segunda-feira, outubro 30, 2006

october swimmer


deve haver muita gente radiante com o quentinho destes dias.
mas não eu.
este calor horrível, este tempo quase tropical está a dar-me cabo dos nervos! onde já se viu vir a transpirar no carro o tempo todo por causa dos estofos tão quentes que até queimam?em pleno outubro? o calor que sinto agora enquanto estou em casa a estudar era o mesmo que sentia para aí em...maio? junho?
o que é que eu pretendo com este desabafo? nada de especial, como o próprio nome indica é apenas um desabafo. mas quem me dera ter o poder de descer a temperatura até a uma máxima de 18º/19º e de puxar as nuvens para encobrirem este sol doentio que me faz suar quase em novembro.
e então depois de ler este artigo menos contente fico.

domingo, outubro 29, 2006

banda sonora domingueira


the white stripes
white blood cells

os muse já se estavam a tornar uma obsessão.

sábado, outubro 28, 2006

I'm aMUSEd

agora sim, acho que me sinto em condições de escrever sobre o concerto de muse no passado dia 26.
devo dizer que estava com enormes expectativas, o tempo de espera só serviu para aguçar ainda mais o apetite pelo senhor bellamy e companhia.
as hostes foram abertas pelos poets in process, pontualíssimos, com uma musiquita não propriamente muita entusiasmante mas deu para passar bem o tempo, a última música deu até para bater o pézinho com muito gosto. a vocalista aspirava claramente a ser uma espécie de juliette lewis, o que obviamente não conseguiu mas ainda assim mostrou ter atitude.

o muse deixaram-nos ficar cerca de 40 minutos à espera, mas quando o pano negro que cobria o palco caiu percebemos imediatamente o porquê da demora.
um enorme ecrã servia de pano de fundo à actuação da banda, nele foram projectadas diversas imagens, que passaram por uma constelação e por imagens claramente anti-bush que deram ainda mais sentido às letras das músicas já de si marcadamente políticas.
o concerto abre com a poderosíssima take a bow, que é também a música de abertura do mais recente cd. e deu logo para ver que as pessoas que enchiam o campo pequeno estavam em êxtase, deu-se uma erupção de vozes quando no refrão bellamy canta «and burn, you will burn, you will burn in hell».
a ligação da banda com o público estava consumada. a partir daí foram cerca de duas horas absolutamente inesquecíveis.
a resposta para a questão «então mas...onde está a bateria??» foi dada imediatamente a seguir, uma vez que esta encontrava-se no interior de uma coluna lumisosa, cujo topo se deslocava para cima e para baixo, consoante o efeito que se pretendia dar. realmente há que realçar que a nível estético o concerto foi fabuloso. mas felizmente não foi apenas uma coisa boa de se ver...foi ainda melhor de se ouvir. todos os clássicos, ou praticamente todos, uma vez que é impossível agradar a toda a gente e decerto todos os que lá estavam gostavam de ter ouvido uma qualquer canção que eles não tocaram (no meu caso, hyper music do álbum origins of simetry) passaram por lá. a voz de bellamy é soberba, brota de um corpo franzino com uma força enorme. exímio guitarrista.

é-me difícil destacar pontos fortes no concerto...foi perfeito, poderoso, muito devido à qualidade das músicas mas também porque os muse são exclentes músicos, não muito comunicativos é certo. ainda assim mathew bellamy conseguiu arrancar umas boas ovações com o seu esforço por falar português quando introduzia uma nova canção.
muscle museum é já um clássico. é uma grande canção, arrancou o maior coro da noite.
para mim, o concerto não podia ter terminado da melhor maneira...com o novo single, knights of cydonia. o campo pequeno em uníssono:

no one's gonna take me alive
time has come to make things right
you and I must fight for our rights
you and I must fight to survive.

não sei quantas almas em êxtase...
por mim tinha durado mais umas duas horas...

quando voltarem cá lá estarei.

um apontamento só para o merchandising. o preço das t-shirts era elevado, como já é tradição nos concertos. mas eu como parva que sou lá gastei €25 numa. enfim, o que eu queria era dizer que até cuecas havia a vender...é verdade. posters, pins, t-shirts, cuecas...não vi o preço mas deviam ser giras.

