quinta-feira, janeiro 25, 2007

acho que agora a minha veia cinéfila pode descansar...

apesar de não ter saído deslumbrada do cinema como me tem acontecido ultimamente, ainda bem que fomos a tempo de ver este filme. já estava em lista de espera há meses...
eu não vi o 21 gramas, como tal só o posso comparar com o amor cão. e comparando com o amor cão a história deste fica a perder, o que também não é de estranhar pois é preciso ser bastante engenhoso para encontrar uma história convincente que unisse, como este faz, três continentes. achei curioso que os galácticos deste filme, brad pitt e kate blanchett tivessem sido relegados quase para um segundo plano, centrando-se a narrativa mais na história de uma adolescente japonesa surda-muda, cujo desespero é verdadeiramente tocante, na de uma ama mexicana, ilegalmente a viver nos estados unidos há 16 anos que vai sofrer um tratamento indigno por um erro infeliz mas desculpável e na de uns miúdos marroquinos, cujo acidente é confundido imediatamente com um acto terrorista, mostrando bem a sociedade de desconfiança e de medo irracional em que vivemos.
não é um filme brilhante mas tem os seus momentos de génio, que nos põem a pensar. e é disso que eu gosto num filme.

3 comentários:

Pedro disse...

Gostei muito do filme. A minha interpretação do filme concentra-se nas dificuldades de comunicação e compreensão do outro no mundo moderno.

passarola disse...

é isso mesmo.. a gente também está a avaliar um realizador e esquece-se que os filmes têm argumentistas diferentes.. as histórias do babel são tratadas de uma forma completamente diferente que as histórias de amor cão, por exemplo.. mas também são histórias muito mais complexas.. bem escolhidas para retratar o tema.. podia ter tido um toque especial daqueles que deixam marcas.. mas é um bom filme. e a tua, uma boa crítica.. com os acentos nos sítios certos :)

refugee disse...

Achei que o filme trata do mesmo tema que o último álbum dos Pink Floyd - the Division Bell - e ´
e a comunicação e as dificuldades de linguagem, e como pode ser difícil chegarmo-nos uns as outros. Muitos parabéns à actriz japonesa, que mostra o desespero do contacto, do afecto e da compreensão. Brad Pitt e Cate Blanchett, demonstram bem um casal moderno que quer compreensão mútua mas tem medo, porque se recusam a conhecer a eles prórprios, porque são incapazes de perdoar e de se perdoarem......