segunda-feira, julho 24, 2006

kaboum les pititis


foi mágico. apesar de na primeira noite estar um frio de bater o dente.
o porFiar 2006 valeu realmente a pena. o «rencontres des boîtes» era um espectáculo muito original, com uma ideia que não é muito consensual. para se apreciar o mais possível do espectáculo a ideia era o espectador deambular pelas várias mesas espalhadas pelo miradouro, iluminadas pelas chamas tímidas que brilhavam dentro dos candeeiros. para se conseguir compreender a história tinha de se prestar muita atenção não só à linguagem corporal dos actores (e que actores!) como também àquela miscelânea de línguas que eles falavam. como tal muitas das histórias não deu sequer para ver porque o espectáculo não durava muito tempo. acho que é mesmo o único ponto fraco a apontar, o não ser possível absorver calmamente cada interpretação.
em todo o caso recordo com um arrepio a intensidade com que alguns actores olhavam para quem estava a assistir, os gritos ecoantes de alguns deles, as canções tristes cantadas por alguns deles.
e para completar a actuação arrebatadora a procissão atrás dos actores que iam cantando. dava vontade de os abraçar e de os beijar a todos.dava vontade de ficar à conversa com eles, ainda para mais havendo 20 deles que não eram portugueses.
fui ver a primeira noite e não consegui deixar de ir na segunda noite.
foi mágico mesmo.

raios partam os telemoveis mais as suas câmaras fotográficas xpto...mas ficou com um certo encanto, o amarelo que quase não deixa perceber os contornos do corpo dos actores!

3 comentários:

betty coltrane disse...

isso do abraçar e beijar é que já não sei se eles gostariam... quer dizer, não me importava de fazer isso a alguns... ;)

A parte final era realmente mágica! aquela música, as vozes... lindo! fica mesmo na memória!

filipelamas disse...

Fiquei com vontade de conhecer o Porfiar. Bela sugestão para o próximo ano!

amazing disse...

Ainda sobre aquele post das letras de músicas.

Devias conhecer as letras do álbum "Forever Blue" de Chris Isaak que retrata o que se passou com ele.
Aliás, por trás do CD está uma carta de amor que ele escreveu à namorada que o deixou.
É um romântico por natureza.