para finalizar deixo aqui dois links:
aqui podem ler um outro relato do concerto
aqui podem ver vídeos do concerto


quarta-feira, outubro 25, 2006

terça-feira, outubro 24, 2006

rain down on me

a noite de hoje promete.
promete muita chuva e muito vento, promessas essas que já estão a ser cumpridas desde o início da tarde.
promete também muita leitura. a cama está à minha espera, apesar de ainda ser cedo. tenho dois livros também à espera de serem por mim lidos.
e quando a leitura já não me atrair, resta-me desligar as luzes e ouvir os uivos do vento, a chuva que bate como que com vontade de querer entrar pela casa dentro.
só uma coisa me falta esta noite...

por isso, música para esta noite é umá mushicá com muitá chuvá (nas palavras do senhor cave em paredes de coura o ano passado).

segunda-feira, outubro 23, 2006

I'm a believer

A horas tantas, na aula de direito da família deu-me para isto...


já podem ver a concentração...
mas o pior estava para vir...
o longo e interminável bocejo que foi a aula de direito penal...

o gajo da pandeireta é genial.

sexta-feira, outubro 20, 2006

se é para chorar, choremos os dois...

quinta-feira, outubro 19, 2006

desabafo...

o que fazer quando na faculdade de direito se praticam injustiças bárbaras e descaradas?...
se isto vos interessar leiam aqui

western muse

Knights of cydonia


este vídeo está soberbo...depois de ter ficado um pouco desiludida com o vídeo que fizeram para a starlight, estou completamente rendida a este. a música ganha uma dimensão ainda mais épica...


e dentro do género western porque não sugerir, para quem não viu, o western escrito pelo nick cave, «the proposition».

quando soube que iria ser apresentado no festival indie lisboa tive logo a certeza de que não podia perder. as expectativas eram elevadas, já que eu e a minha querida betty coltrane somos devotas desse grande senhor da música, e sabíamos que daquela cabecinha genial só podia sair coisa boa. e, de facto é um grande filme. excelente argumento, diálogos muito ricos e repletos de grandes frases, personagens densas, e...muita mosca...bastante sangue também. brutal e belo ao mesmo tempo.
tenho urgentemente de o rever, comprei o dvd há pouco tempo e ainda não vi.
fica a sugestão.

falta exactamente uma semana para o concerto de muse.

terça-feira, outubro 17, 2006

beck is back


ando um bocado sem tempo, por isso não vou escrever muito.
venho deixar aqui aquela que, a par da nova do sergio godinho (que não encontrei sitio na net para deixar aqui o link para mostrá-la...) é a minha canção do momento.
o novo cd do beck está muito apetecível...

domingo, outubro 15, 2006



esta sou (mais ou menos) eu.

quando não há mais nada para fazer isto é uma alternativa...

sexta-feira, outubro 13, 2006

e agora pergunto eu:

alguém já ouviu a nova do sérgio godinho?...
é tão linda mas tão linda...fico completamente derretida, rendida, embevecida...

já agora, acho que se chama «às vezes o amor». tem uma letra genial, outra coisa aliás não seria de esperar. estamos a falar de sérgio godinho.


quarta-feira, outubro 11, 2006

idiot slow down...

tentando arrumar o sótão.
as coisas valiosas, tenho de ter o cuidado de as limpar, de apreciar a sua beleza.
as coisas que não prestam, lixo.
poluem a vista, tapam as coisas valiosas, fazem-me esquecer de que elas estão lá e de que existem, de que são reais, e que a todo o momento posso tocar nelas, posso sentir a textura, posso ouvir os sons e deleitar-me com o seu cheiro.
a todo o momento aparecem mais coisas valiosas, por vezes sem eu estar à espera, por vezes sem me aperceber.
junto as novas às mais antigas, o espólio vai crescendo mas curiosamente o espaço não pára de aumentar. e na minha ânsia de o preencher quase que me esqueço das que já tenho...

segunda-feira, outubro 09, 2006

e se o subsolo não chega

Parece que as relações são feitas de equilíbrio, e quando ela tem muita nata é porque a mostarda que vem aí é feia e grossa. Não querendo ridicularizar um assunto tão sério, vou abordar um pouco do prisma pessoal, para que uma pessoa especial a possa ler, e saiba que a amo muito, muito, muito.

Pode-se considerar, três tipos diferentes de amor: o amor platónico ou ideológico que será aquele que os crentes têm para com Deus; o amor familiar ou fraterno que os pais têm para com os seus filhos e vice-versa, que os tios têm com os sobrinhos, entre irmãos e daí por diante dependendo do grau de afinidade e de parentesco; e o amor afectivo. Há também na minha opinião há também o amor-amizade, que é o amor que nutrimos pelos nossos melhores amigos.

