando-se a narrativa mais na história de uma adolescente japonesa surda-muda, cujo desespero é verdadeiramente tocante, na de uma ama mexicana, ilegalmente a viver nos estados unidos há 16 anos que vai sofrer um tratamento indigno por um erro infeliz mas desculpável e na de uns miúdos marroquinos, cujo acidente é confundido imediatamente com um acto terrorista, mostrando bem a sociedade de desconfiança e de medo irracional em que vivemos.
não é um filme brilhante mas tem os seus momentos de génio, que nos põem a pensar. e é disso que eu gosto num filme.

segunda-feira, janeiro 22, 2007


quem me conhece sabe que não sou de grandes ambições. de gostos simples. pouco caprichosa. visualmente discreta. não uso grandes marcas. gosto de andar em transportes públicos. gasto pouco dinheiro. não tenho vícios, excepto talvez a música.
mas neste momento não há nada que eu desejasse mais que ter dinheiro. dinheiro. muito dinheiro. ou pelo menos o suficiente. para mim e para ele. para irmos aqui . só para isso. nem precisava de ser assim tanto dinheiro. apenas o suficiente. pelo menos para a passagem de avião. e já agora para o bilhete. depois o resto arranjava-se. é só isso que peço neste momento...uma iluminação divina, os números do euromilhões, uma taluda abençoada, qualquer coisa. eu que nem peço muito na vida, eu que até sou tão certinha, eu que não tenho pensamentos maus (só às vezes).

será pedir muito?

domingo, janeiro 21, 2007

se quiserem ler uma opinião que podia bem ser a minha vejam aqui.
foi uma experiência tão forte que acho que ainda não me refiz dela.


sábado, janeiro 20, 2007

ufa

pronto, parece que por estes dias já vou poder respirar um pouco. dedicar-me ao prazer do lazer e não fazer nada se tal me apetecer.
aproveitei por pôr a leitura em dia, começando pela sábado, já que o volume II do a leste do paraíso está de parte desde...sei lá, desde antes do natal. achei piada uma coisa que o dr. pacheco pereira escreveu. segundo ele, hoje há uma tendência que é escrever sobre «nada». não percebi bem se ele faz uma espécie de crítica ou se se limita a constatar um facto. ou se pura e simplesmente não está a dizer «nada». mas será que escrevemos mesmo sobre nada? não sou decerto a pessoa com o blog mais cativante do mundo. mas sinto-me bem a escrever aqui, nem que sejam banalidades como o post anterior, ou partilhar as minhas mais recentes paixões musicais. posso mesmo dizer que não digo nada de especial. mas e então? terão todos os blogs de ser recheados de opiniões bem fundamentadas acerca da actualidade? a internet deixou de ser «nobre» a partir do momento em que se tornou mais democrática, ao alcance de todos, onde qualquer sic analfabeto funcional pode manifestar as suas opiniões sem valor? pois parece que segundo o amigo pacheco é isso que aconteceu «agora nem os meios são nobres, estão ao alcance de quase todos, baratos e passíveis de ser utilizados por um analfabeto funcional, nem quem lá vai tem muito que dizer. quando se vive sobre nada, do que é que se espera que se fale? sobre nada, claro?». acho uma piada imensa a estes intelectualóides que julgam que só eles levam uma vida interessante, porque num dia podem ir a paris e voltar e porque lêem livros de autores desconhecidos do povão.
pois eu cá vou continuar a postar os meus humildes posts, resultado da minha humilde vivência e fruto do meu humilde pensamento...
e de vez em quando lá a minha vidinha normalizinha fica um pouco mais colorida quando leio notícias destas.
cocorosie - 14 de abril, aula magna
vou fazer tudo para ir ver. mas quando se gosta de música e quando se partilha esse gosto com alguém igual ou pior que eu as coisas tornam-se complicadas (marillion 16 de abril; the musical box 26 de fevereiro ou 1 de março; incubus 5 de março).
mas para este já tenho bilhetes.
nine inch nails - 10 de fevereiro, coliseu dos recreios

