domingo, fevereiro 11, 2007

tre(n)ta de concerto

foi um anti-clímax. foi um coito interrompido.
foi o fim após uma hora e meia de concerto.
isto dito assim até nem parece muito mau, uma hora e meia? isso não é assim tão pouco. é pouco sim, quando se trata de uma banda com 15 anos de carreira, que nunca tinha tocado em portugal e que foram recebidos em apoteose pelo coliseu cheio. será preciso falar nos 30 euros que custou o bilhete? porque sinceramente, por 30 euros, acho que o público merecia mais consideração, e a estupefacção geral fez-se ouvir quando as luzes do tecto se acenderam ao fim de uma hora e trinta minutos. ninguém queria crer que aquilo significava o fim, não podia ser, era demasido cedo e demasiado abrupto. ouve-se um coro de assobios enquanto os técnicos desmontam o palco, afinal parece que acabou mesmo. desejei que aquela multidão da plateia formasse uma massa humana e que subisse ao palco, desatando a partir aquela merda, em sinal de protesto contra esta intrujice. porque foi como me senti, intrujada, enganada, eu e mais uns milhares de pessoas que aguardaram uns 20 minutos no sítio onde estavam, em silêncio, ainda a pensar no que tinha acabado de acontecer.
quanto ao concerto em si, foi poderoso, a voz do trent reznor estava fantástica, visualmente foi engraçado, com candeeiros por cima das cabeças deles. o som estava excelente. quanto ao alinhamento, enfim, eu tive pena de não conhecer uma grande parte das músicas mas isso é uma falha minha e não estou desiludida com o concerto por causa disso. mas via-se bem a enorme felicidade no rosto dos fãs mais devotos.
para mim o grande momento da noite foi terem tocado a into the void do the fragile. mas confesso que o momento mais alto foi a hurt, com todas as pessoas a cantarem em coro a letra. foi arrepiante.
no fundo, dá para perceber que o concerto foi bom. apenas foi demasidado curto, o que me deixou e ainda deixa profundamente desiludida.

4 comentários:

Parrovski disse...

Aconteceu-me o mesmo no concerto dos Nouvelle Vague, esses actuaram praí 1.15h.

curse of millhaven disse...

1.15h?! o q é q se passa com os músicos hoje em dia? mas que falta de consideração =S

A Terapeuta disse...

E com Tool foi quase igual... dos dois concertos que vi, nenhum deles me arrebatou por completo. Soube-me a muito pouco! Não fui ver NIN com muita pena e fico um pouco menos triste pelo desagrado que demonstraste (!), mas quase que me vieram as lágrimas aos olhos só de imaginar a Hurt...

passarola disse...

curse, consola-te na vitória do sim!! Finalmente!!! Ao contrário do último referendo... as pessoas que não vão em cantigas realmente mobilizaram-se e foram votar! Aleluia!

E quanto ao concerto... depois de ler a tua descrição, não me pareceu assim tão mau... se não, não tinhas ficado tão frustrada qd acabou ;) Mas compreendo a tua frustração.

Uma boa semana!!!