sábado, dezembro 30, 2006

r.i.p. 2006


tenho tido algumas ideias para escrever por aqui. mas não tenho tido lá muito tempo.
como tal, quero desejar um feliz ano de 2007 a todos os que passam pelo meu blog, às visitas habituais as quais considero já como amigos e a quem passe mesmo sem comentar.
aproveitem os últimos dias deste ano.
esqueçamos as tristezas (com alguma ajuda mais química ou sem ela....) e festejemos.
a vida não pára, mas o início de um ano tem sempre aquela carga de recomeço...
eu cá recomeçarei com os posts já no próximo ano.
ah...e tenham juizinho na estrada...

terça-feira, dezembro 26, 2006

banda sonora para hoje

há que tempos que eu andava a suspirar por este cd.
abanaram-se as fundações.
saí do marasmo.
estou como nova.

segunda-feira, dezembro 25, 2006

o vazio que sinto depois do dia de natal...
não o desejo a ninguém...
tento combatê-lo com isto.

mas acho que não está a resultar.
mas porque é que os momentos felizes têm o condão de me deixar com uma ressaca dolorosa? ou então, porque é que eu tenho o condão de transformar os momentos felizes numa ressaca?




sábado, dezembro 23, 2006

feliz natal

estive a reparar...este blog já não tinha uma foto há uns quatro posts...vamos lá animar aqui o cantinho.
aproveito então esta imagem para fazer uma coisa que ainda não tinha feito neste blog. desejar a todos os leitores, visitantes, comentadores, amigos, etc.,um feliz natal, sobretudo com um espírito de harmonia e de felicidade.
relaxemos um pouco, nem que seja nestes próximos dias.
depois já podemos voltar às picardias e aos acessos de fúria, há tempo para tudo nesta vida.

...

não entendo.
por que raio é que chamam ao frio «mau tempo»? sim, porque é que só as condições atmosféricas mais rigorosas típicas do inverno é que são assim denominadas de «mau tempo»?!
um calor de 40 graus, que nos suar até à desidratação, um sol que de tão forte queima a pele em poucos minutos, um ar que de tão abafado praticamente se torna irrespirável, não é mau tempo.
mas o solinho de inverno que nos faz esquecer um pouco o ar frio que resseca a pele, a geada acumulada nas ervas e e nos carros...isso sim é mau tempo.
que se considere que a chuva forte e o vento sejam mau tempo, isso não me faz muita confusão. de facto nessas alturas há muito mais probabilidade de ocorrerem prejuízos para as populações, é mais provável que se danifiquem os bens. agora, o frio?! que mal tem o frio?! põe-se mais uma camisola em cima, veste-se o pijama por baixo das calças, há sempre qualquer coisa para remediar.
já o calor...como se alivia o calor?!

dá para perceber como eu adoro este tempo, não dá?

sexta-feira, dezembro 22, 2006

hoje...

...foi o dia do orgasmo global. às 15 horas era suposto todos nós termos atingido um orgasmo simultâneo, de modo a adicionarmos energia positiva à própria energia da terra, para a paz no mundo. bem, eu infelizmente não contribui mas acredito que tenha havido muita gente empenhada em conseguir o feito. por isso, agora resta esperar pelos resultados.
...descobri que um bloqueio criativo se resolve com uma dose maciça de knights of cydonia dos muse.
...comprei as últimas prendas de natal, finalmente, já não se aguenta aquela moínha na cabeça «o que é que vou comprar para não sei quem?...será que vai gostar?...». realmente o natal está assim, que se pode fazer? mas eu até gosto, por isso não tenho com que me queixar.

quinta-feira, dezembro 21, 2006

post um pouco chato por isso quem não quiser ler pode esperar pelo próximo mas isto tinha que sair porque estava-me aqui atravessado como uma espinha

