sábado, dezembro 30, 2006

r.i.p. 2006


tenho tido algumas ideias para escrever por aqui. mas não tenho tido lá muito tempo.
como tal, quero desejar um feliz ano de 2007 a todos os que passam pelo meu blog, às visitas habituais as quais considero já como amigos e a quem passe mesmo sem comentar.
aproveitem os últimos dias deste ano.
esqueçamos as tristezas (com alguma ajuda mais química ou sem ela....) e festejemos.
a vida não pára, mas o início de um ano tem sempre aquela carga de recomeço...
eu cá recomeçarei com os posts já no próximo ano.
ah...e tenham juizinho na estrada...

terça-feira, dezembro 26, 2006

banda sonora para hoje

há que tempos que eu andava a suspirar por este cd.
abanaram-se as fundações.
saí do marasmo.
estou como nova.

segunda-feira, dezembro 25, 2006

o vazio que sinto depois do dia de natal...
não o desejo a ninguém...
tento combatê-lo com isto.

mas acho que não está a resultar.
mas porque é que os momentos felizes têm o condão de me deixar com uma ressaca dolorosa? ou então, porque é que eu tenho o condão de transformar os momentos felizes numa ressaca?




sábado, dezembro 23, 2006

feliz natal

estive a reparar...este blog já não tinha uma foto há uns quatro posts...vamos lá animar aqui o cantinho.
aproveito então esta imagem para fazer uma coisa que ainda não tinha feito neste blog. desejar a todos os leitores, visitantes, comentadores, amigos, etc.,um feliz natal, sobretudo com um espírito de harmonia e de felicidade.
relaxemos um pouco, nem que seja nestes próximos dias.
depois já podemos voltar às picardias e aos acessos de fúria, há tempo para tudo nesta vida.

...

não entendo.
por que raio é que chamam ao frio «mau tempo»? sim, porque é que só as condições atmosféricas mais rigorosas típicas do inverno é que são assim denominadas de «mau tempo»?!
um calor de 40 graus, que nos suar até à desidratação, um sol que de tão forte queima a pele em poucos minutos, um ar que de tão abafado praticamente se torna irrespirável, não é mau tempo.
mas o solinho de inverno que nos faz esquecer um pouco o ar frio que resseca a pele, a geada acumulada nas ervas e e nos carros...isso sim é mau tempo.
que se considere que a chuva forte e o vento sejam mau tempo, isso não me faz muita confusão. de facto nessas alturas há muito mais probabilidade de ocorrerem prejuízos para as populações, é mais provável que se danifiquem os bens. agora, o frio?! que mal tem o frio?! põe-se mais uma camisola em cima, veste-se o pijama por baixo das calças, há sempre qualquer coisa para remediar.
já o calor...como se alivia o calor?!

dá para perceber como eu adoro este tempo, não dá?

sexta-feira, dezembro 22, 2006

hoje...

...foi o dia do orgasmo global. às 15 horas era suposto todos nós termos atingido um orgasmo simultâneo, de modo a adicionarmos energia positiva à própria energia da terra, para a paz no mundo. bem, eu infelizmente não contribui mas acredito que tenha havido muita gente empenhada em conseguir o feito. por isso, agora resta esperar pelos resultados.
...descobri que um bloqueio criativo se resolve com uma dose maciça de knights of cydonia dos muse.
...comprei as últimas prendas de natal, finalmente, já não se aguenta aquela moínha na cabeça «o que é que vou comprar para não sei quem?...será que vai gostar?...». realmente o natal está assim, que se pode fazer? mas eu até gosto, por isso não tenho com que me queixar.

quinta-feira, dezembro 21, 2006

post um pouco chato por isso quem não quiser ler pode esperar pelo próximo mas isto tinha que sair porque estava-me aqui atravessado como uma espinha

