terça-feira, março 13, 2007

The Stages of Death


There is said to be five stages of Death. The departed or patient must go through theese five stages:

  1. denial - the patient refuses to accept his departure;

  2. anger - the patient angries with everyone around him;

  3. fear - the patient fear the time of his departure;

  4. Bargain - the patien tries to avoid death?

  5. Acceptance - the patient finally accepts death

Não percebo bem estas fases, e como conseguem ser tão estanques. Obviamebnte isto é um ditado, ou uma história que se conta, e nunca li isto em lado algum. Uma pessoa que seja serena certamente irá aceitar a sua morte negociações, ou rejeições. Obviamente que uma pessoa que está habituada a viver, custa-lhe aceitar o facto de que irá morrer, mas uma pessoa que está em estado crítico de saúde, passa directamente da rejeição para a aceitação. Também não percebo a negociação. Quer isso dizer que uma pessoa pode evitar a morte, ou comprá-la?

A morte não é algo que possamos evitar, e felizmente, a tradição medieval de encarar a morte como uma transição para um mundo de eterna felicidade, ou de eterna dor, já está ultrapassada. Hoje é praticamente senso comum, de que as pessoas encaram a morte como uma libertação, o fim da dor, o desligar do interruptor desta «realidade» dolorosa. Tradicionalmente, era assim especialmente na era barroca em que a morte encarnava o ceifeiro, e implicava necessáriamente sofrimento. Mas se perguntássemos a alguém durante a crise da peste negra no final do séc. XIV, de certeza que ninguém iria negociar ou rejeitar a morte. Outro dos mitos é quando alguém está para morrer dizer que vê a ua vida inteira passá-la à frente. Como podemos saber que não se trata tudo de um truque da mente? Ou quando alguém regressa do mundo dos mortos, diz sentir a sua alma a levitar do corpo? A morte é provavelmente o enigma final, que cada um tem de enfrentar sozinho, e descobri-lo sozinho. Como alguém dizia, «todo o ser no universo morre sozinho».

2 comentários:

curse of millhaven disse...

a morte é e será sempre um enigma. tirando essas tais pessoas que dizem experienciar sensações de quase morte, as tais que se vêem a levitar por cima da mesa de operações e coisa do género, só podemos especular acerca do que acontece para além da morte. é definitivo, não há retorno após a cessação irreversível das funções do tronco cerebral.
a morte não é encarada sempre como um alívio. é-o nos casos de doença prolongada. quando surge de repente é tudo menos um alivio, é uma injustiça. surge um sentimento de revolta por nos ter sido retirada a pessoa sem que nos tivessemos preparado.
se é que é possível preparar-nos para a morte.
é um tema muito interessante, podemos voltar a ele ainda noutro post :)

passarola disse...

eu que sempre defendi que em casos de "pseudo vida" prefereria ir desta para melhor... disseram-me à pouco tempo que doentes em casos críticos, na hora h se agarram à vida com todas as forças que não têm e resistem à morte... não sei, mas tendo em conta a enorme capacidade que nós temos em agarrarmo-nos às coisas boas nos momentos maus, pelo menos muitos de nós... se calhar até é verdade... queixamo-nos,queixamo-nos mas quando nos querem levar... esquecemo-nos rapidamente das razões das nossas queixas ;) esperemos não passar por isso tão cedo!!!!
"Estágios" brilhantemente retratados no "all that jazz""... Showwwwwtime!!!! :)