em termos de balanço de fim de ano surgem inúmeras listas de melhores em tudo. seja o melhor filme, a melhor canção, o melhor álbum, ou o melhor concerto.
a radio radar levou a cabo uma iniciativa engraçada, a de pôr todos os ouvintes a votar naqueles que acham que foram o melhor álbum e o melhor concerto de 2006.
os resultados podem ser consultados aqui.
o que me leva a escrever este post são as palavras do nuno galopim, ontém, enquanto se revelavam os resultados da votação.
nuno, se me estás a ler (hipótese tão remotamente improvável que até diria impossível, mas adiante) és um grande profissional, não questiono a tua qualidade enquanto crítico de música, de cinema, pode até dizer-se que invejo um pouco o teu trabalho mas não é isso de que se trata aqui. por um lado até tens alguma razão quando dizes que o álbum do thom yorke ficou tão bem posicionado devido à comunidade de fãs que os radiohead têm em portugal, já que eu própria votei para ver se era dada mais alguma visibilidade a um (excelente) álbum que praticamente foi ignorado pela rádio dita a alternativa. é que isto de escolher o melhor álbum do ano é-me muito difícil. mas perante tal pergunta a resposta mais óbvia, aquela que me surge automaticamente é mesmo esta: thom yorke, the eraser. sim, os radiohead são a minha banda favorita. sim, se encontrasse o thom yorke no meio da rua tinha uma reacção da qual provavelmente não me iria orgulhar lá muito, mas isso é porque o admiro e fico embevecida cada vez que o senhor surge na televisão ou num outro qualquer meio de comunicação (não dá para evitar, é um ídolo para mim *ponto*) e sim, o álbum é mesmo fantástico, a voz do thom parece que soa melhor que nunca, é maravilhoso no seu minimalismo electrónico, na simplicidade das melodias, e na beleza e teor crítico das letras. contudo, para o senhor nuno trata-se de mais do mesmo. eu acho tanta piada quando os críticos dizem que o trabalho de um qualquer artista é mais do mesmo...em primeiro lugar, discordo totalmente com a opinião de que o eraser é mais do mesmo. a meu ver distingue-se muito bem até do trabalho levado a cabo pelos radiohead. muito mais despojado, muito mais simples, em suma diferente. mas então qual é a banda que não faz mais do mesmo? todas têm ritmos criativos diferentes, numas alturas soam mais a isto, noutras soam mais àquilo, mas os membros são os mesmos e ainda que não sejam...o trabalho é editado com o nome da banda. mais do mesmo? se mais do mesmo significa a continuação do trabalho levado a cabo então que seja.
contudo não me venham dizer que o the eraser é mais do mesmo, não admito, é ridículo, é um trabalho independente, sem interferências dos outros membros da banda, ainda que as melodias sejam aquelas que não foram aproveitadas para o kid a todo o trabalho de arranjo e de composição das letras foi levado a cabo pelo thom yorke.
por isso é favor não reduzir este álbum a um mero exercício anti-stress do vocalista dos radiohead. é um excelente álbum, não agrada a quem não tem de agradar mas não é por ser mais do mesmo e acabou!

quarta-feira, dezembro 20, 2006

Veja o filme, leia o livro

Por acaso sou adepto das obras adaptadas aos cinemas e depois as leituras dos livros. Mesmo que não sejam fiéis torna-se muito mais fácil lê-las, imaginando o desenrolar da estória, as caras dos personagens, os cenários, quase tudo. Absorve-se o livro muito mais rápidamente, sobretudo em obras confusas. Quando li O Processo tinha visto o filme e nunca consegui deixar de ver a cara de Anthony Perkins no papel de K. Além disso conseguimos reter muito melhor a trama porque temos imagens das cenas que associamos ao desenrolar da estória, e também comparamos a fieldade de determinada adaptação cinematográfica à obra adaptada. Vi-me muitas vezes a ler a Trilogia do Senhor dos Anéis e a comparar constantemente com o filme a dizer «isto vinha no filme, isto não vinha, isto está ligeiramente diferente». Torna-se um pouco mais difícil com adaptações livres, mas estas mesmo assim dão-nos rostos, cenários, divisões de casas que me custa muitas vezes a imaginar em abstracto e que são essenciais para nos concentrarmos no enredo. Imaginem como seria muito mais fácil ler Os Maias, conseguindo reviver as cenas de Sintra em detalhe, sobretudo o Eça que descreve tudo em pormen0r, tão típico do realismo. Depois também conseguirá fazer uma crítica das adaptações muito mais fundamentada, tanto da obra, como do livro, comparando as duas mais minuciosamente.
Ler o livro e depois o filme torna-se um pouco mais difícil, porque detalhes da obra já nos escaparam, sobretudo quand0 já passou bastante tempo desde que a lemos. Por isso, se puderes, vê o filme e só depois lê a obra....
Depois também conseguirá fazer uma crítica das adaptações muito mais fundamentada

terça-feira, dezembro 19, 2006

já era para ter escrito sobre isto no domingo. se o tivesse feito tinha sido das primeiras pessoas a fazê-lo. mas como não me apeteceu agora não passo de uma macaca de imitação, ao reboque de outros blogs.

