domingo, dezembro 30, 2007

wakey wakey, rise and shine, it's on again, off again, on again (*)

é com a alma completamente aberta que tenho escrito neste blog. nunca pensei tornar este blog tão pessoal, juro que não. mas o caminho foi este, o de quase exposição total do meu eu. o que me tem trazido óptimas surpresas, apoio sob a forma de palavras mágicas e reconfortantes de pessoas que nunca vi na vida, outras que entraram, e outras que já eram da família. mas e então? parece que os tempos são mesmo estes não é? aproveitemo-los então em todo o seu esplendor. e eu sinto que tenho aproveitado este pequeno espaço virtual como complemento à minha terapia, auto e hetero terapia, toda é bem vinda. para bem da sanidade mental.
lamechices à parte, o que fica deste ano?
imensos sentimentos contraditórios. e uma mágoa desde logo por os maus acontecimentos se terem sobreposto aos bons, porque em altura de balanço só consigo pensar como este ano foi mau, péssimo, horrível. mas não foi, não na sua totalidade. houve momentos muito bons, os melhores da minha vida. aqueles em que tudo, mas mesmo tudo estava alinhado, tudo fazia sentido. talvez por causa disso é que quando as coisas descambaram fiquei sem mundo. o big bang na minha vida. estilhaços de mim por toda a parte.
a reconstrução, nem sei quando aconteceu. não sei quando vai estar acabada, se vai estar, ou sequer em que estágio da obra estou.
só sei que nunca, na minha ainda curta existência, me vi neste estado. e eu sei, tenho toda a certeza, que isto foi a melhor coisa que me aconteceu.
confusos? não há razão para isso. foi mesmo. eu estava a precisar. não estava preparada para enfrentar o mundo lá fora numa vidinha tão perfeita. não conhecia as pessoas que me rodeiam e, pior, não me conhecia a mim mesma. eu era uma estranha num corpo conhecido. agora sim, agroa conheço-me, com forças e fraquezas e, pasmem-se, parece que com mais forças que fraquezas. nunca imaginei. agora sei-o, e encho o peito de ar para aproveitar na plenitude este meu novo auto-conhecimento. este novo orgulho naquela que sou, esta tomada de consciência com aquilo que valho, com aquilo que significo, com a impressão que deixo nos outros. e é bom saber isso.
sinto-me em casa, finalmente.
fui posta à prova. passei por coisas que nunca imaginei, disse coisas que pensei nunca vir a dizer, fiz coisas que nunca pensei fazer, ouvi coisas que nunca pensei ouvir, quebrei tabus que nunca pensei vir a quebrar, e aguentei-me o mais firme possível quando julguei que não iria conseguir aguentar. as lágrimas ainda caem, mas todas escorrerem para o chão, para sempre.
como tal, conclusão, posso dizer que 2007 foi negativo? não, isso seria completamente irracional.
agora vou pegar em mim, e na minha sede imensa de viver e de seguir em frente. e que a entrada no novo ano sirva de estímulo psicológico para não olhar para trás, e para seguir com coragem.
porque agora que me dei conta do meu valor, que sei que é imenso, as coisas só podem melhorar.

(*)radiohead_faust arp

a ternura dos 12

momento ternurento logo pela manhã.
ligo o msn como habitualmente e o meu primo, 12 aninhos, mete-se comigo.

xateaxtete com o teu namorado?

contei-lhe por alto o que se passara, e o puto revela um discernimento que me deixa babada. até conselhos me dá. o meu priminho está a crescer e parece ter a bagagem toda para se portar bem com as miúdas.

então e a as coisas com a maria, como estão? ;) pergunto eu.
bem.
ainda andamox, não namoramox.

pronto, aqui é que me tramaste.

sábado, dezembro 29, 2007

eis que a determinação de ontém deu lugar ao medo aterrador, uma vez mais, sempre o medo.
é nestas alturas que se vê a determinação de uma mulher e a fragilidade de uma miúda.
e eu ainda sou uma miúda patética.








é nestas altura também que ele aparece.



There is something I wanted to tell you, it's so funny you'll kill yourself laughing.But then I, I look around, and I remember that I am alone, alone. For evermore.

The tile yard all along the railings, up a discoloured dark brown staircase here you'll find, despair and I, calling to you with what's left of my heart, my heart, for evermore.

Drinking tea with the taste of the Thames, sullenly on a chair on the pavement.Here you'll find, my thoughts and I, and here is the very last plea from myheart my heart. For evermore, where taxi drivers never stop talking under slate grey Victorian sky, here you will find, despair and I and here I am every last inch of me is yours, yours, for evermore.

Your leg came to rest against mine, then you lounged with knees up and apart and me and my heart, we knew, we just knew, for evermore.Where taxi drivers never stop talking, under slate grey Victorian sky here you'll find, my heart and I, and still we say come back, come back to Camden and I'll be good...

morrissey_come back to camden

sexta-feira, dezembro 28, 2007

another lesson learned

o amor também é saber quando parar.
quando é a altura de desistir de lutar perante algo que foi muito e já não é nada.
quando é tempo de dar liberdade e deixar ir.




agora é o momento.

quarta-feira, dezembro 26, 2007

o dia a seguir ao natal nunca me é particularmente agradável. fico sempre com um sentimento estranho que não sei muito bem explicar, mas que não é positivo.
mas para sacudir esta letargia pós natalícia, que deve ser dos doces ou assim, duas notícias que quase me fizeram lágrimas nos olhos.


a primeira.



patrick watson, dia 13 de março na aula magna
a outra, a nova programação do fórum luísa todi, que deve ser a melhor sala de espectáculos em setúbal, mas que de tão mal aproveitada metia dó. agora, felizmente, parece que vem aí mudança e, espera-se, setúbal vai finalmente passar a constar no mapa das digressões dos artistas nacionais.
25 de Janeiro Clã
1 de Fevereiro David Fonseca
23 de Fevereiro Mayra Andrade (Cabo Verde)
8 de Março André Sardet
28 de Março Pedro Abrunhosa
19 de Abril Jorge Palma
10 de Maio A Naifa
17 de Maio Mafalda Veiga
fica aqui um convite à arya, para combinarmos um concerto .

sábado, dezembro 22, 2007

não estou a viver este natal tão intensamente como outros natais passados. digamos que até tenho estado com pouquinha pachorra e uma disposição algo cinzenta, como se tem notado pelo tom geral dos posts do meu blog, cujo conteúdo tem sido chato demais, as minhas desculpas a quem passa por aqui para ler as lamúrias duma miúda.
mas ontém finalmente entranhou-se-me o chamado espírito de natal, numa cantina universitária que mais parecia uma sopa dos pobres de tão deserta, eu própria sózinha a debater-me com uma bolonhesa macrobiótica porque não me apetecera as refeições natalícias que faziam parte da ementa (o bacalhau com couves e o perú no forno), e que também davam um aspecto natalício à coisa. o espírito natalício veio sob a forma da filhós que pode ser vista na fotografia. um filhós douradinha, cheia de açucar e canela, provavelmente frita num óleo já para lá de castanho escuro, mas quem quer saber disso? uma filhós é uma filhós, é um símbolo, é quase o próprio natal. e não sei se foi o espírito, ou a carência que puxa sempre os doces, mas a filhós estava bem boa.

feliz natal.

quarta-feira, dezembro 19, 2007

rain down on me

oh god I miss you.

hoje a noite pede este muitas e muitas vezes.

