quinta-feira, setembro 13, 2007

já muito se disse e se escreveu sobre a vinda do dalai lama a portugal e do facto de nenhum representante oficial do nosso governo o ir receber.
também eu vou mandar um bitaite acerca deste assunto, porque me apetece e porque acho que está mal.
porque para além de líder espiritual é nobel da paz, porque irá ter milhares de pessoas no pavilhão atlântico ansiosas por ouvir as suas palavras. porque se calhar se prestassem mais alguma atenção áquilo que o senhor tem para dizer podia ser que aprendessem alguma coisa e passassem a olhar mais para as pessoas em vez de para os números e para as estatísticas, de modo a inverter a tendência negativa dos últimos meses de um governo que a meu até começou bastante bem.
porque se viesse cá o papa provavelmente estaria tudo a recebê-lo de barços abertos e lembrancinhas e lencinhos brancos. tendo em conta a laicidade do nosso estado, e sendo este um líder espiritual de milhões de pessoas espalhadas pelo mundo, alguns milhares em portugal, não entendo a diferença de tratamento.
acho que está muito mal.

11 comentários:

Betty Coltrane disse...

Também acho!!!!!! Apoiado!

Cataclismo Cerebral disse...

Concordo com tudo o que escreveste. É tão estúpido que o nosso país não consiga fugir das pressões políticas impostas pela China e não receba aquele que é um dos maiores vultos da Paz Mundial, autêntico mobilizador de massas por causas que considero nobres. Adoro o facto do próprio Dalai Lama não estar a dar grande importância a este tema, pois só denota elegância e postura. Tanta história com a hospitalidade portuguesa e depois dá nisto...

JHB disse...

O medo de estragar as relações com a China é grande demais... É assim que os chineses vão continuar a ter sempre forças para lixar a vida aos tibetanos.

passarola disse...

eh pá!! Vê-se mesmo que andas a estudar demais!! mas isto agora é só posts sérios??? lançamento de temas p debate?? já não há brincadeira, disparate, música??? eheh!!
Estou a brincar, fazes muito bem... eu tb tenho fases em que me preocupo... não estou numa delas :S
;)

Maria del Sol disse...

A Kat é que teve uma bela explicação para esta verginhosa ausência: budismo já era, o Sócrates gosta é de rock! Sim, de outra maneira como é que se explica ter recedibo o Bob Geldof mas não o Dalai Lama?!

By the way, tenho um prémio para ti lá no meu estaminé ;)!

little_blue_sheep disse...

...considerações: Portugal está longe de ser um estado "laico", até porque assim fosse, o pessoal ficava sem uma data de feriados que tanto gosta para "fazer pontes"; comparar o dailai lama ao papa é "estranho" até porque o papa e o vaticano move muitas influências e poder que o dalai lama; não me parece que o dalai lama esteja assim tão ralado com o facto de um país pequenino como Portugal não lhe dar o reconheciemnto merecido...enfim...o governo é um espelho do país...

Já agora vamos lá fazer um exercício de reflexão, dos paises mais ricos, quais foram aqueles que receberam o dalai lama com honras de chefe de estado, confrontado essa grande nação que é a China?
Tens ideia?

ps-não penso que concordes contigi, apenas julguei ser necessario fazer estas considerações...neste pais nada me espanta!
ps2-bem-hajas pelo post!

naturalissima disse...

Envergonho-me muitas vezes com atitudes que o Governo de Portugal toma...
Achei por bem que tocasses neste assunto.
Este homem, é um ser digno de se respeitar...

E porque, minha amiga, ando de cabeça virada para o trabalho, limito-me a deixar-te um beijinho de bom fim de semana :)

Verne disse...

Real politik darling...
Tambem achei vergonhoso... *

kat_Jam disse...

Cá em Coimbra, junto à universidade, há uma estátua comemorativa da vinda do Papa João Paulo II à cidade. Eu questiono ... se o Bob Geldof cá vier, podemos ter outra estátua em sua homenagem juntinho à Ponte de Santa Clara, junto à miserável homenagem a Miguel Torga que quase não se vê de todo?

nana disse...

é ridículo
e,
mais que isso,
muito
MUITO
triste.

:o(((((((((

e vergonhoso.

B|g EyE F|sH disse...

Actualmente prevaleçem os interesses economicos em relação aos direitos humanos.