terça-feira, janeiro 16, 2007

desabafo

se alguma vez precisarem de um advogado perguntem: em que faculdade tirou você o curso? isto se não estiver orgulhosamente exibido na parede do cubículo onde exerce tão honrada profissão.
se a personagem responder: na melhor do país, na faculdade de direito de lisboa, sabe? aquela na cidade universitária, a clássica, onde o durão barroso ganhou fama de arruaceiro, onde se travaram as míticas lutas entre ele e o santana.
se isto acontecer temam: têm à vossa frente, decerto, um de dois tipos de pessoa. ou é um/a sacana, que tudo lhes vai fazer para sacar dinheiro, com um pouco de sorte fez o curso em 10 anos, à pala de cábulas e que andava a maior parte das vezes embriagado demais para não se aperceber dos golpes baixos que lhe eram dados enquanto estudante. ou então, é uma pessoa amargurada, que marrou durante todos os anos do curso, para acabar com uma média miserável, a ganhar pouco mais que o ordenado mínimo, mesquinha, cinzentona.
talvez tenham a sorte de encontrar uma que esteja no meio termo. eu espero acabar nesse meio termo. aliás, eu não quero ser advogada. aliás, eu não vou ser advogada. aliás, eu não sei o que estou a fazer ali.

foi só um desabafo...eu estou bem...uma pessoa habitua-se à pancada.

sexta-feira, janeiro 12, 2007

amanhã

coliseu de lisboa, 13 de janeiro de 2007
21.30
não me calha muito bem em termos de agenda mas nestas coisas não se manda. ou se aproveita ou não. e como anteriormente disse, este ano só não aproveito estas oportunidades se não der mesmo (financeiramente, como sempre...).
depois conto como foi.
actualização 14/01/07: foi um excelente concerto. começou logo de forma poderosa com a roadhouse blues, os velhotes estão em forma excelente, o ian astbury dos cult estava perfeito como recriação do morrison. o que me chateou mesmo foi o fumo do tabaco que fica acumulado no recinto do coliseu...não medisse eu 1.75m e teria sido muito sufocante.
pergunta de fim de noite: quem era o antigo vocalista dos doors? (é verídico, perguntaram-nos mesmo isto.)

terça-feira, janeiro 09, 2007

trabalhinho...


três testes. duas semanas. uma cabeça...
um blog que não vai ser actualizado muito frequentemente.




sábado, janeiro 06, 2007

estupidez com cabelinho à f***-**

agora que a data do referendo se aproxima a passos largos entramos em tempos turbulentos. a irracionalidade vem ao de cima, sobrepõe-se à discussão séria e argumentativa e o discurso demagogo e a puxar à lagrimita por parte da facção betinha da política entra pela cabeça das pessoas. quem ainda não tem uma opinião formada duvido que a forme nestes próximos dias. não é por acaso que os números da abstenção estão a subir e ameaçam que a história se repita. apesar de tudo, acho que desta vez vamos ser um povo evoluído o suficiente para nos mobilizarmos e tomarmos uma decisão sobre um assunto tão importante. seja qual for a resposta que ganhe, ambas as posições têm argumentos válidos.
este post serve para mostrar um exemplo da estratégia dos defensores do não.
na revista da faculdade de direito de lisboa, no nº de dezembro vem esta pérola que não podia deixar de partilhar.
mãe
está quentinho cá dentro. ainda não nasci, mas cresci muito desde que há dez semanas tu e o pai ouviram juntos aquela música calminha muito bonita e passaram a noite juntos. já tenho uma cabeça muito grande,maior que o resto de mim, e se já abrisse os olhos conseguia ver ali ao fundo os meus pés. (...)quando eu conseguir abrir os olhos quero ver-te a ti e ao pai, a fazerem caras parvas e estalinhos com a língua para me verem a rir. quando eu crescer quero jogar futebol. ou ser surfista (!!!!!) como o tio, porque gosto muito de ouvir o mar.(...) quando eu for grande acho que não vou acreditar em deus.prefiro acreditar em ti, mãe, porque és boa pessoa. mãe, ouvi-te falar ontém com o pai. já sei que decidiram fazer um aborto. tenho pena porque assim já não vou nascer e gostava de ver como é o mar. mas não faz mal, mãe. sou muito pequenino, e tu és a minha mãe, tenho de confiar em ti. se não fores tu a fazê-lo quem mais me protege?(...) quis falar contigo antes de te dizer adeus, embora saiba que nem tu me consegues ouvir nem eu consigo falar. nem sequer pensar. mãe, eu nem sei se existo. se morrer, morro sem fotografias ao fim da tarde, sem ter tido um cão e sem me ter apaixonado. morro sem ter respirado. morro sem ter memórias mas só porque não mas deixaram ter. não chores mãe, se calhar tens razão- deus existe e vamos todos para um sítio melhor quando morrermos. só espero que esse sítio seja bonito e que tenha uma praia, porque eu gosto muito da praia...e gosto de ouvir o mar.
joão berhan.