há que lutar contra a preguiça! urgentemente!
para me penitenciar amanhã levanto-me às oito da manhã!

segunda-feira, dezembro 18, 2006

belo perfume


devo ser das poucas pessoas que gostaram da adaptação para o cinema do livro de patrick süskind, o perfume.
li críticas que arrasavam o filme, dizendo que era um exercício vazio, com uma orgia gratuita pelo meio.
não foi esse filme que eu vi.
o filme que vi foi uma adaptação extremamente fiel do livro, com excelentes interpretações, com uma fotografia maravilhosa, filmado com uma sensibilidade e uma suavidade perfeitas.
a história já é bem conhecida, a de um ser estranho, um homem com um olfacto sobrenatural que nasce sem um cheiro próprio, logo é como se não existisse. não causa repugnância mas também não causa qualquer simpatia, ninguém nota que ele lá está. a obsessão da sua vida está em recolher o cheiro de jovens virgens, recentemente mulheres, e com ele criar o melhor perfume do mundo. uma vez conseguido esse perfume, a primeira vez que o usa é para escapar da forca e o efeito que o perfume tem na população enfurecida é o de despertar um desejo sexual vindo do mais profundo do ser (ao qual nem o padre escapa) que vai desembocar numa orgia colectiva de centenas, milhares de pessoas...
o que vi ontém no filme foi exactamente tudo o que imaginei ao ler o livro.
saí do cinema com um sorriso pateta no rosto, deslumbrada, extasiada, enquanto ao meu lado ouvia pessoas a queixarem-se que merda de filme.

o único reparo a fazer: a personagem de jean baptiste grenouille do filme é de certeza mais atraente que a personagem do livro.

sexta-feira, dezembro 15, 2006

desabafos

apetece-me adoptar uma posição muito tuga e queixar-me um bocadinho.
o teste de hoje correu-me mal, bastante mal, pelo menos à primeira vista. tanto trabalho, tanto empenho, para chegar à hora da verdade e não conseguir filtrar a informação. satura, desilude, são muito anos a estudar, não quero pensar que seja cansaço pois agora o que mais faltava era morrer na praia, mais dois anos e acaba-se a faculdade, é preciso é tranquilidade como diria ou outro, apesar de ainda não ter a mais pequena ideia do que fazer com o curso acabado mas não quero pensar muito nisso porque devemos viver um dia de cada vez, senão aí é que puf, fritam-se os miolos com tanta preocupação e eu ainda sou muito nova para pensar como uma velha.

respirar fundo.

o que é certo é que tudo isto foi o culminar de uma semana nada fácil, com o carro morto logo na segunda feira por causa do frio.
com o esquecimento do cachecol no bar velho da faculdade, prontamente surripiado sabe-se lá por quem, foi como se o chão se tivesse aberto e o cachecol estivesse neste momento a servir de agasalho a uma qualquer toupeira. que não há gente séria naquela faculdade do demo já eu sabia, mas bolas...um cachecol, castanho, liso, nem sequer era burberrys ou tommy hilfiger ou feira de carcavelos, logo à partida não constituía uma atractivo para a fauna que habita a faculdade de direito da universidade de lisboa. não entendo.
atacou-me também uma constipação. eu. que raramente me constipo. que saio para a rua de cabelo molhado todas as manhãzinhas, que apanha os germes todos do comboio e do metropolitano, julgava que as minhas defesas estavam mais preparadas. as malvadas deixaram-me desprotegida e pronto, lá veio a ranhoca, a voz rouca que no meio de tudo ainda é o que menos me incomoda, a tosse de tabaco sem o ser.

estou de férias agora. mas nem por isso me sinto lá muito animada.
acho que vou pegar num livro e ver se esqueço tudo isso.
porque afinal, que razão tenho eu para estar chateada?
eu sei do que estou a precisar...

