quarta-feira, novembro 14, 2007

mais um momento ternurento, brought to you by fertagus.

não se fique por aí a pensar que eu ando para aí a escutar a conversa dos outros. nada disso. vou sossegadinha no meu canto, leitor de mp3 moderamente alto para conservar este sentido precioso que é a audição por muitos e muito anos. mas o que é certo é que as vozes das pessoas por vezes sobrepõem-se à música que estou a ouvir. posto isto, transcrevo o diálogo que uma mãe conta que teve com o filho.

- mãe, quando é que vais morrer? vais morrer já amanhã?

-não filho, que eu saiba não.

- as pessoas quando morrem desaparecem? nunca mais as vemos?

- pois filho, quando as pessoas morrem já não as podemos ver.

- eu gostava que nunca morresses, mãe.

eu sei que sou muito lamechas, por isso achei este diálogo de uma ternura imensa. faz-me pensar no quanto quero ser mãe um dia, na experiência maravilhosa que deve ser. só espero não desatar a chorar de cada vez que o meu filho se sair com uma destas.

10 comentários:

Maria del Sol disse...

Se há coisa que me divide interiormente é a questão da maternidade... não sei se deixar-me fascinar pelo seu lado desprendido e afectivo, ou ficar tremendamente assustada com a imensa responsabilidade que significa ter a educação dum filho a meu cargo num mundo onde eu própria andamo cada vez mais desorientada. Mas momentos como o que presenciaste podem ajudar algumas pessoas a tirar as teimas ;)

Maria del Sol disse...

correção: ando

as minhas "gralhas" acompanham-me para todo o lado :P

Betty Coltrane disse...

eu vou partir-me a chorar, de certeza......


não racionalizo isto, ali como a maria. a responsabilidade é parte integrante de costituir uma família, é o outro lado da maravilha q é darmos um ser ao mundo. e ultimamente tenho pensado muito mais nisso... i wonder why... hehe!!! ;P

Agora.. mas porque é que eu nunca oiço coisas dessas no comboio, porquê? :|

beijão!

Francisco disse...

"o diálogo que uma mãe conta que teve com o filho"

ei, se a mãe estava a contar é ridículo. já se viste, é bastante bonito, sim.

Reflex disse...

Desculpa-me o que vou fazer, o post está realmente ternurento, sei que vou estragá-lo 1 pouco, mas não resisto:

em que parte do diálogo é que o miúdo diz à mãe "I see dead people...":PPP

J disse...

Ohh!!

Que ternura!
É daquelas que as mães vão contar a toda a gente durante muitos anos. =D

Cataclismo Cerebral disse...

Deve ter sido um belo momento, de certeza...

nana disse...

naaaaaaah - vais ver que te "aguentas"! ;o)


uma ternura, mesmo.


x

little_blue_sheep disse...

:)

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passarola disse...

os putos têm coisas giras... um dia destes ainda hei-de pensar nisso ;) e olha... já estou na casa nova!!!!!! :)
ainda muito trabalho a fazer por aqui, é um facto... mas JÁ CÁ ESTOU!!! :)