sábado, outubro 28, 2006

I'm aMUSEd

agora sim, acho que me sinto em condições de escrever sobre o concerto de muse no passado dia 26.
devo dizer que estava com enormes expectativas, o tempo de espera só serviu para aguçar ainda mais o apetite pelo senhor bellamy e companhia.
as hostes foram abertas pelos poets in process, pontualíssimos, com uma musiquita não propriamente muita entusiasmante mas deu para passar bem o tempo, a última música deu até para bater o pézinho com muito gosto. a vocalista aspirava claramente a ser uma espécie de juliette lewis, o que obviamente não conseguiu mas ainda assim mostrou ter atitude.

o muse deixaram-nos ficar cerca de 40 minutos à espera, mas quando o pano negro que cobria o palco caiu percebemos imediatamente o porquê da demora.
um enorme ecrã servia de pano de fundo à actuação da banda, nele foram projectadas diversas imagens, que passaram por uma constelação e por imagens claramente anti-bush que deram ainda mais sentido às letras das músicas já de si marcadamente políticas.
o concerto abre com a poderosíssima take a bow, que é também a música de abertura do mais recente cd. e deu logo para ver que as pessoas que enchiam o campo pequeno estavam em êxtase, deu-se uma erupção de vozes quando no refrão bellamy canta «and burn, you will burn, you will burn in hell».
a ligação da banda com o público estava consumada. a partir daí foram cerca de duas horas absolutamente inesquecíveis.
a resposta para a questão «então mas...onde está a bateria??» foi dada imediatamente a seguir, uma vez que esta encontrava-se no interior de uma coluna lumisosa, cujo topo se deslocava para cima e para baixo, consoante o efeito que se pretendia dar. realmente há que realçar que a nível estético o concerto foi fabuloso. mas felizmente não foi apenas uma coisa boa de se ver...foi ainda melhor de se ouvir. todos os clássicos, ou praticamente todos, uma vez que é impossível agradar a toda a gente e decerto todos os que lá estavam gostavam de ter ouvido uma qualquer canção que eles não tocaram (no meu caso, hyper music do álbum origins of simetry) passaram por lá. a voz de bellamy é soberba, brota de um corpo franzino com uma força enorme. exímio guitarrista.

é-me difícil destacar pontos fortes no concerto...foi perfeito, poderoso, muito devido à qualidade das músicas mas também porque os muse são exclentes músicos, não muito comunicativos é certo. ainda assim mathew bellamy conseguiu arrancar umas boas ovações com o seu esforço por falar português quando introduzia uma nova canção.
muscle museum é já um clássico. é uma grande canção, arrancou o maior coro da noite.
para mim, o concerto não podia ter terminado da melhor maneira...com o novo single, knights of cydonia. o campo pequeno em uníssono:

no one's gonna take me alive
time has come to make things right
you and I must fight for our rights
you and I must fight to survive.

não sei quantas almas em êxtase...
por mim tinha durado mais umas duas horas...

quando voltarem cá lá estarei.

um apontamento só para o merchandising. o preço das t-shirts era elevado, como já é tradição nos concertos. mas eu como parva que sou lá gastei €25 numa. enfim, o que eu queria era dizer que até cuecas havia a vender...é verdade. posters, pins, t-shirts, cuecas...não vi o preço mas deviam ser giras.

para finalizar deixo aqui dois links:
aqui podem ler um outro relato do concerto
aqui podem ver vídeos do concerto


3 comentários:

"Carriça" disse...

Eu só digo isto: que INVEJAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!!!!!!!!

passarola disse...

sniff sniff. ainda estou inconsolável de ter perdido.. para a próxima garanto que não falto!!!!! Átoulámesmo!!!!!! ;)

primo do adamastor disse...

sou um monstro verde......de inveja, claro.oh!