O amor como tudo no mundo que afecta o mundo sensível e inteligível carece de equilíbrio. Eu diria que uma pessoa equilibrada é uma pessoa perfeita. Nesse sentido, há que notar que exis-tem várias pelo menos duas ou três grandes fases no amor:
  1. o primeiro é a paixão, que é aquele sentimento intenso e fervoroso que acontece numa fase muito verde do relacionamento amoroso, que carece ainda de amadurecimento e que com dificuldade se pode chamar amor;
  2. a segunda fase é a da aceitação, que pode ocorrer durante toda a relação, mas que tem nesta altura a sua especial importância porque pode-se determinar por intuição e instinto se aquela pessoa não é a mais determinada para ter uma relação connosco, o que elimina fugachos e obviamente relações de interesse, que se prolongam falsamente;
  3. o terceiro é a descoberta dos parceiros, fase em que os parceiros expõem as suas perso-nalidades por completo e aceitam a sua pessoa amada como parte do seu for intímo, o que inclui obvia-mente a sexualidade da pessoa;
  4. em quarto lugar vem a fidelidade, e a sua exigência, sobretudo nas culturas monogâmicas (enguia-lobo), que se determina pela retracção dos desejos sexuais em relação a outra pessoa que não o seu parceiro;
  5. quinto e parece-me último lugar, a comunhão de vidas e total dedicação. Por esta altura os parceiros dedicam-se a tempo inteiro à vida um do outro, tendo um vida quase simbiótica, de mútuo respeito carinho e compreensão e amizade.

Estas são as principais fases que eu aponto como principais para uma relação amorosa. Obvia-mente poderam haver mais. Pode-se estabelecer critérios e fronteiras conceptuais para os sentimentos mas tem sido desde sempre difícil delimitá-los e identificá-los com rigor, sendo mesmo confuso para quem os possa sentir, pelo que a ponderação e reflexão são o oposto do sentir, mas eternamente dependente deles, e um ser vivo sem sentimentos é meramente um ser vivo, e não podemos nós seres humanos a reivindicar como espécie os únicos a sermos verdadeiramente sensíveis, bastando olhar especialemente para outros mamíferos como nós e facilmente refutar essa teoria. Todavia, a nossa extrema sensibilidade, abriu-nos os controbnos de visão e a relatividade das «cenas» que os restantes mamíferos vêm de forma tão imediata.

Por isso um ser humano não pode renunciar à sua sensibilidade e dizer-se fraco, porque na sua fragilidade reside muita da sua beleza interior, conseguindo ter uma visão e uma percepção que a maioria dos seres não tem.

domingo, outubro 08, 2006

se souvenir des belles choses


li algures que não sei o quê era como os filmes da 2:, boas surpresas inesperadas.
não posso dizer que ontém tenha encontrado este por acaso, já que vi que ia dar e pela descrição pareceu-me muito interessante. e não me enganei.
se souvenir des belles choses está brilhantemente filmado, poético quanto baste, romântico sem ser lamechas. com interpretações brilhantes, poderosas, com momentos ternos e outros de grande violência emocional.
fica aqui a sinopse.

Nathalie conduit sa soeur cadette Claire, une jeune femme réservée d'une trentaine d'années, dans un centre pour amnésiques appelé "Aux écureuils". Celle-ci a reçu un coup de foudre en forêt et présente de légers troubles de la mémoire. Le centre "Les Ecureuils" a accueilli quelques années auparavant leur mère, décédée jeune de la maladie d'Alzheimer.Claire pénètre au sein d'un univers curieux et décalé. Elle y fait la connaissance de Philippe, un homme de quarante ans qui a perdu la mémoire à la suite d'un accident de voiture qui a coûté la vie à sa femme et son fils. Tous deux tombent amoureux l'un de l'autre.