quinta-feira, dezembro 14, 2006

segunda-feira, dezembro 11, 2006

antes que seja tarde demais...


não esperei pelo ano novo para começar a estabeler objectivos a cumprir.
comecei logo ontém.
decidi então que vou tentar fazer com que o meu primo de 11 anos comece a ouvir música.
o meu sonho é ele um dia mais tarde se virar para mim e dizer: sabes prima, ainda bem que me mostraste a porcaria de coisas que eu andava a ouvir. obrigado por me teres apresentado boa música.
talvez seja a minha vocação para madrinha a falar mais alto (apesar de não ser madrinha de ninguém, pelo menos por enquanto).
o que acontece com o meu primo é o que está a acontecer a esta geração mais jovem. é a geração que ouve o hip hop importado dos u. s. of a. é a geração que papa televisão a toda a hora e não pega num livro. é a geração que tem telemóvel e playstation quase antes de aprender a ler. às vezes acho que se estivesse mais tempo com o meu primo tentava mudar um pouco as coisas, mas também não quero se chata nem imiscuir-me na educação que os pais lhe dão. mas acho que posso tentar dar-lhe umas luzes acerca do que ele deve ouvir e do que não deve. porque me se me tivessem feito isso quando tinha a idade dele provavelmente não teria gasto dinheiro em merchandise e cds dos backstreet boys, nem dos aqua...nem dos vengaboys...adiante, que isto corre o risco de ficar muito humilhante.
acho que todos passámos pelo mesmo...a música pop «pastilha elástica», as imitações dos nossos ídolos ( saber as coreografias das spice girls...cof cof...) mas francamente...quando o miúdo me mostra as fotos que tem no telemóvel (!) e são todas dele em poses de rapper-mete-nojo-norte-amerricano a.k.a. 50 cent algo se acendeu em mim:
tenho de ajudar aquela criança. urgentemente. antes que ele fure as orelhas e comece a usar brincos como o cristiano ronaldo (ainda não disse que ele quando for grande diz que quer ser jogador de futebol pois não?) ou antes que comece a falar de maneira estúpida ou pior (medo, muito medo...) comece a usar correntes de pechisbeque as pescoço!

domingo, dezembro 10, 2006

devo reconhecer...


...sou completamente obcecada por este filme...
desde a primeira vez que o vi. desde a segunda e da terceira. sei que em breve haverá uma quarta.
racionalmente falando, sei que não é uma obra prima, haverão muitos melhores filmes, ainda na sexta vi um excepcional.
mas quando revejo este filme...há qualquer coisa...e eu sei o que é, é o factor nick cave, não há como negar.

11/12/06: sei que as coisas atingiram um ponto crítico quando se viram para mim e me dizem
«então mas com tantos dvds em casa e só vês o the proposition?» pois.

sexta-feira, dezembro 08, 2006

quinta-feira, dezembro 07, 2006

bibliothéca da phaculdade


hoje tive nas mãos um livro com cem anos.
as folhas totalmente amarelas, já um pouco roídas do bicho, o toque áspero das folhas, a caligraphia à moda anthiga. o estilo era complexo de ler, cheio de palavras caras. afinal, os livros de direito não têm mudado nada passadas todas estas gerações.
eu acho que um livro com cem anos merece algum respeito. não sei, uma estante específica para livros antigos, um acesso mais condicionado.
aquele não tinha nada disso.
nem estava numa estante especial, nem tinha qualquer restrição de acesso. estava ali, pronto a ser manuseado, perdido no meio dos outros, uns mais recentes que outros, ao alcance de quem estivesse a pesquisar sobre a matérias das expropriações.
foi no meu trabalho de pesquisa que me cruzei com ele. desfolheei-o mas não tinha nada que interessasse para o meu trabalho.
apenas o peso dos anos que me fascinou, a fragilidade das folhas que pareciam querer separar-se a qualquer momento, o enchanto da caligraphia.

gostáva que escrevêssemos assim hôje em dia.