domingo, dezembro 16, 2007

esta altura do ano é o tempo dos inevitáveis balanços do melhor e do pior. e como a música é provavelmente a arte que mais importância tem na minha vida dou por mim a pensar nas minhas escolhas para este ano.
este foi um ano muito fértil em concertos, mas em termos de impacto só consigo escolher dois, daqueles que mudam a nossa vida. o primeiro, rodrigo leão no cineteatro s. joão em palmela. aquele mais perto de casa, no espaço mais intimista, talvez o mais emotivo. provavelmente o único que me arrebatou, com o culminar nos primeiros acordes de cinema que me levaram do sorriso de contentamento às lágrimas descontroladas em dez segundos.
o segundo, rufus wainwright no coliseu dos recreios. com picos de euforia e de depressão, uma montanha russa emocional que me deixou sem palavras até chegar a casa e com a sensação de ter vivido um momento mágico.
em termos de álbuns é difícil escolher, já que vivemos tempos em que o acesso à música é quase instantâneo e muitos trabalhos passam por nós com a mesma rapidez dum download, nem chega para lhes adquirirmos o gostinho. por vezes o gostinho só vem mais tarde, numa re-audição mais cuidada.
o topo da minha pirâmide é ocupada pelo inevitável in rainbows dos radiohead, aquele que mais vezes ouvi, aquele que mais tempo se aguentou no meu leitor de mp3, aquele que mais companhia me fez.
depois, surgem outros três que me acompanharem por estes últimos meses, em fases diferentes. primeiro o back to black da amy winehouse, na fase do choque e da desorientação, a verdadeira música da fossa, a musa que canta aquilo que eu tenho vontade de dizer.
o hissing fauna, are you the distroyer? dos of montreal, que à primeira audição não gostei mas que passou a fazer todo o sentido, a partir da valiosa sugestão do francisco, numa fase de raiva e revolta.
por último, o sound of silver dos lcd soundsystem, numa fase em que é preciso finalmente reagir este álbum tem as vitaminas necessárias para não me esquecer do que fazer.

quinta-feira, dezembro 13, 2007

* oiço uma mulher no comboio a dizer alegremente

hoje não trabalhei o dia inteiro. não saí da varanda, só almocei uma peça de fruta, só para ver aquela gente. disse adeus à chancelera que ia muito bonita, e ao sócrates que ia muito bem vestido.

pensei logo que raio de trabalho fará a mulher para se ter dado a esse luxo. mas também, não é todos os dias que se assina um tratado em lisboa, e logo aquele que, ao que parece, vai ser um novo futuro para a nossa união de estados membros.

* a minha querida brasileira hoje presenteou-me com não só um bom djia princésa como também com um quêrida. fez-me logo sorrir contentinha, vê-se que sou uma pessoa que não precisa de muito para se contentar. mas também não precisa de muito para descer às catacumbas e lá permanecer algum tempo.

* observei a minha face hoje ao espelho enquanto chorava. é grotesca. é muito feia. a boca contrai-se até quase não existir, apenas um pequeno buraco negro na cara retorcida, os olhos ficam escarlates e as pestanas longas colam-se umas às outras. as lágrimas escorrem e juntam-se ao ranho que sai do nariz também ele vermelho. não é, de todo, uma coisa bonita de se ver. se eu pudesse guardava só para mim, mas como, por mais que tente, não consigo e acabo sempre num pranto seja onde for, ao menos que haja alguém que não se importe com a ranhoca ou com as pestanas coladas, algures por aí.

quarta-feira, dezembro 12, 2007

o grito, munch

desde que me deparei com este quadro no meu livro de história do 12º ano que nunca mais me saíu da cabeça. há quem adore a mona lisa, há quem se pele por van gogh, este é o meu quadro de eleição.

não existe melhor reprodução do desespero.

terça-feira, dezembro 11, 2007

a melhor música para a despedida

Its time to get away, its time to get away from you
Its time to get away, its time to get away from you
You brought a lot of money
But me, [look it’s a tidy ------]
And you, you make me sleep
I try and try
But you’re under my knee
And I start to be sensible (if you know what I mean)
And so its time to get away, Its time to get away from you
I’m dying to get away, I’m dying to get away
Next time we’ll talk it over
And we can start again
For you, I caught a lot of static
And me, I would like it automatic
Ah-what what what what what did you think would happen next?
Ah-what what what what what could it ever be?
Though its time to get away, its time to get away from you
I’m dying to get away, I’m dying to get away
Next time let’s talk about it
And maybe start again
To think I used to pity you
To think I used to pity you, it’s true
To think I used to pity you
To think I used to talk to you, it’s true
Next time we can talk about it
Or even start again
I couldn’t tell you what you wanted
(You know what I’m saying?) I knew you were low man,
But the truth is I was shocked

[Of] power eyes, eyes never lie
Kids, Kids never lie

segunda-feira, dezembro 10, 2007

tenho a certeza que foi ela. o meu bom dia de hoje foi feito pela brasileira que distribui os jornais na fila do trânsito.
foi ela que com o seu enorme

bom djia princésa

que fez com que tudo corresse bem.
vou passar a aceitar os jornais todos os dias, e não uma vez por outra como dantes, apenas quando me sentia bem diposta.
vou receber sempre o jornal também com um sorriso e um bom dia do tamanho do dela, mas sem o princesa, que o meu decoro português ainda me impede de o fazer.
e se por acaso o dia até nem me correr bem não lhe vou colocar as culpas em cima.
vou-me lembrar que no dia a seguir lá está a brasileira, de gorro na cabeça e kispo maior que ela a distribuir os jornais como se fossem a receita para a felicidade. e pelo menos ela chama-me de princesa, o que sabe muito bem logo a começar o dia.

domingo, dezembro 09, 2007

enfermo llegué y para componerme ando de vago no me des tu obediencia por que te enseño mi cuerpo de lobo de donde la piel estuvo débil con una hambre que no me deje cantar en mi vida, el oscuro me mantiene cuando yo te vi en la lluvia me prometiste tu sangre yo no me quedo en mi vida el oscuro me mantiene cuando yo te vi en la lluvia me prometiste tu sangre yo no me quedo y ya que caíste de este mundo cargo una navaja dios mío para ti cuantas veces me mordiste y cuantas veces yo me fui y ya no me estoy enamorado con tus mentiras el infierno me duermo por que el infierno es la única verdad en mi vida, el oscuro me mantiene cuando yo te vi en la lluvia me prometiste tu sangre yo no me quedo en mi vida el oscuro me mantiene cuando yo te vi en la lluvia me prometiste tu sangre yo no me quedo estrella de la mañana Samael te persigo a ti y si me quedo sin alas ademas me muero por ti.

the mars volta_asilos magdalena

quarta-feira, dezembro 05, 2007

o meu cérebro é uma manta de retalhos

a job that slowly kills you. (*)











estou tão cansada de estudar.
(*)no surprises _ radiohead

segunda-feira, dezembro 03, 2007

o fim.
ainda não estou em mim, não pode ter sido o fim. mas foi.

domingo, dezembro 02, 2007

josé malhoa os bêbados
a noite passada o discernimento saiu da boca de um bêbado.

- a vida é uma passagem...para a outra margem (pequena pausa para se equilibrar) não se esqueçam disso.....nos anos 70 é que era.....a harmonia.....a paz..... (e outras coisas que não percebi)


longa vida aos bêbados.

sábado, dezembro 01, 2007

feeling like...



