quinta-feira, janeiro 25, 2007

Inspiring music

Nunca tive oportunidade de escrever algo sobre um fenómeno inspirador, porque aquilo que damos como garantido, exteriorizado por percepções sensoriais, impede-nos de questionar sobre fenómenos que estão para além deste mundo, e que constituem na linguagem de Platão e Bertrand Russell o mundo do inteligível, dos sensoriais. É curioso que muitos físicos teóricos definam como partículas indivisíveis do universo, os elementos mais infímos mais pequenos do universo as cordas. Sim somos todos feitos de minúsculas cordas vibrantes, pelo menos de acordo com a teoria de super cordas. A única teoria promissora de compatbilizar a teoria da relatividade de Albert Einstein e do Universo Quântico de Max Planck e Niels Bohr.
Como é que se descobre em ciência uma coisa que está para lá das nossas capacidades técnicas disponíveis de momento, através do método dedutivo, de cáculos matemáticos complexos e raciocínios apurados, às vezes há especulações, mas isso ocorre porque não conseguimos ultrapassar certas barreiras de verficação fáctica.
Mas é estranho e parece que chegamos a uma alquimia moderna, em que os nossos corpos emitem vibrações sonoras a todo o tempo, faz estranhamente sentido. Pitágoras foi dos primeiros a tentar perceber a ordem dos corpos celestes, e mais uma vez estes conceitos reduzem-se na emissão de sons harmónicos, do caos surge ordem e compreensão daí a célebre expressão de «música das esferas». Quando ouvimos música, num preciso momento aquilo que sentimos é emoções, sensações qiue passam ao lado da nossa razão, mas e música tem uma ordem, um segguimento aritmético, um preciso grau entre sons e notas. Na verdade quando produzimos um som, qualquer que ele seja, esse som produz uma notadas sete que conhecemos, incluindo os meios tons. Sim quando ouvimos um motor a trabalhar é provavel que possa ser um Ré, ou um Dó#, ou um Sib, mas não é música. Na verdade o que é a música?
Usando uma analogia com uma passagem de A Pérola de John Steinbeck, música pode ter várias definições dependendo do intérprete. Para um cientista é um fenómeno físico sujeito a intervenção humana, para um artista é uma arte que tem como intuito produzir ordenadamente sons físicos, entre outras possíveis definições.
Quando entramos num plano filosófico muita pouca coisa é garantida, sobretudo na metafísica, porque definirmos a música, passa pela definição de nós mesmos, enquanto animal, enquanto ser racional, enquanto receptor de percepções, enquanto uma multiplicidade de definições que podem muito bem estar todas certas ou erradas. A música faz-nos ultrapassar maus momentos, são ícones de partes de nossa vida e até de sentimentos. Momentos em que a nossa mente se liberta em devaneios e transpira sentimentos.
A música faz-nos, e nós somos feitos dela.......

3 comentários:

Pedro disse...

O Edwin Gordon diz que a música apresenta, não representa. Não pretender significar, mas ser. Diz ainda que é necessária uma compreensão da música para que a música nos ouça e dela não se extraia um significado. Conferimos um significado à musica e a música, em troca, guia-nos sensitivamente para uma melhor compreensão do nosso eu.

Muito bom teres referido os sons produzidos por nós. A história mais engraçada que conheço é a de Mozart ainda criança numa quinta ao ouvir um porco exclamou: "Sol sustenido!"

Não querendo ser chato (lol) só uma coisa: é Bb, C# e não B#, Cb.

Mas o post tá demasiado belo para estes pormenores.

refugee disse...

Tens toda a razão é verdade. Platão dizia no Górgias que o erro era um vício, e que gostava ao contrário dos sofistas de ser libertado do erro. sempre que puderes corrrije-me. Tens razão porque de Si p/ Dó vai 1/2 tom. O que quer dizer que Si# é Dó. Eu vou já corrijir, assim como Mi# é Fá o que é errado. Obrigado

curse of millhaven disse...

apesar de ser fascinante a abordagem científica, que tenta explicar o que acontece quando ouvimos música, no que toca à minha relação com a música prefiro não racionalizar demasiado as coisas, não encontrar explicações para quando uma música me faz chorar ou quando uma música me dá uma força que eu julgava não ter...