segunda-feira, dezembro 04, 2006

a minha grande falta de timing


pois é...é sempre assim. sou sempre a mesma coisa.
leio «lambchop em portugal, aula magna dia 10 de dezembro» e penso: ena, deve ser bom. mas não conheço muita coisa deles...acho que não vale a pena gastar dinheiro, vou guardar para quando vier uma banda que eu goste mesmo muito.
depois anunciam «lambchop em portugal, na primeira parte hands of cuba a banda de kurt wagner, serão cerca de 12 músicos em palco». e eu começo: hmm...se calhar até valia a pena...falo com uma amiga minha: olha sabes o que era porreiro era irmos ver lambchop. ya podes crer, depois combina-se, vamos todos juntos.
não se concretiza.
vai-se a ver, ontém deu-me uma vontade tão grande de ir que quase me doeu no corpo. lugares disponíveis: os melhores da aula magna, alguns mesmo à frente, só preciava de dois.
preço: trinta euros (cada, obviamente...).
mãe, fizémos alguma coisa no euromilhões? nada, nem sequer um número.
...
mais um concerto histórico que eu vou perder.

estes dias têm sido bem difíceis...

domingo, dezembro 03, 2006

às vezes penso, por que tenho eu um blog se não escrevo assim?...
enfim, nem todos podem ser talentosos nem ter o dom da escrita.
escrevo quando me apetece e porque dá-me gozo. assim como me dá gozo ler os comentários que me deixam.
se calhar não tenho medo de expressar a minha banalidade e ainda por cima há quem leia as minhas imbecilidades.
agradeço a paciência, voltem sempre.

sexta-feira, dezembro 01, 2006


mais um bom investimento, contudo decerto não tão duradouro como o anterior...

sei que é natal quando me compram um toblerone de 400g.

quinta-feira, novembro 30, 2006

está-me cá a parecer que foram cinco euros bem gastos...

björk, debut
1993

obrigada bunny por mais um elemento a juntar à minha colecção nickcaviana.

quarta-feira, novembro 29, 2006

a leste do paraíso

East of Eden clip


acabei há dias de ler um livro maravilhoso, o a leste do paraíso de john steinbeck. ou melhor, li o primeiro volume da obra, pensava que era um único volume mas não, afinal são dois.
fiquei agora curiosa para a segunda parte, sobretudo para saber se é na segunda parte da obra que foi baseado o filme com o mesmo título.
não conhecia nada da obra deste autor, mas confesso que adorei a sua escrita, misturando considerações pessoais com a narração da história principal. publiquei uma reflexão do autor num post anterior aqui .
agora fiquei com vontade, não só de ler (primeiro há que encontrar...) o segundo volume do livro como também rever o filme, que tem como protagonista james dean. para quem nunca viu o filme recomendo-o. a interpretação de james dean é impressionante de tão intensa...um daqueles clássicos que já não se fazem...
fica aqui um excerto do filme para perceberem do que estou a falar.

segunda-feira, novembro 27, 2006

oiçam só esta delícia...



daqui:
já tinha falado deste cd quando soube da notícia de que ia ser feito. tinha ficado curiosa quando li a descrição. agora estou rendida.....

sexta-feira, novembro 24, 2006

sem título

dia de dilúvio...
dia também de prazer infinito contigo ao meu lado, eu dou-te o meu calor em troca do teu abraço.
juntos queremos trespassar a única barreira que nos separa, a da carne, dos músculos, dos ossos...pois espiritualmente somos unos. soaram as sirenes, caíu-nos o dilúvio em cima, ecoou nos céus o trovão, empurrou-nos o vento sem nos conseguir apartar...
não temo a tempestade enquanto estiver ao teu lado.

terça-feira, novembro 21, 2006

nighty night


a quem não conhece recomendo vivamente.
a 2: está a transmitir a segunda temporada da série britânica, nighty night, que em português foi traduzida por escuro como a noite.
sou assumidamente fã do humor britânico, desta série em particular. felizmente existe a 2: com o seu espaço britcom, que dá a conhecer as melhores séries britânicas da actualidade (ainda que às vezes com algum tempo de atraso...). pela britcom já passaram séries lendárias como a liga de cavalheiros, the office, little britain, e agora esta nighty night.
nighty night não é aconselhável a pessoas com um sentido de humor muito certinho... é o humor negro puro e duro, a roçar por vezes o mau gosto...
jill é uma cabeleireira, loura espampanante, sem quaisquer escrúpulos. vai tentar tudo por tudo para conquistar don, marido de cath. na primeira série instalou-se em casa da família sob o pretexto de cuidar da doente cath. os planos doentios de jill são a trama principal desta série.