It's okay in the day
I'm staying busy
Tied up enough so I don't have to wonder where is he
Got so sick of crying
So just lately
When I catch myself I do a 180
I stay up clean the house
At least I'm not drinking
Run around just so I don't have to think about thinking
That silent sense of content
That everyone gets
Just disappears soon as the sun sets
This face in my dreams seizes my guts
He floods me with dread
Soaked in soul
He swims in my eyes by the bed
Pour myself over him
Moon spilling in
And I wake up alone
If I was my heart
I'd rather be restless
The second I stop the sleep catches up and I'm breathless
This ache in my chest
As my day is done now
The dark covers me and I cannot run now
My blood running cold
I stand before him
It's all I can do to assure him
When he comes to me
I drip for him tonight
Drowning in me we bathe under blue light
His face in my dreams seizes my guts
He floods me with dread
alone Soaked in soul
He swims in my eyes by the bed
Pour myself over him
Moon spilling in
And I wake up alone.

terça-feira, novembro 27, 2007

repeat mental



esta esteve o dia todo às voltas na minha cabeça, do lado de dentro dos meus ouvidos.

sexta-feira, novembro 23, 2007

onde está o meu anticiclone?


tenho um sistema de baixas pressões estacionário por cima da minha cabeça.
ciclones de raiva e enxurradas de lágrimas, são as previsões que se mantêm para os próximos dias. as barragens dos olhos estão a transbordar e hoje foram feitas inúmeras descargas, para aliviar a pressão sobre as paredes que ameaçam rebentar.
os ventos sopram fortes, com rajadas na ordem de centenas de palavras por minuto.
prevê-se também a formação de geada, para o lado esquerdo do peito, na zona do coração. piso escorregadio, portanto. há que agir com precaução.

este meu período de cheias contrasta com o tempo de seca que se tem vivido. nem o sol que se fez sentir a maior parte do tempo foi suficiente para dissipar estas nuvens, que teimam em pairar por cima de mim.

terça-feira, novembro 20, 2007

I might be wrong...(*)

da janela do comboio vejo dois rapazes, adolescentes, de braços entrelaçados, numa luta amigável, coisas de rapazes. as faces rosadas, e os sorrisos escancarados.
esta cena não tem nada de especial. eu é que os imaginei mais do que amigos, ou amigos especiais. o primeiro amor um do outro, aquele em segredo para os pais não saberem. aquele que começa exactamente com uma destas pequenas lutas, com um daqueles abraços entrelaçados. aquele que provoca transtorno, e que na inocência não se sabe muito bem o que é.


no fundo, foi deste vídeo que me lembrei.



a dona deste blog encontra-se em marranço compulsivo. como tal, estarei um pouco ausente deste mundinho por uns instantes.

(*)radiohead

sábado, novembro 17, 2007

perguntaram-me ali em baixo, numa caixa de comentário se eu era gótica.
eu não podia ser menos gótica, nem gostar menos de todo o imaginário gótico. não é mesmo nada eu.


apenas estou triste. é só.

e com esta na cabeça.



Don't get any big ideas
they're not gonna happen
You paint yourself white
and feel up with noise but there'll be something missing
Now that you've found it, it's gone
Now that you feel it, you don't
You've gone off the rails
So don't get any big ideas
they're not going to happen
You'll go to hell for what your dirty mind is thinking

quinta-feira, novembro 15, 2007


all you know is the way that he made you feel
he made you feel safe enough to feel at all
it's all there in the moment you understood
that he's not going on
and you're still going on
joan as police woman _ we don't own it

quarta-feira, novembro 14, 2007

mais um momento ternurento, brought to you by fertagus.

não se fique por aí a pensar que eu ando para aí a escutar a conversa dos outros. nada disso. vou sossegadinha no meu canto, leitor de mp3 moderamente alto para conservar este sentido precioso que é a audição por muitos e muito anos. mas o que é certo é que as vozes das pessoas por vezes sobrepõem-se à música que estou a ouvir. posto isto, transcrevo o diálogo que uma mãe conta que teve com o filho.

- mãe, quando é que vais morrer? vais morrer já amanhã?

-não filho, que eu saiba não.

- as pessoas quando morrem desaparecem? nunca mais as vemos?

- pois filho, quando as pessoas morrem já não as podemos ver.

- eu gostava que nunca morresses, mãe.

eu sei que sou muito lamechas, por isso achei este diálogo de uma ternura imensa. faz-me pensar no quanto quero ser mãe um dia, na experiência maravilhosa que deve ser. só espero não desatar a chorar de cada vez que o meu filho se sair com uma destas.

terça-feira, novembro 13, 2007

começou de maneira subtil, mas avança em crescendo de intensidade.

the sopranos_ rtp2, segunda feira 22.40

domingo, novembro 11, 2007

happy b.day

esta é para ti, e só para ti.

sexta-feira, novembro 09, 2007

ressaca


manhã cinzenta, faz-me chorar
a chuva lembra o teu olhar
as folhas mortas caem no chão
a dor aperta o coração
quanto eu não daria para poder voltar atrás
volta para o meu peito, daqui não saias mais
por mim amor, pra te encontrar
na solidão do teu olhar
no teu olhar se perde o meu
também o mar se perde no céu
quanto eu não daria para poder voltar atrás
volta para o meu peito, daqui não saias mais

voltar_rodrigo leão

quinta-feira, novembro 08, 2007

train of thought(s)(*)

ambas as situações descritas situam-se no comboio da fertagus, a primeira numa viagem de regresso, a segunda na viagem de ida para lisboa.

situação 1: livros familiares, uma estudante de direito sentada à minha frente. a passar uns apontamentos de direito penal. fico a pensar no quão estereotipada é a caligrafia da rapariga. cheia de voltas e reviravoltas, e de consoantes e vogais gordinhas, engordadas por uma caneta de tinta de gel. uma letra feiinha, penso eu. e a rapariga escreve com canetas de várias cores. uma vermelha para as setas e para sublinhar. uma preta para fazer pontinhos e setinhas de outras cores. e a azul para desenhar as letras gorduchas do texto. fico a pensar se uma estudante universitária ainda deve usar várias cores para passar os seus apontamentos. uma estudante universitária deve ter apontamentos de aspecto profissional. riscados, de preferência, que significa que não teve tempo nem pachorra para passar apontamentos a limpo, e que tem uma vida para além da faculdade. não perde tempo em setinhas e bolinhas coloridas.
mas isto sou eu a ser parva.

situação 2: em plena hora de ponta, numa das estações com mais afluência, entra um cachorrinho que se vai deitar debaixo do banco exactamente à minha frente. não parece muito perturbado com a confusão de pés à sua volta, parece mesmo aliviado por estar num sítio quentinho, onde pode dormir. no comboio apinhado onde parece que nada chama a atenção das pessoas, este acontecimento atrai vários olhares. eu confesso que passei a viagem toda a olhar embevecida para ele, mas isso é porque quem me conhece sabe como sou parva por cães. só a senhora do banco por cima do cão parece ter ficado incomodada e diz:
- está aqui debaixo? que nojo!!

estúpida.

(*)dream theater

segunda-feira, novembro 05, 2007

(bem sei que já chateio, já toda a gente sabe que eu vou e como espero ansiosamente mas não resisto) amanhã ou o melhor concerto do ano

rufus wainwright_coliseu dos recreios

o dia seguinte: foi tudo aquilo que eu podia esperar e muito mais. conseguiu suplantar todas as expectativas depois da última vez que ele esteve cá. apresentou-se com um visual mais excêntrico e uma voz melhor que nunca. pode não se gostar do estilo, pode-se ter preconceitos relativamente à sua bichice, mas é incontornável: é uma das maiores vozes da actualidade, e isso ficou provado quando cantou uma música irlandesa, sem microfone, com a voz a livre e sem artifícios por todo o coliseu. percorreu os cinco álbuns de originais, este último quase na totalidade, que por sinal é aquele que considero o melhor. teve tempo ainda de entreter a audiência com um sentido de humor fantástico e um charme irresistível, quando dizia que lisboa é a cidade mais bela da europa e o quão sortudos somos por viver aqui. e a plateia rendida. foi um concerto como já não se faz hoje em dia, com quase três horas de música. e com momentos de pura festa, como o final apoteótico, vestido de mulher, com umas pernas que devem ter confundido muita cabecinha de heterossexual, para interpretar mais uma canção de judy garland, de imensa intensidade, como a magnífica versão da do i disappoint you, e o momento lacrimejante da noite com a slideshow.
é provavelmente o último concerto do ano, e sem dúvida o melhor de todos. inesquecível.

sábado, novembro 03, 2007

i'm a rabbit in your headlights

hoje ao apanhar ao acaso um top 50 dos piores vídeos da história no vh1 lembrei-me deste, um dos melhores de sempre.

sexta-feira, novembro 02, 2007

she's lost control (*)

estou quase a perder o controlo. já não é a razão que manda em mim. ao mínimo estímulo deixo-me levar, sou um alvo fácil, uma porta aberta. o corpo pede, se o alguém dá, o corpo recebe e retribui. é uma equação simples, não fosse a situação um poço tão negro e fundo.
estou cansada de lutar, de tentar perceber como cheguei aqui. não estou a cuidar de mim porque as forças entretanto esgotaram.
resta apelar ao bom senso e esperar que não me seja desferida a estocada final. porque eu não sou forte o suficiente.

