quinta-feira, novembro 02, 2006

Hum(an)idade


Tenho saudades do frio
De a chuva a escorrer pela janela
De abandonar definitivamente o estio
De permanecer em casa com ela

Sim dizer que te amo Bela donzela
Que o teu perfume é fragrância
Do orvalho matinal,
Puni-me, senão me falta a sindicância
De responder por este amor fatal

E a chuva bate na vidraça
Já dizia o grande Pessoa
E as palavras escorrem-me como fios de água
Mas ao contrário da chuva este amor não passa
E me diluvia eternamente de prazer e mágoa.

Sim quero estar cá dentro
Sentir o calor animal, natural
Que há em nós, reflectir em ti o meu calor
Mas se quero disfrutar deste amor frugal
Como prantos de chuva e dor

Não, ao contrário deste amor não passa
Esta chuva que me aquece
E o amor não devassa
Lava-me por dentro que a paixão não esquece!

4 comentários:

vinte e dois disse...

Por vezes tb sinto saudades do frio. Porque para mim o frio é sinónimo de acender a lareira, ir alugar um bom filme e estar ao calor a vê-lo com o barulho da chuva a cair lá fora :)

passarola disse...

poesia by curse? muito bem..
Um fim de semana quentinho.. ;)

curse of millhaven disse...

nop passarola...poesia by alguém infinitamente mais talentoso q eu...=)

Anónimo disse...

Está a começar a ficar agradavelmente frio! :D