em termos de balanço de fim de ano surgem inúmeras listas de melhores em tudo. seja o melhor filme, a melhor canção, o melhor álbum, ou o melhor concerto.
a radio radar levou a cabo uma iniciativa engraçada, a de pôr todos os ouvintes a votar naqueles que acham que foram o melhor álbum e o melhor concerto de 2006.
os resultados podem ser consultados aqui.
o que me leva a escrever este post são as palavras do nuno galopim, ontém, enquanto se revelavam os resultados da votação.
nuno, se me estás a ler (hipótese tão remotamente improvável que até diria impossível, mas adiante) és um grande profissional, não questiono a tua qualidade enquanto crítico de música, de cinema, pode até dizer-se que invejo um pouco o teu trabalho mas não é isso de que se trata aqui. por um lado até tens alguma razão quando dizes que o álbum do thom yorke ficou tão bem posicionado devido à comunidade de fãs que os radiohead têm em portugal, já que eu própria votei para ver se era dada mais alguma visibilidade a um (excelente) álbum que praticamente foi ignorado pela rádio dita a alternativa. é que isto de escolher o melhor álbum do ano é-me muito difícil. mas perante tal pergunta a resposta mais óbvia, aquela que me surge automaticamente é mesmo esta: thom yorke, the eraser. sim, os radiohead são a minha banda favorita. sim, se encontrasse o thom yorke no meio da rua tinha uma reacção da qual provavelmente não me iria orgulhar lá muito, mas isso é porque o admiro e fico embevecida cada vez que o senhor surge na televisão ou num outro qualquer meio de comunicação (não dá para evitar, é um ídolo para mim *ponto*) e sim, o álbum é mesmo fantástico, a voz do thom parece que soa melhor que nunca, é maravilhoso no seu minimalismo electrónico, na simplicidade das melodias, e na beleza e teor crítico das letras. contudo, para o senhor nuno trata-se de mais do mesmo. eu acho tanta piada quando os críticos dizem que o trabalho de um qualquer artista é mais do mesmo...em primeiro lugar, discordo totalmente com a opinião de que o eraser é mais do mesmo. a meu ver distingue-se muito bem até do trabalho levado a cabo pelos radiohead. muito mais despojado, muito mais simples, em suma diferente. mas então qual é a banda que não faz mais do mesmo? todas têm ritmos criativos diferentes, numas alturas soam mais a isto, noutras soam mais àquilo, mas os membros são os mesmos e ainda que não sejam...o trabalho é editado com o nome da banda. mais do mesmo? se mais do mesmo significa a continuação do trabalho levado a cabo então que seja.
contudo não me venham dizer que o the eraser é mais do mesmo, não admito, é ridículo, é um trabalho independente, sem interferências dos outros membros da banda, ainda que as melodias sejam aquelas que não foram aproveitadas para o kid a todo o trabalho de arranjo e de composição das letras foi levado a cabo pelo thom yorke.
por isso é favor não reduzir este álbum a um mero exercício anti-stress do vocalista dos radiohead. é um excelente álbum, não agrada a quem não tem de agradar mas não é por ser mais do mesmo e acabou!

quarta-feira, dezembro 20, 2006

Veja o filme, leia o livro

Por acaso sou adepto das obras adaptadas aos cinemas e depois as leituras dos livros. Mesmo que não sejam fiéis torna-se muito mais fácil lê-las, imaginando o desenrolar da estória, as caras dos personagens, os cenários, quase tudo. Absorve-se o livro muito mais rápidamente, sobretudo em obras confusas. Quando li O Processo tinha visto o filme e nunca consegui deixar de ver a cara de Anthony Perkins no papel de K. Além disso conseguimos reter muito melhor a trama porque temos imagens das cenas que associamos ao desenrolar da estória, e também comparamos a fieldade de determinada adaptação cinematográfica à obra adaptada. Vi-me muitas vezes a ler a Trilogia do Senhor dos Anéis e a comparar constantemente com o filme a dizer «isto vinha no filme, isto não vinha, isto está ligeiramente diferente». Torna-se um pouco mais difícil com adaptações livres, mas estas mesmo assim dão-nos rostos, cenários, divisões de casas que me custa muitas vezes a imaginar em abstracto e que são essenciais para nos concentrarmos no enredo. Imaginem como seria muito mais fácil ler Os Maias, conseguindo reviver as cenas de Sintra em detalhe, sobretudo o Eça que descreve tudo em pormen0r, tão típico do realismo. Depois também conseguirá fazer uma crítica das adaptações muito mais fundamentada, tanto da obra, como do livro, comparando as duas mais minuciosamente.
Ler o livro e depois o filme torna-se um pouco mais difícil, porque detalhes da obra já nos escaparam, sobretudo quand0 já passou bastante tempo desde que a lemos. Por isso, se puderes, vê o filme e só depois lê a obra....
Depois também conseguirá fazer uma crítica das adaptações muito mais fundamentada

terça-feira, dezembro 19, 2006

já era para ter escrito sobre isto no domingo. se o tivesse feito tinha sido das primeiras pessoas a fazê-lo. mas como não me apeteceu agora não passo de uma macaca de imitação, ao reboque de outros blogs.

há que lutar contra a preguiça! urgentemente!
para me penitenciar amanhã levanto-me às oito da manhã!