Confusion in her eyes that says it all.
She's lost control.
And she's clinging to the nearest passer by,
She's lost control.
And she gave away the secrets of her past,
And said I've lost control again,
And a voice that told her when and where to act,
She said I've lost control again.

(*) joy division_she's lost control

quinta-feira, novembro 01, 2007

na paz do senhor



aproveitar este dia dado à espiritualidade.

quarta-feira, outubro 31, 2007

halloween?


whatever...
passa-me completamente ao lado nesta pasmaceira de sítio.
vou só estar atenta a qualquer criancinha que ouse aproximar-se do meu carro com o intuito de o sujar. é que nem se atreva.

terça-feira, outubro 30, 2007

the gay messiah is coming

só sei que na próxima semana, por esta altura, estou prestes a presenciar um grande concerto, de um dos grandes génios da música contemporânea.
vai ser uma choradeira humilhante, um delírio de felicidade, uma comoção silenciosa. e por fim, a catarse. não vai restar pedra sobre pedra.

e se assim não for, quero o meu dinheiro de volta.

segunda-feira, outubro 29, 2007

ouvir música alegre quando se está triste é uma treta. de que me serve ouvir alguém cantar como a vida é bela, como o nosso amor é para toda a vida, como esta canção que escrevi para ti é perfeita, quando me apetece partir a boca ao cupido? isso sim faz-me triste. ouvir a felicidade da boca de outras pessoas. maior prova de mesquinhez do que esta? que seja uma pessoa mesquinha, quero lá saber.
por isso, não terá sido ao acaso que descobri o mestre dos desgostos, o senhor morrissey. por isso me sinto tão bem a ouvi-lo. e as suas palavras tristes não me deixam minimamente deprimida. deixam-me embalada e confortada.
esta é portanto a minha adição do momento.

enorme este homem.

sábado, outubro 27, 2007

ao percorrer de novo as linhas do teu rosto reparei que ainda conheço de cor todos os trilhos e caminhos por onde andei ao longo destes anos. e ainda sei parar nos sítios certos, e apreciar a beleza da tua expressão.

de súbito apercebo-me de que nada mudou depois de tudo ter mudado.

Again and again and again
Do it Again
Do it Again
Again and again
Its a shame, its a shame, its a perfect shame.
Creep under my door, and we do it again, oh.
Its easy and easy and easy and easy
And creepy and creepy and creepy, oh
Again, again, again, again.
Again and again and again.
Do it Again
Do it Again
Again and again and again
Do it Again
Do it Again
Again & Again
Say my name, say my name, say my stupid name
Its stupid how we always seem to do it again, oh
You're so stupid and perfect and stupid and perfect.
I hate you, I want you, I hate you, I hate you, oh.
Again, again, again, again.
La, La, La
Again and again and again
Do it Again
Do it Again
Again and again and again
Do it Again
Do it Again
the bird and the bee_again and again


quinta-feira, outubro 25, 2007

terça-feira, outubro 23, 2007

tenho sentido estes dias como a maior provação da minha vida até agora.
eu, cuja vida nunca teve nada de muito emocionante a assinalar, tudo muito meio termo como é meu hábito, nem popular nem freak, nem muito caseira nem muito festiva, a fazer o cursinho com notas do mais mediano que pode haver, vejo-me no meio de um turbilhão que teima em rodopiar cada vez mais depressa. estou tonta, até ao ponto da náusea. todos os dias um novo obstáculo, uma nova prova a superar. quando as outras ainda não estão superadas, longe disso. as camadas vão-se sedimentando, todos os dias é um novo dia, e todos os dias é acrescentada mais matéria no fundo.
já dá para fazer um muro de tamanho médio.

domingo, outubro 21, 2007

devastada

num dos melhores blogs de música que existem, encontrei referência a esta banda.
devidamente arranjado o último álbum é tempo de tirar algumas conclusões. são muito bons, muito soturnos, quase solenes. um pouco depressivos? sim.

venham dias cinzentos e chuvosos, para poder desfrutar em pleno deste álbum.

quarta-feira, outubro 17, 2007

and i wake up alone (*)

ver tudo começar, ver tudo a desenrolar-se perto de mim. acompanhar o progresso, ver o sorriso no rosto dela. aquele sorriso parvo que se tem sempre no início da paixão. podemos receber a pior notícia do mundo, mas o sorriso não sai dali. o nervosismo, as noites sem dormir. o pensamento ocupado com pouco mais do que aquele nome, aquela cara, aquelas palavras.
ela acompanhou a minha história, agora é a minha vez de assistir à dela, que seguramente será muito feliz. como a minha o foi.
porque nós merecemos, vera.
porque como nós dizemos, somos diferentes. tão diferentes do que vemos por aí.
porque só irá ficar connosco quem nos merecer. e eu acho que tu encontraste.
por isso, é altura agora de eu secar as minhas lágrimas e celebrar contigo.

(*) amy winehouse

segunda-feira, outubro 15, 2007

dou por mim a pensar que as palavras das outras pessoas podiam perfeitamente ser as minhas. que as canções que eu oiço podiam ter sido escritas para mim, de oportunas. como se tudo girasse à minha volta. como se eu tivesse o poder de atrair eternamente alguém, como se não pudesse ser trocada. mas quem sou eu para pensar assim?

já é tempo de olhar à minha volta e parar de mirar o meu umbigo.
e aceitar a vida tal como ela é.
e já agora crescer um bocadinho, que não em altura.

enquanto isso, esta é minha neste momento.

I'm the next act
waiting in the wings
I'm an animal
Trapped in your hot car
I am all the days that you choose to ignore

You are all I need
You are all I need
I'm in the middle of your picture
Lying in the reeds

I am a moth who just wants to share your light
I'm just an insect trying to get out of the night
I only stick with you because there are no others

You are all I need
You are all I need
I'm in the middle of your picture
Lying in the reeds

It's all wrong
It's all right
It's all wrong

radiohead_all i need

sábado, outubro 13, 2007

quinta-feira, outubro 11, 2007

quarta-feira, outubro 10, 2007

em repeat


cedo demais para tirar conclusões senão de que me vai fazer muita companhia nos próximos dias.

terça-feira, outubro 09, 2007

sempre as mães

-estás tão bonita.
(o rio ameaça inundar os olhos mas cedo recua. chorar com um elogio materno? ao que isto chegou.)

the last good day of the year

domingo, outubro 07, 2007

ella não sabe como chegaram áquele ponto. depois das juras trocadas, de todas as certezas vividas lado a lado viu o mundo desmoronar de um momento para o outro.
elle não sabe o que fazer. já não tem quaisquer certezas. vive preso no mundo acre da culpa e dá passos inseguros num caminho cheio de buracos. mas certezas não tem. nem lágrimas. haviam de ver aqueles olhos. o que outrora foram duas enormes azeitonas, são agora dois espelhos de água turva, parada, cheia de algas.
elles não sabem como sair desse ponto. ella deu a sua sugestão, demasiado cobarde para abrir as mãos, demasiado egoísta para sofrer sózinha. elle deu a sua sugestão, demasiado cobarde para levá-la avante, um passo demasiado definitivo para tamanha incerteza.
ella sente-se miserável por elle estar miserável.
elle sente-se miserável por ella estar miserável.

o amor não pode ser isto.

