segunda-feira, dezembro 18, 2006

belo perfume


devo ser das poucas pessoas que gostaram da adaptação para o cinema do livro de patrick süskind, o perfume.
li críticas que arrasavam o filme, dizendo que era um exercício vazio, com uma orgia gratuita pelo meio.
não foi esse filme que eu vi.
o filme que vi foi uma adaptação extremamente fiel do livro, com excelentes interpretações, com uma fotografia maravilhosa, filmado com uma sensibilidade e uma suavidade perfeitas.
a história já é bem conhecida, a de um ser estranho, um homem com um olfacto sobrenatural que nasce sem um cheiro próprio, logo é como se não existisse. não causa repugnância mas também não causa qualquer simpatia, ninguém nota que ele lá está. a obsessão da sua vida está em recolher o cheiro de jovens virgens, recentemente mulheres, e com ele criar o melhor perfume do mundo. uma vez conseguido esse perfume, a primeira vez que o usa é para escapar da forca e o efeito que o perfume tem na população enfurecida é o de despertar um desejo sexual vindo do mais profundo do ser (ao qual nem o padre escapa) que vai desembocar numa orgia colectiva de centenas, milhares de pessoas...
o que vi ontém no filme foi exactamente tudo o que imaginei ao ler o livro.
saí do cinema com um sorriso pateta no rosto, deslumbrada, extasiada, enquanto ao meu lado ouvia pessoas a queixarem-se que merda de filme.

o único reparo a fazer: a personagem de jean baptiste grenouille do filme é de certeza mais atraente que a personagem do livro.

5 comentários:

passarola disse...

pois.. essa foi uma das razões porque não fui ver o filme.. embora já tenha lido o livro há muuuuuuuuuuiiiiiiiiiitooos anos a imagem que eu tinha da personagem dele não tem nada a ver com a do filme. Agora deixa-me que te diga uma coisa.. se por acaso passar por aqui alguém que esteja a pensar ir ver o filme e não tenha lido o livro.. já levou com a história toda.. se isso não é ser spoiler, não sei o que será, Acha isso bem? heim? ;)

Deepak Gopi disse...

Hi:)
thanks for the info.i will see .

curse of millhaven disse...

oh passarola, acho q n corro o risco de desmanchar o prazer a alguém, até pq quem como eu tinha lido o livro ja sabia como acabava, e n deixei de me sentir maravilhada com a historia. e quem ainda n leu o livro nem viu o filme, p todos os efeitos está quase a sair d exibição..........lol ;P

passarola disse...

oki.. acredito em ti. Já não o devo apanhar.. a agenda anda um bocado preenchida demais mas se tiver um bocadinho... :)

refugee disse...

Por acaso sou adepto das obras adaptadas aos cinemas e depois as leituras dos livros. Mesmo que não sejam fiéis torna-se muito mais fácil lê-las, imaginando o desenrolar da estória, as caras dos personagens, os cenários, quase tudo. Absorve-se o livro muito mais rápidamente, sobretudo em obras confusas. Quando li O Processo tinha visto o filme e nunca consegui deixar de ver a cara de Anthony Perkins no papel de K.