domingo, maio 20, 2007

duplo

sei que prometi escrever sobre o concerto dos the who quando estivesse mais folgada de tempo mas o refugee já o fez e muito bem aqui. foi um dos melhores concertos que já vi, seguramente um dos melhores do ano. a prova viva de como as verdadeiras boas músicas são eternas.
do concerto há também a reter o nome da banda de abertura, os rose hill drive, os quais uma das revistas da especialidade (terá sido a rolling stone? a billboard? já não sei...) incluiu nas 10 bandas a ter em conta nestes próximos tempos. normalmente não me fio muito nessas coisas das revistas, mas tendo visto o que vi estou rendida ao talento desta nova banda.

queria partilhar também convosco algo que vi hoje na sic notícias e que não me deixou indiferente.
falava-se, então, no programa perdidos e achados de um casal que já há uns tempos havia sido entrevistado e que na altura habitava o que restava de uma casa. hoje em dia pouco melhor estão...ela seropositiva, ele com hepatite c. cinco filhos. todos entregues a instituições de solidariedade social. têm o rendimento fixo mensal de 170 euros dado pela segurança social, que serve para sustentar o telemóvel (!) e o vício do tabaco, do álcool e dos calmantes. nenhum deles trabalha. ela alega que é por não ter o 9º ano e é por isso que não se inscreve no centro de emprego, pois para varrer ruas é preciso o 9º ano e como sabe de antemão que não vai ser chamada nem sequer se vai inscrever.
o que pensar disto? que posição tomar sem se ser injusto nem demasiado conservador nem demasiado benevolente?
honestamente revoltou-me. não consigo ter pena. que razões têm de queixa aquela gente? recebem ajuda da segurança social, podem argumentar que são apenas 170 euros e que isso não dá para viver. mas dá para a merda do telemóvel e do cigarro. o comodismo era notório, não cola a história do só quem tem o 9º ano é que arranja emprego, logo não vale a pena tentar.

não sei, sinto que não estou a expressar convenientemente a minha opinião. aliás, nem sei muito bem em que pensar. quem somos nós para julgar quem quer que seja?

3 comentários:

Cataclismo Cerebral disse...

Também vi a apresentação desse caso e fiquei curioso. Vou tentar apanhar a repetição na SIC Notícias. Mas temos de admitir que tem a sua piada politicamente incorrecta: o casal tem um aspecto de bradar aos céus, é sub sub pobre e ainda assim gasta o seu pouco dinheiro em cigarros e... telemóvel?!?

passarola disse...

tb não tenho pena nenhuma... o que fiquei foi curiosa para conhecer essa banda nova. Vou cuscuvilhar no my space... té já ;)

vidinha disse...

A propósito e não quero generalizar, mas ainda 'nos' queixamos dos imigrantes que vêm para cá roubar-nos postos de trabalho quando afinal 'nos' recusamos a exercer determinadas tarefas, e para encobrir tal recusa inventamos desculpas...
Aparentemente, desse casal não tenho a mais pequena unidade de pena. Aliás, deixa-me tremendamente revoltada. Enfim...