segunda-feira, dezembro 18, 2006

belo perfume


devo ser das poucas pessoas que gostaram da adaptação para o cinema do livro de patrick süskind, o perfume.
li críticas que arrasavam o filme, dizendo que era um exercício vazio, com uma orgia gratuita pelo meio.
não foi esse filme que eu vi.
o filme que vi foi uma adaptação extremamente fiel do livro, com excelentes interpretações, com uma fotografia maravilhosa, filmado com uma sensibilidade e uma suavidade perfeitas.
a história já é bem conhecida, a de um ser estranho, um homem com um olfacto sobrenatural que nasce sem um cheiro próprio, logo é como se não existisse. não causa repugnância mas também não causa qualquer simpatia, ninguém nota que ele lá está. a obsessão da sua vida está em recolher o cheiro de jovens virgens, recentemente mulheres, e com ele criar o melhor perfume do mundo. uma vez conseguido esse perfume, a primeira vez que o usa é para escapar da forca e o efeito que o perfume tem na população enfurecida é o de despertar um desejo sexual vindo do mais profundo do ser (ao qual nem o padre escapa) que vai desembocar numa orgia colectiva de centenas, milhares de pessoas...
o que vi ontém no filme foi exactamente tudo o que imaginei ao ler o livro.
saí do cinema com um sorriso pateta no rosto, deslumbrada, extasiada, enquanto ao meu lado ouvia pessoas a queixarem-se que merda de filme.

o único reparo a fazer: a personagem de jean baptiste grenouille do filme é de certeza mais atraente que a personagem do livro.

sexta-feira, dezembro 15, 2006

desabafos

apetece-me adoptar uma posição muito tuga e queixar-me um bocadinho.
o teste de hoje correu-me mal, bastante mal, pelo menos à primeira vista. tanto trabalho, tanto empenho, para chegar à hora da verdade e não conseguir filtrar a informação. satura, desilude, são muito anos a estudar, não quero pensar que seja cansaço pois agora o que mais faltava era morrer na praia, mais dois anos e acaba-se a faculdade, é preciso é tranquilidade como diria ou outro, apesar de ainda não ter a mais pequena ideia do que fazer com o curso acabado mas não quero pensar muito nisso porque devemos viver um dia de cada vez, senão aí é que puf, fritam-se os miolos com tanta preocupação e eu ainda sou muito nova para pensar como uma velha.

respirar fundo.

o que é certo é que tudo isto foi o culminar de uma semana nada fácil, com o carro morto logo na segunda feira por causa do frio.
com o esquecimento do cachecol no bar velho da faculdade, prontamente surripiado sabe-se lá por quem, foi como se o chão se tivesse aberto e o cachecol estivesse neste momento a servir de agasalho a uma qualquer toupeira. que não há gente séria naquela faculdade do demo já eu sabia, mas bolas...um cachecol, castanho, liso, nem sequer era burberrys ou tommy hilfiger ou feira de carcavelos, logo à partida não constituía uma atractivo para a fauna que habita a faculdade de direito da universidade de lisboa. não entendo.
atacou-me também uma constipação. eu. que raramente me constipo. que saio para a rua de cabelo molhado todas as manhãzinhas, que apanha os germes todos do comboio e do metropolitano, julgava que as minhas defesas estavam mais preparadas. as malvadas deixaram-me desprotegida e pronto, lá veio a ranhoca, a voz rouca que no meio de tudo ainda é o que menos me incomoda, a tosse de tabaco sem o ser.

estou de férias agora. mas nem por isso me sinto lá muito animada.
acho que vou pegar num livro e ver se esqueço tudo isso.
porque afinal, que razão tenho eu para estar chateada?
eu sei do que estou a precisar...

quinta-feira, dezembro 14, 2006

segunda-feira, dezembro 11, 2006

antes que seja tarde demais...