acho que esta frase resume muito bem:
you'll hate yourself for laughing.

britcom, 2:
domingos às 23.15

domingo, novembro 19, 2006

hoje em dia assiste-se ao espectáculo de uma guerra de extermínio entre as forças militarizadas do conceito de grupo e esse bem precioso:o cérebro do homem
Beck - Cellphone's Dead

fica aqui o video realizado por michel gondry para esta cellphone's dead do beck.
quanto há música, já tinha dito há algum tempo e reafirmo, é uma das melhores que ouvi este ano. uma das minhas preferidas do beck.
quanto ao video, está ao nível do génio deste realizador. michel gondry tem recebido algumas críticas bastante más relativamente ao seu último filme, the science of sleep. mas acho que não se pode negar que este senhor tem uma mente extremamente criativa e um imaginário muito fértil, que depois dá nisto, neste videoclip em particular, e em outros já realizados para outras bandas, como os white stripes ou os chemical brothers.

sábado, novembro 18, 2006

boa notícia


Nick Cave lança DVD duplo em Janeiro.

Nick Cave e os Bad Seeds vão ter um DVD duplo editado a 29 de Janeiro referentes à digressão do duplo álbum «Abattoir Blues / The Lyre of Orpheus», os últimos da sua carreira.
O DVD contém imagens de três noites esgotadas na Brixton Academy de Londres e ainda excertos de um concerto no Hammersmith Apollo a 7 de Junho de 2003, durante a digressão de «Nocturama». A edição traz ainda os telediscos respeitantes aos últimos dois álbuns e ainda cenas de bastidores durante a gravação do vídeo de «Bring It On».
A edição especial traz ainda um duplo CD com diversas canções ao vivo de 2004.


vou já começar a poupar...

quinta-feira, novembro 16, 2006

O caminho


O caminho sem destino
Leva-me por caminho nenhum
Faz-me falta a badalada o sino
Porque vou a sítio algum

Se caminho errante, divago
Sem problemas de maior
Mas se nada escrevo, tudo apago
O sofrimento interior

Nada me leva aonde quero ir
Porque não sou livre como o atum?
Podia encarar o oceano a seguir
Por caminho... caminho nenhum

Juntos erramos como um menino
Tu és eu, e nós somos um
Desde de que munidos de sorriso paladino
Não chegamos a lugar algum.

quarta-feira, novembro 15, 2006

banda sonora para hoje


nick cave e chuva é a combinação perfeita...

like a rolling stone

tenho estado algo afastada aqui do meu cantinho...é verdade. o grande deepak já pensava que eu não estava por aqui, mas eu tenho vindo todos os dias ao blog.
só não me apetece escrever.
mas hoje de manhã acordei e pensei: tenho de pôr isto no blog.
ao fim e ao cabo não é nada de especial... vou partilhar o meu sonho de esta noite.
sonhei que conhecia os rolling stones. ou melhor, três deles. o baterista e outro qualquer que sei que era da banda mas a cara não coincide com nenhum dos membros na realidade. foi uma amena cavaqueira, conversámos muito (em português, claro...que os meus sonhos são muito básicos, não envolvem línguas estrangeiras, tirando um pouco mais à frente, como vão perceber) e tirei umas fotos porreiras com o tal baterista e o outro-que-era-da-banda-mas-na-realidade-nunca-vi-tal-cara-na-minha-vida.
como devem calcular, a cereja em cima do bolo seria uma foto com o mick jagger. como tal, viro-me para ele e pergunto-lhe no meu inglês impecável (esta é então a parte em que o meu sonho adquire contornos mais complexos):
- sir mick, can you take a picture with me, please?
e ele recusou.
e pronto, é so disto que me lembro.
não é que seja nada de extraordinário mas foi, digamos, um sonho diferente.