When I was young, younger than before
I never saw the truth hanging from the door
And now I'm older see it face to face
And now I'm older gotta get up clean the place.
And I was green, greener than a hill
Where flowers grew and the sun shone still
Now I'm darker than the deepest sea
Just hand me down, give me a place to be.
And I was strong, strong in the sun
I thought I'd see when day is done
Now I'm weaker than the palest blue
Oh, so weak in this need for you.
nick drake_place to be

sexta-feira, outubro 05, 2007

dignidade

Sentir de novo
Aquela dor
A pouco a pouco respirar
Aquele amor que foi
Vivido e esquecido
Em segredo
Como ninguém
Perdoar
Como perdoar
Há tanto tempo que eu queria mudar
Queria voltar
Acordar
Deixar o dia passar devagar
Assim ficar
Sentir de novo
Aquele amor
A pouco a pouco consolar
Aquela dor que foi sentida e sofrida
Em silêncio
Chegar de novo
Sentir o amor
Voltar a casa sem pensar
Deixar a luz entrar
Esquecer aquela mágoa
Sem ter medo
Como ninguém
Encontrar
Poder encontrar
Todas as coisas que eu não soube dar
Saber amar
Perdoar
Saber perdoar
Há tanto tempo que eu queria mudar
Queria voltar
Aceitar
Deixar que o tempo te faça voltar
Saber esperar


rodrigo leão + adriana calcanhotto_a casa

quarta-feira, outubro 03, 2007

esquece tudo o que te disse

such a sad and grey day (*)

dizem que para voltar a nascer é preciso primeiro morrer.
não podia estar mais morta neste momento. só se estivesse biologicamente morta, não cheguarei a esse ponto.

resta aguardar pela data de re-nascimento.

(*)lavender diamond - oh no

segunda-feira, outubro 01, 2007

procura-se

procura-se mágico ilusionista que me faça desaparecer para bem longe daqui. islândia serve. já agora que faça com que eu saiba falar a língua nativa, para tornar tudo um pouco mais fácil.
sem companhia.
para começar do zero onde ninguém me conheça.

preciso de um sítio escuro para onde ir.

domingo, setembro 30, 2007

Finalmente......??!!!

Nem posso dizer o que ansiei por ter finalmente espaço para escrever. O trabalho absorve mesmo uma pessoa, mas nenhum de nós vive sem remuneração. Hoje foi o último dia, virei costas, foi mais uma fase da minha vida. Atrás de mim ficaram pessoas simples, mundanas, mas cada uma com o seu carisma, com uma caracterísitca que as torna única. Pareceu difícil porque apesar de todas as frustrações, foram pessoas atenciosas, prestáveis e solidárias no local de trabalho. Todas as rosas têm espinhos, talvez o espinho torne a rosa ainda mais bonita, mas ao colhê-la temos uma marca, não importa se dolorosa, se agradável, é sempre marcante, e sendo o balanço bastante razoável, há um pingo de saudade, sendo embora o trabalho bastante precário, saio com aquele rasto de cada vez que se abandona uma rotina. Obrigado pessoal.

sexta-feira, setembro 28, 2007

where ir my mind?

ela sai do comboio e tenta furar pelo mar de costas e de malas de senhoras. quer sair do meio da multidão o mais depressa possível. avança com ar de má para que toda a gente saiba que vai mal disposta e para afugentar qualquer gajo da ami que lhe tente impingir o cartão de saúde. finta as pessoas que vêm em sentido contrário.
sente-se infinitamente sózinha no meio da multidão. mas de repente é ele quem lhe aparece por trás e começa por lhe cantar aos ouvidos i will never be as cute as you. já pô-la a sorrir como só ele consegue fazer. pega nela e perante a indiferença dos que passam vão juntos a cantar e a dançar como se não estivessem ali mas num filme musical. correm pela passadeira e passam por cima das portas. ninguém parece dar por nada, como é possível?
a visita dele chega ao fim e ela fica sózinha outra vez.
já sente o sorriso a desvanecer-se, o metro chega, a faculdade a cinco minutos de distância.
e se o chamasse outra vez? está tudo à distância de um botão no leitor de mp3. assim faz, rules and regulations take dois. ele toca-lhe no ombro e abraçam-se como se já não se vissem há muito tempo. é tempo de sorrir mais 4 minutos e 5 segundos.
antes de passar pelos caloiros nas escadas e sentir o peso das colunas do átrio nas costas. agora o momento é de solenidade. ele deixa-a, por fim, entregue a outras pessoas.

quarta-feira, setembro 26, 2007

em repeat

quem me conhece de mais perto sabe que a minha mais recente adição é esta.
a minha alma paralela, como já me disseram que é. a soul slut, para outras pessoas.
a britânica com perturbações alimentares e um grave problema de drogas e álcool. grave ao ponto de eu desconfiar que a carreira não vai durar muito.
mas o que eu sinto quando oiço a sua voz não se explica. o facto de ser um tipo de música pelo qual regra geral não me interesso muito também também torna a minha adição ainda mais inexplicável.
mas como isto na música é o mais instintivo possível só consigo dizer que há qualquer coisa nesta mulher que me atrai irresistivelmente. se calhar por aparentemente ela ser tudo o que eu não sou mas as suas palavras fazem todo o sentido para mim por estes dias.

ou então é por ela fazer anos no mesmo dia que eu. 14 de setembro, fica aqui registado.


He walks away,
The sun goes down,
He takes the day but I am grown,
And in your way,
My deep shade,
My tears dry on their own

domingo, setembro 23, 2007

foi angustiante e ao mesmo tempo anedótico. foi angustiante porque é a prova provada da mediocridade da classe política portuguesa, em geral. foi anedótico porque o homem bem parecido, impecavelmente vestido e penteado ficou mesmo atrapalhado.
o homem em questão é luís filipe menezes, candidato a líder do psd e actual presidente da câmara de vila nova de gaia. confrontado com umas incoerências tremendas, tais como a ota, que tinha potencialidade para ser a 8ª maravilha do mundo, e que passou a ser um erro crasso. tais como o aborto, acto de mentes preversas e assassinas de criancinhas, passou a ser um direito que assiste à mulher, vote-se num veemente sim.
se tivesse sido só isto, em si não era nada de especial. quem nunca mudou de opinião na vida ou é doentiamente teimoso ou vive isolado do mundo.
o que tornou a cena tão ridícula foi a defesa, perante as investidas incansáveis do josé rodrigues dos santos. ou a falta dela, melhor dizendo. porque quando o senhor procurava defender-se aquilo que fazia era procurar incoerências no primeiro ministro, ou mandava uns podres do marques mendes para cima da mesa. ou ainda, melhor: dizer que aquelas palavras, que estavam a ser citadas de um artigo de opinião, por ele escrito, tinham-no sido por uma pessoa que estava apostada a denegrir a imagem do pobre cidadão menezes. só se tiver sido pelo acessor, o mesmo que lhe escreve as coisas no blog, directamente coladas da wikipedia.

apeteceu-me esfregar a minha mão lambuzada de frango assado naquela cara cheia de base.

sexta-feira, setembro 21, 2007

quinta-feira, setembro 20, 2007

notas soltas


* mais de um ano depois do último episódio, ontém quase chorei só de ouvir o genérico. se isto não é amor, então não sei o que será.