não esperei pelo ano novo para começar a estabeler objectivos a cumprir.
comecei logo ontém.
decidi então que vou tentar fazer com que o meu primo de 11 anos comece a ouvir música.
o meu sonho é ele um dia mais tarde se virar para mim e dizer: sabes prima, ainda bem que me mostraste a porcaria de coisas que eu andava a ouvir. obrigado por me teres apresentado boa música.
talvez seja a minha vocação para madrinha a falar mais alto (apesar de não ser madrinha de ninguém, pelo menos por enquanto).
o que acontece com o meu primo é o que está a acontecer a esta geração mais jovem. é a geração que ouve o hip hop importado dos u. s. of a. é a geração que papa televisão a toda a hora e não pega num livro. é a geração que tem telemóvel e playstation quase antes de aprender a ler. às vezes acho que se estivesse mais tempo com o meu primo tentava mudar um pouco as coisas, mas também não quero se chata nem imiscuir-me na educação que os pais lhe dão. mas acho que posso tentar dar-lhe umas luzes acerca do que ele deve ouvir e do que não deve. porque me se me tivessem feito isso quando tinha a idade dele provavelmente não teria gasto dinheiro em merchandise e cds dos backstreet boys, nem dos aqua...nem dos vengaboys...adiante, que isto corre o risco de ficar muito humilhante.
acho que todos passámos pelo mesmo...a música pop «pastilha elástica», as imitações dos nossos ídolos ( saber as coreografias das spice girls...cof cof...) mas francamente...quando o miúdo me mostra as fotos que tem no telemóvel (!) e são todas dele em poses de rapper-mete-nojo-norte-amerricano a.k.a. 50 cent algo se acendeu em mim:
tenho de ajudar aquela criança. urgentemente. antes que ele fure as orelhas e comece a usar brincos como o cristiano ronaldo (ainda não disse que ele quando for grande diz que quer ser jogador de futebol pois não?) ou antes que comece a falar de maneira estúpida ou pior (medo, muito medo...) comece a usar correntes de pechisbeque as pescoço!

domingo, dezembro 10, 2006

devo reconhecer...


...sou completamente obcecada por este filme...
desde a primeira vez que o vi. desde a segunda e da terceira. sei que em breve haverá uma quarta.
racionalmente falando, sei que não é uma obra prima, haverão muitos melhores filmes, ainda na sexta vi um excepcional.
mas quando revejo este filme...há qualquer coisa...e eu sei o que é, é o factor nick cave, não há como negar.

11/12/06: sei que as coisas atingiram um ponto crítico quando se viram para mim e me dizem
«então mas com tantos dvds em casa e só vês o the proposition?» pois.

sexta-feira, dezembro 08, 2006

quinta-feira, dezembro 07, 2006

bibliothéca da phaculdade


hoje tive nas mãos um livro com cem anos.
as folhas totalmente amarelas, já um pouco roídas do bicho, o toque áspero das folhas, a caligraphia à moda anthiga. o estilo era complexo de ler, cheio de palavras caras. afinal, os livros de direito não têm mudado nada passadas todas estas gerações.
eu acho que um livro com cem anos merece algum respeito. não sei, uma estante específica para livros antigos, um acesso mais condicionado.
aquele não tinha nada disso.
nem estava numa estante especial, nem tinha qualquer restrição de acesso. estava ali, pronto a ser manuseado, perdido no meio dos outros, uns mais recentes que outros, ao alcance de quem estivesse a pesquisar sobre a matérias das expropriações.
foi no meu trabalho de pesquisa que me cruzei com ele. desfolheei-o mas não tinha nada que interessasse para o meu trabalho.
apenas o peso dos anos que me fascinou, a fragilidade das folhas que pareciam querer separar-se a qualquer momento, o enchanto da caligraphia.

gostáva que escrevêssemos assim hôje em dia.

segunda-feira, dezembro 04, 2006

a minha grande falta de timing


pois é...é sempre assim. sou sempre a mesma coisa.
leio «lambchop em portugal, aula magna dia 10 de dezembro» e penso: ena, deve ser bom. mas não conheço muita coisa deles...acho que não vale a pena gastar dinheiro, vou guardar para quando vier uma banda que eu goste mesmo muito.
depois anunciam «lambchop em portugal, na primeira parte hands of cuba a banda de kurt wagner, serão cerca de 12 músicos em palco». e eu começo: hmm...se calhar até valia a pena...falo com uma amiga minha: olha sabes o que era porreiro era irmos ver lambchop. ya podes crer, depois combina-se, vamos todos juntos.
não se concretiza.
vai-se a ver, ontém deu-me uma vontade tão grande de ir que quase me doeu no corpo. lugares disponíveis: os melhores da aula magna, alguns mesmo à frente, só preciava de dois.
preço: trinta euros (cada, obviamente...).
mãe, fizémos alguma coisa no euromilhões? nada, nem sequer um número.
...
mais um concerto histórico que eu vou perder.

estes dias têm sido bem difíceis...

domingo, dezembro 03, 2006

às vezes penso, por que tenho eu um blog se não escrevo assim?...
enfim, nem todos podem ser talentosos nem ter o dom da escrita.
escrevo quando me apetece e porque dá-me gozo. assim como me dá gozo ler os comentários que me deixam.
se calhar não tenho medo de expressar a minha banalidade e ainda por cima há quem leia as minhas imbecilidades.
agradeço a paciência, voltem sempre.

sexta-feira, dezembro 01, 2006


mais um bom investimento, contudo decerto não tão duradouro como o anterior...

sei que é natal quando me compram um toblerone de 400g.