offpost: a tertúlia hoje à hora de almoço foi deliciosa...para empurrar o empadão de carne discutia-se se os animais têm direitos. de um lado, a facção conservadora defendia aquilo que nos ensinaram nos livros de introdução ao direito, logo no primeiro ano, com os nossos cérebros ainda virgens, que os animais não têm direitos. nós é que temos deveres para com eles. a facção de esquerda defendia que os animais têm direitos e que devem ter uma dignidade tutelada por normas à semelhança das normas que tutelam a nossa dignidade.
mas como eu tenho mais que fazer, isto ficará para outro post.
isto e a cena dos ovnis,que não está esquecida oh primo do adamastor.

bunny...apeteces-me muito...
:)

sexta-feira, novembro 10, 2006

...

as 500 pessoas mais ricas do mundo têm um rendimento equivalente ao de 416 milhões de pessoas mais pobres.

fonte: Diário de Notícias de 10/11/2006

...

deu-me uma vontade maluca de ouvir esta música...
os planos para este fim de semana fracassaram...
vai ser um fim de semana banal...




quinta-feira, novembro 09, 2006



um professor chamou-me hoje de boazinha. e o mais curioso é que já na minha última intervenção o tinha insinuado.
no final da aula fui perdir as minhas satisfações.
«então professor, porque é que me está sempre a chamar de boazinha? já da outra vez foi a mesma coisa...»
«ah eu disse isso? mas eu estava a brincar, tenho as suas intervenções muito em consideração.»

ok, mais descansada.
em todo o caso a semente da desconfiança já germina... sou mesmo boazinha?
não acho que seja uma má pessoa, mas boazinha?...
boazinha é a floribella...e eu não tenho nada a ver com a floribella.

terça-feira, novembro 07, 2006

aTOOLada em corpos suados...

o concerto de tool não foi nem muito bom, nem muito mau. foi razoável, bonzinho...
talvez porque eu não fui feita para andar no meio do mosh...de facto nem compreendo sequer o gozo que aquilo dá, estar de costas para o palco, enquanto empurro furiosamente gente que não conheço de lado nenhum...
a banda de abertura foi terrível (a harmonia do caos, nas palavras do refugee) vou dizer o que é mastodon para mim: quatro(ou eram cinco?já não sei bem...) instrumentos, uma bateria, um baixo e duas guitarras numa luta aguerrida para ver qual era o mais barulhento e qual o membro da banda que conseguia tocar mais depressa/com mais força. pareceu-me uma canção que durou uma meia hora, mais coisa menos coisa. as canções sucediam-se mas eu ia jurar que era uma e a mesma, aquilo a mim soava-me tudo igual. consta que eles são uma banda muito reconhecida e excelentes executantes, portanto vou desculpabilizar este meu desagrado com o meu ouvido pouco treinado para aquele som tão violento.
acho que é essa a palavra que melhor define o concerto, tanto de tool como de mastodon.
os decibéis tentavam furar os meus tímpanos violentamente. a vibração do som que saía das colunas batia contra o meu corpo violentamente. fui violentamente pisada (vide post anterior). fui violentamente empurrada e violentamente afastada de perto do palco. o rapaz ao meu lado suava violentamente, e enquanto saltava eu só pensava esta roupa vai para lavar...
quanto ao concerto de tool, o vocalista, maynard james keenan, apareceu envergando uma máscara de oxigénio com um microfone dentro, o que foi causando os seguintes pensamentos:
uau! olha o maynard!
então mas o gajo nunca mais tira a máscara?
não me digas que ele não vai tirar a máscara durante o concerto...
f***-se, já viste? o gajo nem sequer tirou a máscara...
visulamente foi espectacular...os quatro ecrãs por trás da banda iam passando ou os videoclips das canções ou filmes feitos propositadamente para concerto. um pano enorme erguia-se por trás, mostrando o artwork do último álbum da banda 10.000 days. luzes, lasers...um espectáculos belíssimo ao qual se mantinham alheios os anormais do mosh.
o concerto pecou por ter durado pouco. de facto, ao fim de uma hora de concerto a banda reune-se e começa-se a despedir, começava aí o primeiro encore que demorou mais uma meia hora. sinceramente fiquei contente quando acabou, mas compreendo quem foi lá para os ver e saiu desiludido não só devido à curta duração mas também porque o alinhamento não trouxe quaisquer surpresas.
foram eficientes, mas ficaram muito abaixo da minha disposição de pagar trinta euros.
ficou a promessa de voltarem no próximo verão. não descarto a hipótese de os ir ver de novo caso a minha querida companhia queira ir ver.
mas para a plateia nunca mais...

