quarta-feira, junho 06, 2007

Quando eu nasci


Quando eu nasci,
Ficou tudo como estava.
Nem homens cortaram veias,
Nem o Sol escureceu,
Nem houve Estrelas a mais...
Somente,
Esquecida das dores,
A minha Mãe sorriu e agradeceu.
Quando eu nasci,
Não houve nada de novo
Senão eu.
As nuvens não se espantaram,
Não enlouqueceu ninguém...
P'ra que o dia fosse enorme,
Bastava
Toda a ternura que olhava
Nos olhos de minha Mãe...


Sebastião da Gama, Serra-Mãe

sebastião da gama, poeta nascido em vila nogueira de azeitão em 1924 e professor em lisboa, setúbal e estremoz. verá a sua curta carreira, travada pela tuberculose, devidamente reconhecida com a inauguração de uma estátua na sua terra natal, e que por sinal é aquela onde resido . com a honra da visita do nosso chefe de estado. será no próximo sábado.

4 comentários:

passarola disse...

muito bonito!! Agora vê-lá se a inauguração da estátua não te atrasa... temos encontro marcado no alive :) até já!!

Betty Coltrane disse...

às 11 da manhã! não esquecer os pormenores! e também lá vai estar o santana (urgh!), o mário soares, o carmona, etc.... lol!


Sebastão da Gama foi uma figura ímpar, e merece totalmente esta homenagem!


(oh passarola, isso é tortura!!!!!)

vinte e dois disse...

Então vais aparecer na tv!! Vais à inauguração, não vais? ;D

naturalissima disse...

Desconhecia :(
Fiquei maravilhada com este poema, tão bem escolhido para uma bela homenagem!
Adorei!

Beijinho