é verdadeiramente tocante ver o sofrimento da personagem principal, à medida que o fim do filme se aproxima e as palavras se tornam cada vez mais difíceis de serem articuladas, quando já nem se lembra onde fica cada uma das divisões da casa.
fica a minha sugestão a quem queira tentar encontrar o dvd, eu achei um filme excepcional.

sábado, outubro 07, 2006

vício

Muse - Starlight


confesso que foi-me muito difícil habituar a esta canção. no início achei que era nada muse, muito fraquinha quando pensava no resto do trabalho da banda.
ainda que continue a achar muito diferente do que costumavam fazer, aliás como o resto do álbum, esta canção entranhou-se em mim de tal maneira que só me apetece cantar hooooold you iiiiin myyyy aaaarms i just wanted to hooooooold you in myyyyy aaaarms.
fiquei foi um bocado desiludida com o videoclip...sinceramente...
o facto de irem num barco até enfim...a letra diz «far away, this ship is taking me far away». ok, enquadra-se. subitamente anoitece e até é bonito o efeito dos foguetes de sinalização. então, reaparece a claridade do dia...e reaparece a noite...e parece q podíamos estar nisto em ciclos. sem mudanças, os mesmo planos de câmara. no surprises.
não estou com isto a querer armar-me em crítica de videoclips mas tinha que partilhar o meu desapontamento.

quinta-feira, outubro 05, 2006

não compreendo a agitação da minha mente.
de noite todo o tipo de sonhos me assaltam a cabeça, nunca são assustadores, raramente perturbadores, mas muito fortes, muito visuais, quase reais.
com tudo isto não durmo um sono reparador, acordo todos os dias de manhã com uma sensação de cansaço, como se tivesse estado toda a noite acordada, a conversar com pessoas que não vejo há muito tempo, a resolver problemas que não existem, ou pelo menos penso que não existem na minha vida quotidiana, a visitar sítios que nem conheço. não é uma experiência agradável, sinto a mente cansada, um peso na cabeça que não melhora com o passar dos dias.
espero que seja um sintoma de férias a mais e não de intelecto a menos.

update: hoje sim, acordei revigorada. estava a ver que não.

segunda-feira, outubro 02, 2006

f&=#-se!!

não perguntem como.
há bocado consegui a proeza de quase deitar o monitor ao chão. podia ter sido pior mas ainda assim aterrou na madeira da secretária e agora ficou com uma mancha, um desbotado, um arranhado luminoso. prevêm-se outras marcas de guerra, desajeitada como sou.
não há duvida que estes monitores fininhos de lcd são muito bonitos, dão jeito porque ocupam pouco espaço, têm umas cores mais brilhantes e uma imagem melhor indiscutivelmente.
mas hoje ter-me-ia dado jeito um matacão dos outros, pelo menos não tombava quase de certeza...porque eu sou desajeitada mas levezinha.

domingo, outubro 01, 2006

é domingo, deu-me para isto



parece que a banda sonora deste domingo vai ser esta.

infelizmente não está um céu cinzento a ameaçar chuva, só assim ficava a condizer com a banda sonora. o primeiro de outubro esta quentinho, não devia ser assim...acho que hoje apetecia-me ser uma personagem daqueles filmes estúpidos de hollywood e ter poderes igualmente estúpidos. apatecia-me ter o poder de mudar o estado do tempo e chamar as nuvens negras, o vento frio. depois ia buscar uma mantinha e deixava-me ficar tapada, a ler um livro e a beber chocolate quente.

alguém podia-me dizer agora: «então mas queres apressar as coisas porquê? hão-de vir muitos dias de frio e de chuva.» pois é pois é...mas agora podia estar descansada a ler, ou a ouvir a banda sonora que hoje escolhi, ou mesmo sem fazer nada que o prejuízo não ia ser muito. mas provavelmente quando as condições meteorológicas que hoje desejo se reunirem num qualquer domingo de outubro ou novembro já terei de estar ocupada a procurar artigos num código qualquer para dar solução a um qualquer caso prático inventado pelas cabecinhas tontinhas do direito...

Echoes (Gilmour, Mason, Waters, Wright) 23:27

Overhead the albatross Hangs motionless upon the air
And deep beneath the rolling waves
In labyrinths of coral caves
An echo of a distant time
Comes willowing across the sand
And everything is green and submarine.

And no one called us to the land
And no one knows the where's or why's.
Something stirs and something tries
Starts to climb toward the light.

Strangers passing in the street
By chance two separate glances meet
And I am you and what I see is me.
And do I take you by the hand
And lead you through the land
And help me understand
The best I can.

And no one called us to the land
And no one crosses there alive.
No one speaks and no one tries
No one flies around the sun....
Almost everyday you fall
Upon my waking eyes,
Inviting and inciting me
To rise.
And through the window in the wall
Come streaming in on sunlight wings
A million bright ambassadors of morning.

And no one sings me lullabyes
And no one makes me close my eyes
So I throw the windows wide
And call to you across the sky....


Lyrics & Music by Pink Floyd