* esta noite os meus medos (re)visitaram-me em sonhos sob a forma de pequenos ratinhos que corriam esbaforidos aos meus pés. que significado atribuir? provavelmente nenhum, para os mais terra a terra. mas como eu até acho que os sonhos nos podem trazer alguma coisa, gosto sempre de fazer as minhas interpretações.

* como andava a precisar de me sentir bonita achei que seria útil comprar uma base, para tirar as imperfeições do rosto. só consegui ficar ainda mais pálida, mais sonsa, as imperfeições todas lá. parece-me que estou condenada a ter borbulhas e outras imperfeições, o que em si não é nada de terrível. há sinas muito piores. o pior é que também há dias piores. e nesses parece que nem a base safa.

quarta-feira, setembro 19, 2007

lavender diamond

Did you know that this is the beginning of the era of true love? The end of oppression? Of the self or the other. It's true. True love can only exist in the absence of oppression and where true love exists there is no oppression.
This is the moment of the invention of peace on earth. Like the moment just before the invention of the printing press. Or the day after, or the week of. Imagine the sun going down and you pass a window and someone inside is writing notes (and that someone is you) and those notes are about a letterpress- or an airplane- or the that the world is round- or that peace will come to earth. We will look back on this moment with astonishment and wonder how we lived in the time of war- much the same way we look back with astonishment at a time on earth without humans- or birds- or clouds- or at a time when dinosaurs lived-But do not forget that everything on earth and in heaven may come and go. There was a time before humanity. There was a time before America. There was a time before the sky, there was a time before earth. And this is the time before peace. I declare that the age of war is over and that soon it will be a memory. War is now extinct and peace is the new species.Imagine this. And Invent this with the full force of your soul, your mind, your heart, your voice. Earth is heaven, the water is magic, the ground is magic, your voice is magic, you are pure magic. Remember yourself. Bring peace.Peace to all the children of the world, forever and ever and now,

Love.

intrigados? (ver aqui)

segunda-feira, setembro 17, 2007

rita

hoje o dia do começo da difícil vida escolar para milhares de crianças. para os que choram desmamados das mamãs, para os que não notam grande entusiasmo por aí além. todos eles, se tudo correr normalmente, irão ter pelo menos doze anos da vida deles com a rotina escolar. aquela que se entranha e que faz com que a minha memória funcione por anos lectivos.
puxou-se a conversa do meu início de vida escolar. sem birras, calmamente, iniciei aquilo que já faço há 16 dos meus 22 anos, feitos há dois dias.
nas palavras da minha professora, lembro-me bem que se chamava maria josé garcia, eu dava-me com novos, velhos, brancos, pretos. a rita é uma menina espectacular, lá continuava a senhora. que por coincidência teve um esgotamento após dar aulas à minha turma. mas não foi por minha culpa, antes pelo contrário. ao que parece eu punha-lhe gotas nos olhos e ficava a tomar conta da sala quando ela não estava. porque os miúdos têm respeito à rita. tal coisa não me passaria pela cabeça, não fosse a minha mãe contar-me há pouco.
de facto lembro-me de sempre me dar bem com toda a gente e de ser apreciada, apesar de não ser aquilo a que se chama popular. a rita não dava festas nem era bonita, apesar de um menino de olhos verdes lindos me ter escrito uma carta a dizer que gostava de mim e de me ter dado um beijo que me pôs a chorar. a rita era a mais alta, daí o respeito que me tinham, presumo. e magrinha que nem um espeto. mais tarde chamada de gazela. mas sempre sem grandes chatices para o meu lado. e o que é triste é que o contacto com os amigos de infância se foi desvanecendo, como aliás acontece sempre com a maior parte das pessoas que conheço.

quem diria que a miúda de seis anos que impunha o respeito na sala de aula e gotas nos olhos da professora se iria tornar na mulher (se é que se me pode chamar isso já que ainda tenho um caminho imenso por percorrer para ser uma mulher) nervosa e insegura com 22 anos, feitos há dois dias?

dá a impressão de que perdemos qualidades quando crescemos.

domingo, setembro 16, 2007

dor (*)

It may not always be so, and I say
That if your lips, which i have loved, should touch
Another's, and your dear strong fingers clutch
His heart, as mine in time not far away
If on another's face your sweet hair lay
In such a silence as I know, or such
Great writhing words as, uttering overmuch
Stand helplessly before the spirit at bay
If this should be, I say if this should be
You of my heart, send me a little word
That I may go unto her, and take her hands
Saying, accept all happiness from me
Then shall I turn my face, and hear one bird
Sing terribly afar in the lost lands

(*) björk - sonnets/unrealities xi

quinta-feira, setembro 13, 2007

já muito se disse e se escreveu sobre a vinda do dalai lama a portugal e do facto de nenhum representante oficial do nosso governo o ir receber.
também eu vou mandar um bitaite acerca deste assunto, porque me apetece e porque acho que está mal.
porque para além de líder espiritual é nobel da paz, porque irá ter milhares de pessoas no pavilhão atlântico ansiosas por ouvir as suas palavras. porque se calhar se prestassem mais alguma atenção áquilo que o senhor tem para dizer podia ser que aprendessem alguma coisa e passassem a olhar mais para as pessoas em vez de para os números e para as estatísticas, de modo a inverter a tendência negativa dos últimos meses de um governo que a meu até começou bastante bem.
porque se viesse cá o papa provavelmente estaria tudo a recebê-lo de barços abertos e lembrancinhas e lencinhos brancos. tendo em conta a laicidade do nosso estado, e sendo este um líder espiritual de milhões de pessoas espalhadas pelo mundo, alguns milhares em portugal, não entendo a diferença de tratamento.
acho que está muito mal.

segunda-feira, setembro 10, 2007


um dos assuntos mais íntimos de cada um de nós é a nossa fé, ou a falta dela.
soa a cliché mas de facto a fé não se explica, ou se sente ou não se sente.
a minha posição neste ponto não podia ser mais volátil. se por vezes tenho a certeza de que alguma coisa mais forte que eu lá de cima fez um arranjinho para tudo se ter desenrolado de maneira tão perfeita, muitas são também as vezes em que tenho a certeza de que estou por minha conta. de que de nada adianta cruzar os braços à espera de algum empurrãozinho e se por acaso até correu tudo bem é porque o consegui com o meu mérito, porque mereço.
uma coisa é certa, pelo menos neste fase da minha vida não sou devota de nenhum santo. respeito quem o é, mas não consigo deixar de sentir uma enorme rejeição pelo fenómeno fátima. como não crente faz-me muita confusão aquilo a que as pessoas estão dispostas a fazer em nome da fé pela santa.
portanto foi como não crente que assiti à procissão da n. srª das dores, no areal da praia de monte gordo no algarve. e mesmo não crente lá vinha a lagriminha teimosa a querer sair, perante tamanha multidão que acenava à santa, em terra e no mar. porque como não crente chorona não deixei de me emocionar perante a solenidade do momento, perante o pôr do sol maravilhoso, e perante a multidão elevada.

desafio

em resposta ao desafio lançado pela betty cá vai este post.

1. pegar no livro mais próximo -> algumas distracções, francisco josé viegas (colecção inéditos da sábado)

2. abri-lo na página 161 -> confere...

3. procurar a 5ª frase completa -> «os têxteis chineses são responsáveis pelo desemprego na covilhã? » ora aqui está uma frase susceptível de um debate profundo e demorado, algo que não irei fazer.

4. colocar a frase no blog -> done.

5. não escolher a melhor frase nem o melhor livro (usar o mais próximo) -> juro que não o fiz, foi de facto o livro que estava mais perto e que não era nenhum manual de direito. quanto à frase, não será decerto a melhor mas é bem interessante, não?

