quinta-feira, dezembro 21, 2006

post um pouco chato por isso quem não quiser ler pode esperar pelo próximo mas isto tinha que sair porque estava-me aqui atravessado como uma espinha

em termos de balanço de fim de ano surgem inúmeras listas de melhores em tudo. seja o melhor filme, a melhor canção, o melhor álbum, ou o melhor concerto.
a radio radar levou a cabo uma iniciativa engraçada, a de pôr todos os ouvintes a votar naqueles que acham que foram o melhor álbum e o melhor concerto de 2006.
os resultados podem ser consultados aqui.
o que me leva a escrever este post são as palavras do nuno galopim, ontém, enquanto se revelavam os resultados da votação.
nuno, se me estás a ler (hipótese tão remotamente improvável que até diria impossível, mas adiante) és um grande profissional, não questiono a tua qualidade enquanto crítico de música, de cinema, pode até dizer-se que invejo um pouco o teu trabalho mas não é isso de que se trata aqui. por um lado até tens alguma razão quando dizes que o álbum do thom yorke ficou tão bem posicionado devido à comunidade de fãs que os radiohead têm em portugal, já que eu própria votei para ver se era dada mais alguma visibilidade a um (excelente) álbum que praticamente foi ignorado pela rádio dita a alternativa. é que isto de escolher o melhor álbum do ano é-me muito difícil. mas perante tal pergunta a resposta mais óbvia, aquela que me surge automaticamente é mesmo esta: thom yorke, the eraser. sim, os radiohead são a minha banda favorita. sim, se encontrasse o thom yorke no meio da rua tinha uma reacção da qual provavelmente não me iria orgulhar lá muito, mas isso é porque o admiro e fico embevecida cada vez que o senhor surge na televisão ou num outro qualquer meio de comunicação (não dá para evitar, é um ídolo para mim *ponto*) e sim, o álbum é mesmo fantástico, a voz do thom parece que soa melhor que nunca, é maravilhoso no seu minimalismo electrónico, na simplicidade das melodias, e na beleza e teor crítico das letras. contudo, para o senhor nuno trata-se de mais do mesmo. eu acho tanta piada quando os críticos dizem que o trabalho de um qualquer artista é mais do mesmo...em primeiro lugar, discordo totalmente com a opinião de que o eraser é mais do mesmo. a meu ver distingue-se muito bem até do trabalho levado a cabo pelos radiohead. muito mais despojado, muito mais simples, em suma diferente. mas então qual é a banda que não faz mais do mesmo? todas têm ritmos criativos diferentes, numas alturas soam mais a isto, noutras soam mais àquilo, mas os membros são os mesmos e ainda que não sejam...o trabalho é editado com o nome da banda. mais do mesmo? se mais do mesmo significa a continuação do trabalho levado a cabo então que seja.
contudo não me venham dizer que o the eraser é mais do mesmo, não admito, é ridículo, é um trabalho independente, sem interferências dos outros membros da banda, ainda que as melodias sejam aquelas que não foram aproveitadas para o kid a todo o trabalho de arranjo e de composição das letras foi levado a cabo pelo thom yorke.
por isso é favor não reduzir este álbum a um mero exercício anti-stress do vocalista dos radiohead. é um excelente álbum, não agrada a quem não tem de agradar mas não é por ser mais do mesmo e acabou!

2 comentários:

refugee disse...

Sem comentários. Um pouco usual escreveres um post tão longo mas acho que quando nos tocam na ferida não conseguimos em evitar de demonstrar a nossa indignação.

betty coltrane disse...

Apoiado!! Realmente achei um pouco estranho a pouca divulgação que o álbum teve quando saiu... =/ E secundo aquilo que disseste - os Radiohead não são a minha banda preferida (Nick Cave for President!), mas estão no topo das preferências, e conhecendo (graças a ti), todos os seus álbuns, não posso deixar de concordar... The Eraser tem uma atmosfera bastante diferente até de Kid A, e isso nota-se muito bem!
Por isso respira, e indigna-te á vontade! LOL
baci!