quinta-feira, dezembro 07, 2006

bibliothéca da phaculdade


hoje tive nas mãos um livro com cem anos.
as folhas totalmente amarelas, já um pouco roídas do bicho, o toque áspero das folhas, a caligraphia à moda anthiga. o estilo era complexo de ler, cheio de palavras caras. afinal, os livros de direito não têm mudado nada passadas todas estas gerações.
eu acho que um livro com cem anos merece algum respeito. não sei, uma estante específica para livros antigos, um acesso mais condicionado.
aquele não tinha nada disso.
nem estava numa estante especial, nem tinha qualquer restrição de acesso. estava ali, pronto a ser manuseado, perdido no meio dos outros, uns mais recentes que outros, ao alcance de quem estivesse a pesquisar sobre a matérias das expropriações.
foi no meu trabalho de pesquisa que me cruzei com ele. desfolheei-o mas não tinha nada que interessasse para o meu trabalho.
apenas o peso dos anos que me fascinou, a fragilidade das folhas que pareciam querer separar-se a qualquer momento, o enchanto da caligraphia.

gostáva que escrevêssemos assim hôje em dia.

3 comentários:

betty coltrane disse...

oh, amiga, vê-se mesmo que não estás habituada a fazer trabalhos de investigação... É uma experiência maravilhosa, cm que me deparei logo o primeiro ano!
mas um assunto a discutir em frente a uma água das pedras framboesa! =)
Baci mille!!!!!!!!!!!!!!!

Anónimo disse...

ehpá, isso de escrever à antiga soa-me a retorno ao passado.. tudo bem que se respeite e admire o passado..mas venha novidade para o futuro! ;)

Anónimo disse...

cool... no chiado ao sábado de manhã costuma haver livros assim para venda.