6. passar o desafio a cinco pessoas ->
refugee
verne
kat_jam
visão caleidoscópica
planeta claudiano

sexta-feira, setembro 07, 2007

quarta-feira, setembro 05, 2007

isto hoje é o dia da parvoíce pegada (*)

espero não me vir a arrepender, pelo menos do que já li das primeiras páginas não me arrependo em nada.
gastei 26 euros num livro, e não foi em nenhum livro da faculdade(!). eu que já não comprava um livro há uns 3 meses, que vou vivendo de empréstimos e de livros gratuitos da imprensa, dn e sábado. mas quando vi este exemplar não resisti. e pior ainda quando o folheei.
são textos de investigação e ensaios de dezenas de ilustres mulheres, de várias nacionalidades, entre elas duas portuguesas, sobre as condições atrozes a que ainda hoje em dia são submetidas as mulheres, numa perspectiva trans-continental.


é um indispensável.
por mais que eu precisasse e muito desse dinheiro para comprar uma mala nova. porque já não compro uma mala há dois anos e a minha já está rota em vários sítios. mas como ainda não está a cair de podre lá optei por esta compra.
como diria a betty coltrane, a minha mala está cheia de charme. vou-me convencer que sim, para não custar muito.
(*) as minhas desculpas por o título não ter absolutamente nada a ver com o conteúdo do post. o meu dia não teve qualquer parvoíce, foi até muito calminho. mas depois de ter ouvido uma velha a apregoar alto e bom som que hoje era o dia da parvoíce pegada confesso que fiquei atenta a todos os sinais de parvoíce. mas não foi comigo. talvez com um de vocês, não sei. mas algures no mundo, decerto alguém teve um dia de parvoíce pegada.

segunda-feira, setembro 03, 2007

carpideira

se há prova que não consigo passar é a prova da lamechice.
está uma mulher a parir na televisão, lá vem a lagrimita. morre uma criancinha faz-se-me logo o beicinho. e eu que não era nada assim. ainda me lembro que quando estava a chover e não podíamos fazer educação física tínhamos de gramar inevitavelmente com o em busca do vale encantado parte 5600. e as minhas coleguinhas logo todas muito precoces a carpir a morte da mão dinossaura, ou lá o que era. e eu bem que tentava puxar a lagriminha, franzia muito a cara, rente à mochila pousada em cima de mesa para ninguém notar as minhas caretas, e depois levantava a cabeça triunfante quando uma pequena gota de esforço escorria cara abaixo.

muitos muitos anos sem me emocionar com nada. quando nem com a morte do fehér, com homens rijos a chorar que nem criancinhas, me comovi comecei a pensar que algo estaria mal comigo.

até que se deu o momento de viragem. não sei muito bem que momento foi esse mas desconfio.
só sei que hoje em dia sou uma criaturinha insuportavelmente chorona. ao nível de uma personagem do camilo castelo branco. e o última prova disso foi chorar a ver um episódio da anatomia de grey. série de que ainda não tinha visto nada mas tive logo de apanhar um episódio de um naufrágio de um ferry boat com muitas mortes, desde grávidas que deixam maridos destroçados, maridos que deixam mulheres viúvas, um sem número de gente a chorar agarrado a fotografias de familiares. um pranto.
quanto à série em si, devo ter visto uns dois episódios depois desse e deu para ver que é infinitamente inferior ao histórico serviço de urgência. a anatomia de grey centra-se mais na vida dos funcionários do hospital e menos nas histórias pessoais dos que são assistidos. é mais novela, portanto. pelo menos para mim.

quinta-feira, agosto 30, 2007

ténis

foram anos a gostar de futebol como uma fanática. a ir ao estádio e a discutir apaixonadamente com qualquer gajo que tivesse a mania que sabia mais de futebol do que eu. um ano até de sócia do vitória de setúbal.
para agora não ligar minimamente. para me dar conta de que não conhecia quase nenhum dos titulares do sporting, para mudar de canal quando se fala em tal coisa.
o desporto que hoje em dia me dá verdadeiro prazer ver é o ténis. não é paixão recente, sempre foi um dos meus desportos favoritos, simplesmente neste momento deve ser o único que me dá vontade de acompanhar.
fui uma medíocre praticante desta modalidade durante um ano, pois fui. fui a vários torneios, tendo ganho apenas um jogo ao longo da minha curta carreira. e ainda me lembro do resultado, 6-4, 7-6. foi uma época muito intensa, o terminar do ensino básico, os treinos diários, os torneios ao fim de semana. sabia os nomes dos jogadores todos, todinhos. naquela altura o que estava a dar era o brasileiro gustavo kuerten, e a kournikova ainda batia umas bolas sem nunca ganhar nada.
por estes dias tenho seguido atentamente o open dos eua. e redescobri o porquê de gostar tanto de ver este desporto. não há nada mais emocionante, cada jogador a depender dele próprio, os disparates, os pontos ganhos espectacularmente, os movimentos graciosos daquele que serve.
inconscientemente acabo por ficar sempre a torcer por algum. normalmente é pelo jogador menos conhecido, outras pelo mais bonito.

quarta-feira, agosto 29, 2007

a estudar a cadeira mais chata de sempre. aquela que me faz pensar onde raio estava eu com a cabeça para me imaginar no meio de processos judiciais. se calhar foi esse o meu erro, não me imaginei no meio de processos judiciais antes de colocar o código na folhinha de candidatura.
mas não é esse o motivo que me tráz aqui. para além de não querer maçar ninguém com as minhas expectativas frustradas, já deixei de me arrepender. o ano que vem será o último, e o ano que passou conseguiu ser até mesmo bastante estimulante. portanto o que aí vem será decerto melhor.
no fundo, dei-me conta de que está quase aí o regresso às aulas. e só quando se é puto é que se vive esta época com toda a intensidade. ou quando se é pai de uma criancinha e se faz contas ao orçamento...
mas quando isto era uma espécie de natal antecipado. compras, muitas compras. e ainda por cima apenas para nós! o caderno mais bonito do mundo, o estojo com dois andares e com montes de marcadores rascas mas que fazem vista, a mochila mais vistosa da loja, alguma roupinha a adivinhar as manhãs mais frescas. era assim pelo menos no meu tempo. e se calhar era assim porque gostava da escola. quem não gostava não sei como vivia a época...
agora é mais do género, ah tenho de comprar uns cadernos pois é...e não tenho lapiseira, a ana ficou-me com ela. a ver se não me esqueço.

enfim, tudo muito sonso...

domingo, agosto 26, 2007

isolamento

será por ter passado estes dois dias sózinha, com o contacto apenas pelo telefone com os que me são queridos e com as meninas da caixa do intermarché, ou pelo banho de imersão de mais de uma hora que tomei ontém, ou porque aconteceu de repente, mas estive mais virada para a reflexão do que provavelmente no resto do mês.
não vou dizer já tudo o que me atormentou por estes dias, ou tornar-se-ia um post excessivamente longo. e eu ando muito preguiçosa para escrever. e para tudo, em geral.

mas posso então dizer que me atormentou por uns instantes o facto de a palavra masturbação ser horrorosa. até custa a dizer. é feia.
e atormentou-me haver substitutos para o palavrão na sua versão masculina e não para a versão feminina. ou seja, diz-se que os homens esgalham qualquer coisa, batem uma daquelas coisas, jogam bilhar de bolso. e mais outras variantes. mas e as mulheres? masturbam-se. não há nenhuma expressão mais imaginativa?
eu avancei com uma. acariciar o lótus. a betty coltrane avançou com um brincar com a flor.
aceitam-se sugestões.
vamos acabar com a desigualdade entre homens e mulheres também neste campo.

quinta-feira, agosto 23, 2007

já fazia tempo que não escrevia aqui. mantenho este blog há mais de um ano e nunca tinha ficado durante tanto tempo sem nada para dizer. na verdade tem sido isso que tem passado, nada me tem ocorrido para escrever.
o tempo agora também tem sido mais escasso, lá arranjei qualquer coisa para ganhar uns trocos nas férias.

