segunda-feira, outubro 09, 2006

e se o subsolo não chega

Parece que as relações são feitas de equilíbrio, e quando ela tem muita nata é porque a mostarda que vem aí é feia e grossa. Não querendo ridicularizar um assunto tão sério, vou abordar um pouco do prisma pessoal, para que uma pessoa especial a possa ler, e saiba que a amo muito, muito, muito.

Pode-se considerar, três tipos diferentes de amor: o amor platónico ou ideológico que será aquele que os crentes têm para com Deus; o amor familiar ou fraterno que os pais têm para com os seus filhos e vice-versa, que os tios têm com os sobrinhos, entre irmãos e daí por diante dependendo do grau de afinidade e de parentesco; e o amor afectivo. Há também na minha opinião há também o amor-amizade, que é o amor que nutrimos pelos nossos melhores amigos.

O amor como tudo no mundo que afecta o mundo sensível e inteligível carece de equilíbrio. Eu diria que uma pessoa equilibrada é uma pessoa perfeita. Nesse sentido, há que notar que exis-tem várias pelo menos duas ou três grandes fases no amor:
  1. o primeiro é a paixão, que é aquele sentimento intenso e fervoroso que acontece numa fase muito verde do relacionamento amoroso, que carece ainda de amadurecimento e que com dificuldade se pode chamar amor;
  2. a segunda fase é a da aceitação, que pode ocorrer durante toda a relação, mas que tem nesta altura a sua especial importância porque pode-se determinar por intuição e instinto se aquela pessoa não é a mais determinada para ter uma relação connosco, o que elimina fugachos e obviamente relações de interesse, que se prolongam falsamente;
  3. o terceiro é a descoberta dos parceiros, fase em que os parceiros expõem as suas perso-nalidades por completo e aceitam a sua pessoa amada como parte do seu for intímo, o que inclui obvia-mente a sexualidade da pessoa;
  4. em quarto lugar vem a fidelidade, e a sua exigência, sobretudo nas culturas monogâmicas (enguia-lobo), que se determina pela retracção dos desejos sexuais em relação a outra pessoa que não o seu parceiro;
  5. quinto e parece-me último lugar, a comunhão de vidas e total dedicação. Por esta altura os parceiros dedicam-se a tempo inteiro à vida um do outro, tendo um vida quase simbiótica, de mútuo respeito carinho e compreensão e amizade.

Estas são as principais fases que eu aponto como principais para uma relação amorosa. Obvia-mente poderam haver mais. Pode-se estabelecer critérios e fronteiras conceptuais para os sentimentos mas tem sido desde sempre difícil delimitá-los e identificá-los com rigor, sendo mesmo confuso para quem os possa sentir, pelo que a ponderação e reflexão são o oposto do sentir, mas eternamente dependente deles, e um ser vivo sem sentimentos é meramente um ser vivo, e não podemos nós seres humanos a reivindicar como espécie os únicos a sermos verdadeiramente sensíveis, bastando olhar especialemente para outros mamíferos como nós e facilmente refutar essa teoria. Todavia, a nossa extrema sensibilidade, abriu-nos os controbnos de visão e a relatividade das «cenas» que os restantes mamíferos vêm de forma tão imediata.

Por isso um ser humano não pode renunciar à sua sensibilidade e dizer-se fraco, porque na sua fragilidade reside muita da sua beleza interior, conseguindo ter uma visão e uma percepção que a maioria dos seres não tem.

7 comentários:

vinte e dois disse...

Acho que deveria haver pelo meio uma fase que seria " A adaptação". As pessoas não são iguais, e há uma fase em que se encontram os pontos comuns, enquanto se tenta tb uma adaptação ao que por vezes não nos agrada no outro, mas que é importante aceitar para que uma relação dê certo :)

Deepak Gopi disse...

:-} Hi..
Panda may be thinking what to do next.

passarola disse...

estou de acordo com o 22 .. além destas também há outra fase..mais triste mas não vou falar dela, porque não vale a pena.. mas ..boa análise..
e..se o subsolo não chega?

betty coltrane disse...

...................

Estou sem palavras. O que quer dizer que esta aprovadissimo!

.......................

Deixa-me digerir mais um bocado, depois talvez consiga comentar! Melhor! Digo-te depois quando voltar, no natal! =)

little_blue_sheep disse...

...gostei do post!...fizeste uma boa sintese e reflexão do assunto!
;)

beta disse...

Sim senhora! Excelente texto.

Parabéns

refugee disse...

Obrigado a todos, espero que gostem e venham a reflectir e a escrever muito sobre a teoria dos sentimentos, se é que a razão se aplica o mundo dos sentimentos.
Para o 22- a fase da adaptação é existe mas como não é uma fase estanque e se repercute no tempo todo da relação não a mencionei, mas é possível que existam muitas outras fases.