não sei se hei-de rir ou chorar.

encantamento


podem ver também aqui

quinta-feira, janeiro 04, 2007

Séries de Televisão

Hoje a televisão tem-se tornado cada vez mais um mundo sensaci-onalista, palco de paixões, e manipula-ção de senti-mentos, e exploração da vida e das emoções de cada um. Neste contexto tem sido cada vez mais difícil arranjar programas que realmente tenham algum valor. O público mais culto e amadurecido virou-se para as séries de televisão que tiveram bastante adesão, por parte do público americano e expandiram-se para o público internacional através da televisão por cabo. Estas por sua vez revelaram-se uma autêntica arca de segredos, responsáveis por uma grande atracção do público, com encaixes financeiros soberbos, cada vez mais efeitos e equipas de produção maiores e reveladoras de talentos, tais como Kiefer Sutherland da série 24 e James Gandolfini e Steve Buscemi dos Sopranos, e sobretudo uma grande história por detrás de toda a série. Séries como os citados 24, os Sopranos, Sete Palmos de Terra, Serviço de Urgências e Ficheiros Secretos, despertaram fãs pela sua surpreendente qualidade e destronaram a maldição que as trazia de séries como as Marés Vivas, Falcon Crest e as novelas. No fundo são o substituto das novelas para um público mais interessado.

Na verdade, graças ao sucesso destas séries de televisão, alguns realizadores cinema apostam nos televisores de cas para prosseguirem as suas histórias como George Lucas em relação à Guerra das Estrelas. Até há cadeias de televisão que apostam apenas em séries de televisão como a Fox. Algumas das séries focam mais em detalhe uma história e abordam com maior minúci do que um filme de duas horas e meia consegue dar ao problema. Os povos anglo-saxónicos parecem ser, a maior parte das vezes um povo de grau intectual superior e sempre se preocuparam em fazer séries de televisão bastante interessantes aproveitando até obras de autores tranformando-o em série. Realmente não consigo apontar critérios para distinguir uma série de televisão e uma novela televisiva, com excepção, de que em regra o argumento das séries é sempre interessante e, de que estas podem dividir-se em temporadas e a sua abordagem às personagens não é sensacionalista. Os latinos por sua vez, especialmente os espanhóis e os portugueses, preferiram as novelas, que se reconduz a intrigas e a abordagem de questões sem qualquer interesse, bom para satisfazer os mexericos, que as mulheres portuguesas sempre gostaram de coscovilhar. Talvez por isso sejamos um povo atrasado, porque sempre tentamos andar atrás dos outros em vez de melhorarmos a nós mesmos, e encararmos os problemas que realmente interessam.....

terça-feira, janeiro 02, 2007

resolução para 2007 #1

vou deixar de me arrepender do que não fiz aproveitando melhor as oportunidades.

a começar por isto. espero que ainda haja bilhetes...

nine inch nails, coliseu de lisboa dia 10, 11 e 12 de fevereiro.

( )

deitei-me na cama exactamente como a deixámos.
a tua almofada repousou ao meu lado a noite toda, vazia.mas ainda com o teu cheiro, eu podia senti-lo se o quisesse. e quis. muito, muito.
percorri os cantos da casa, agora já não vazia, mas vazia de nós.
lembrei-me de tudo, todos os sítios, todos os movimentos.
foi tão pouco o tempo mas tão maravilhoso o que fizémos e sentimos.