mas quando tiver algo de relevante, ou não, lá escreverei aqui. acho que fui contaminada pelo espírito silly season, não tenho pensado em nada que realmente valha a pena partilhar.

quinta-feira, agosto 16, 2007

terça-feira, agosto 14, 2007

que o curto circuito da sic radical queira dar ares a programa descontraído, em que os apresentadores são tudo malta muita maluca e espontânea e que nem é preciso curso superior para mandar uns bitaites para o ar e ainda ter piada, já nós (ou pelo menos quem vê/via) sabemos.
e é muito bom estarem a transmitir os concertos do festival de paredes de coura, a maior parte na íntegra, o único motivo que me leva a ver este programa.

mas um apresentador não se preparar minimamente ao ponto de dizer que nunca tinha ouvido nada da banda x já me parece muito pouco aceitável. porque o apresentador pode ser muita maluco e não sei quê mas podia ser pelo menos encarregue de fazer uma espécie de trabalho de preparação. se vão trabalhar na cobertura dum festival bem podiam fazer mais do que limitar-se a ler a cábulazita escrita por alguém da produção com informações da wikipédia. um cdzito comprado na fnac, não? último recurso, sacar umas musiquitas do artista, só para não ser apanhado de surpresa, não?
e depois de todo o hype à volta dos gogol bordello não saber minimamente como eles são?...enfim.

segunda-feira, agosto 13, 2007

leitura de/o presente

infelizmente não estou a ler a versão original.
tenho de me contentar com o livrito de edição algo rasca da europa-américa, com imensas gralhas e letra minúscula. mas de que me estou a queixar? foi grátis, cortesia do meu jornal de eleição, o dn.

pesquisando na net venho a descobrir que este livro foi arrasado quando saiu. obteve muito más críticas devido a algumas imprecisões geográficas e devido a longos períodos de descrição inútil. o que eu até concordo. não me interessa minimamente ler três páginas de como se deve acondicionar a carga num barco de modo a este não se virar. enfim, serviu para aprender que não se põe tudo à balda para o convés. pode vir a ser-me útil um dia, quem sabe?

enfim, só para dizer que a iniciativa do dn é muito boa, oferecer livritos em formato muito portátil, para ler na praia, ou no comboio no meu caso, já que praia este ano só de longe a longe... alguns até de grandes autores, como dante ou dostoiévski que foi o livro de hoje mas o velho do quiosque rangeu que não tinha.

sexta-feira, agosto 10, 2007

uma hora. uma hora inteira à procura da avenida joão crisóstomo em lisboa. uma avenida perto da gulbenkian, sítio que eu até conheço bastante bem.
a minha desorientação hoje assustou-me como nunca antes me tinha acontecido. sem dinheiro para um táxi, sou uma estrangeira no meu país. mapa? se não tivesse ia dar ao mesmo.
eu até nem me importo muito de andar sózinha, pelo menos já não. mas sou imprestável se não conhecer o caminho. e se demorar sempre no mínimo uma hora a descobrir um sítio que não conheço espera-me um futuro bastante negro.
mas como tão bem diz a sabedoria popular «se deus dá a chaga também da a mézinha» e se há coisa que eu não tenho pudor nenhum é de perguntar aos nativos. e hoje perguntei a mais de dez. novos, velhos, tios, chungas. e todos eles com informações contraditórias. um deles com um macaco prestes a pular da narina.
mas todos muito gentis...porém inúteis.

quinta-feira, agosto 09, 2007

terça-feira, agosto 07, 2007

presente estado

dispensada de um emprego em call center, como devo sentir-me?

péssimamente. é daqueles empregos que toda a gente consegue ter, terei alguma coisa de errado? nunca ninguém se queixara antes da minha rapidez verbal. será isso um defeito? olho para trás e vejo-me como finalista em direito, portanto não é uma psicóloga clínica frustrada por trabalhar em telemarketing que vai fazer-me duvidar das minhas capacidades verbais.

aliviada. como em todos os empregos tinha de haver o cromo com mania que era engraçado, o típico palhaço do escritório ao qual ninguém acha a mínima piadinha mas ele lá vai tentando. ao segundo dia já só me apetecia fugir dali para não ter de o ouvir mais, portanto a dispensa até deverá servir como alívio.

lisonjeada. não conhecia até agora mais ninguém que tivesse sido cordialmente afastado por o perfil não se enquadrar com o pretendido pelo cliente, o problema não é nosso, não é que não tivéssemos capacidades, apenas não era aquilo que estavam à procura. devo ser uma pessoa mesmo especial...

isto daqui para a frente só pode mesmo melhorar, porque piorar será francamente difícil...

sábado, agosto 04, 2007

obscured by clouds...

alguém me pode explicar por que raio não se fala da actuação dos camera obscura no sudoeste?

a banda de glasgow actuou no primeiro dia do festival, algo que eu até já tinha posto em causa já que não li em lado algum qualquer impressão acerca do concerto. mas tirei as dúvidas, não houve nenhum cancelamento de última hora, simplesmente não se fala/escreve sobre o concerto. posso também não estar a procurar nos sítios certos, mas se não se fala no dn nem no diário digital bem...alguma coisa parece não estar muito bem.
bem sei que não são muito conhecidos por cá, bem sei que o que está a dar é buraka som sistema e a pop doce e encantadora dos camera obscura é irrelevante perante esse grande marco na música que é o aparecimento do kuduro progressivo. ou então se calhar está a ser ignorância minha e eu estou a armar-me em parvinha sem ter a mínima razão para tal
não seria a primeira vez...
se calhar até é melhor assim. a banda mais ignorada do cartaz era a banda que mais queria ver de todo o festival, o que enche o meu ego de melómena snob.
o que interessa é que para mim o let's get out of this country foi um dos melhores álbuns editados o ano passado e um dos que oiço com mais insistência. e se eu estiver certa e o concerto tiver sido ignorado por falta de interesse na banda, então é lamentável.

quarta-feira, agosto 01, 2007

o mês mais quente do ano

rufus wainwright - 6 de novembro, coliseu dos recreios

terça-feira, julho 31, 2007

cascas de laranja

o filme do tarantino pôs-me a pensar num assunto fútil mas pertinente.
a celulite.

as personagens do último death proof são indiscutivelmente belas. sedutoras, femininas, um autêntico regalo para os olhares masculinos. e nos grandes planos lá estava a celulitezinha no rabiosque e/ou nas pernocas. mas c'órror!, pensarão as dondocas fitness-junkies. mas que bem, pensei eu. ora aqui estão actrizes lindas, desejáveis, atraentes, com celulite.
porque nós mulheres fomos abençoadas com o dom de produzir celulite. o mais difícil será não tê-la. e o mais difícil implica passar tempo a lutar contra isso, furiosamente pedalando numa qualquer bicicleta de ginásio, ou a gastar dinheiro em cremes que mágicamente fazem desaparecer o peso da carteira, ou a travar uma violenta luta interior contra a vontade de beber uma 7up bem fresquinha só porque (oh meu deus) tem gás.
defendo eu a apologia do desleixo? não, de todo. de facto, o exercício devia fazer parte do nosso (do meu...) quotidiano, as escolhas alimentares devem também ser devidamente ponderadas.
mas existe um longo caminho entre termos cuidado connosco e levarmos uma vida de restrições. portanto, venho aqui declarar guerra, sim, a uma vida de restrições! a uma vida complexada, a uma vida sem o doce sabor do doce, a uma vida de prazeres travados, sejam eles quais forem.

mulheres, está na altura de assumir a vossa celulite! porque a perfeição na existe e porque há coisas muito mais importantes às quais devemos dedicar a nossa atenção.