terça-feira, novembro 07, 2006

aTOOLada em corpos suados...

o concerto de tool não foi nem muito bom, nem muito mau. foi razoável, bonzinho...
talvez porque eu não fui feita para andar no meio do mosh...de facto nem compreendo sequer o gozo que aquilo dá, estar de costas para o palco, enquanto empurro furiosamente gente que não conheço de lado nenhum...
a banda de abertura foi terrível (a harmonia do caos, nas palavras do refugee) vou dizer o que é mastodon para mim: quatro(ou eram cinco?já não sei bem...) instrumentos, uma bateria, um baixo e duas guitarras numa luta aguerrida para ver qual era o mais barulhento e qual o membro da banda que conseguia tocar mais depressa/com mais força. pareceu-me uma canção que durou uma meia hora, mais coisa menos coisa. as canções sucediam-se mas eu ia jurar que era uma e a mesma, aquilo a mim soava-me tudo igual. consta que eles são uma banda muito reconhecida e excelentes executantes, portanto vou desculpabilizar este meu desagrado com o meu ouvido pouco treinado para aquele som tão violento.
acho que é essa a palavra que melhor define o concerto, tanto de tool como de mastodon.
os decibéis tentavam furar os meus tímpanos violentamente. a vibração do som que saía das colunas batia contra o meu corpo violentamente. fui violentamente pisada (vide post anterior). fui violentamente empurrada e violentamente afastada de perto do palco. o rapaz ao meu lado suava violentamente, e enquanto saltava eu só pensava esta roupa vai para lavar...
quanto ao concerto de tool, o vocalista, maynard james keenan, apareceu envergando uma máscara de oxigénio com um microfone dentro, o que foi causando os seguintes pensamentos:
uau! olha o maynard!
então mas o gajo nunca mais tira a máscara?
não me digas que ele não vai tirar a máscara durante o concerto...
f***-se, já viste? o gajo nem sequer tirou a máscara...
visulamente foi espectacular...os quatro ecrãs por trás da banda iam passando ou os videoclips das canções ou filmes feitos propositadamente para concerto. um pano enorme erguia-se por trás, mostrando o artwork do último álbum da banda 10.000 days. luzes, lasers...um espectáculos belíssimo ao qual se mantinham alheios os anormais do mosh.
o concerto pecou por ter durado pouco. de facto, ao fim de uma hora de concerto a banda reune-se e começa-se a despedir, começava aí o primeiro encore que demorou mais uma meia hora. sinceramente fiquei contente quando acabou, mas compreendo quem foi lá para os ver e saiu desiludido não só devido à curta duração mas também porque o alinhamento não trouxe quaisquer surpresas.
foram eficientes, mas ficaram muito abaixo da minha disposição de pagar trinta euros.
ficou a promessa de voltarem no próximo verão. não descarto a hipótese de os ir ver de novo caso a minha querida companhia queira ir ver.
mas para a plateia nunca mais...

desculpem o título, mas desde o post sobre o concerto de muse que me viciei em trocadilhos com nomes de bandas...

6 comentários:

little_blue_sheep disse...

:S

(gostei do post!kisses!)

Parrovski disse...

Pois, a mim aconteceu-me o mesmo no david bowie em alvalade. Cheguei a um ponto que queria sair das primeiras filas do relvado e não consegui. É certo que vi o bowie muito próximo de mim, mas não rende estar nesses sitios tipo lata de sardinha. Mais vale comprar o bilhete mais carote, só tens vantagens: curtes mais, nada de empurrões, vais ao bar e ao wc muito mais rápido.

Marvin the Paranoid Android disse...

Tive o prazer de os ver há uns anos no Ozzfest, e cofirmo que essa é uam banda para se ver fora do mosh (denote-se que nos dias que correm também já ninguém me apanha no meio de um mosh).

Quanto a Mastodont, também já estou farto de ser martelado por maigos meus, sobre o quão bom eles são, ma sdepois de várias audições continuam a não cair nas minhas boas graças...

Tenho de ver se no próximo concerto do sTool por lá passo.

naturalissima disse...

:(, deconeheço este grupo...

Olá amiga
vim deixar um beijinho grande e aproveitar este momento para agradecer as tuas visitas, no meu espaço.
Gosto de te ver por lá...

até breve
Daniela

BroTTas disse...

tive pena de nao ir ver mas eu sou adepto dos "anormais" do mosh... lol... mas compreendo quem nao curte as vezes e um boado violento...

passarola disse...

o título está muito fixe.. e post também.. é por essas e por outras que há muito tempo que não vou assim a concertos grandes.. vamos ficando velhos, com menos pachorra para confusões.. inda por cima sou pequenina, fico esmagada no meio do mosh :s

Mas no fundo..confesso que já tenho um bocadinho de saudades da energia que se sente num bom concerto, como deve ter sido o dos MUSE.. ;)