desculpem o título, mas desde o post sobre o concerto de muse que me viciei em trocadilhos com nomes de bandas...

segunda-feira, novembro 06, 2006

sábado, novembro 04, 2006

amanhã

...

para provar que eu não falo só do tempo e de como gostava que estivesse um friozinho a valer para poder vestir os meus casacões, aqui está um post muito a sério escrito por mim

quinta-feira, novembro 02, 2006

Hum(an)idade


Tenho saudades do frio
De a chuva a escorrer pela janela
De abandonar definitivamente o estio
De permanecer em casa com ela

Sim dizer que te amo Bela donzela
Que o teu perfume é fragrância
Do orvalho matinal,
Puni-me, senão me falta a sindicância
De responder por este amor fatal

E a chuva bate na vidraça
Já dizia o grande Pessoa
E as palavras escorrem-me como fios de água
Mas ao contrário da chuva este amor não passa
E me diluvia eternamente de prazer e mágoa.

Sim quero estar cá dentro
Sentir o calor animal, natural
Que há em nós, reflectir em ti o meu calor
Mas se quero disfrutar deste amor frugal
Como prantos de chuva e dor

Não, ao contrário deste amor não passa
Esta chuva que me aquece
E o amor não devassa
Lava-me por dentro que a paixão não esquece!

segunda-feira, outubro 30, 2006

october swimmer


deve haver muita gente radiante com o quentinho destes dias.
mas não eu.
este calor horrível, este tempo quase tropical está a dar-me cabo dos nervos! onde já se viu vir a transpirar no carro o tempo todo por causa dos estofos tão quentes que até queimam?em pleno outubro? o calor que sinto agora enquanto estou em casa a estudar era o mesmo que sentia para aí em...maio? junho?
o que é que eu pretendo com este desabafo? nada de especial, como o próprio nome indica é apenas um desabafo. mas quem me dera ter o poder de descer a temperatura até a uma máxima de 18º/19º e de puxar as nuvens para encobrirem este sol doentio que me faz suar quase em novembro.
e então depois de ler este artigo menos contente fico.

domingo, outubro 29, 2006

banda sonora domingueira


the white stripes
white blood cells

os muse já se estavam a tornar uma obsessão.

sábado, outubro 28, 2006

I'm aMUSEd

agora sim, acho que me sinto em condições de escrever sobre o concerto de muse no passado dia 26.
devo dizer que estava com enormes expectativas, o tempo de espera só serviu para aguçar ainda mais o apetite pelo senhor bellamy e companhia.
as hostes foram abertas pelos poets in process, pontualíssimos, com uma musiquita não propriamente muita entusiasmante mas deu para passar bem o tempo, a última música deu até para bater o pézinho com muito gosto. a vocalista aspirava claramente a ser uma espécie de juliette lewis, o que obviamente não conseguiu mas ainda assim mostrou ter atitude.

o muse deixaram-nos ficar cerca de 40 minutos à espera, mas quando o pano negro que cobria o palco caiu percebemos imediatamente o porquê da demora.
um enorme ecrã servia de pano de fundo à actuação da banda, nele foram projectadas diversas imagens, que passaram por uma constelação e por imagens claramente anti-bush que deram ainda mais sentido às letras das músicas já de si marcadamente políticas.
o concerto abre com a poderosíssima take a bow, que é também a música de abertura do mais recente cd. e deu logo para ver que as pessoas que enchiam o campo pequeno estavam em êxtase, deu-se uma erupção de vozes quando no refrão bellamy canta «and burn, you will burn, you will burn in hell».
a ligação da banda com o público estava consumada. a partir daí foram cerca de duas horas absolutamente inesquecíveis.
a resposta para a questão «então mas...onde está a bateria??» foi dada imediatamente a seguir, uma vez que esta encontrava-se no interior de uma coluna lumisosa, cujo topo se deslocava para cima e para baixo, consoante o efeito que se pretendia dar. realmente há que realçar que a nível estético o concerto foi fabuloso. mas felizmente não foi apenas uma coisa boa de se ver...foi ainda melhor de se ouvir. todos os clássicos, ou praticamente todos, uma vez que é impossível agradar a toda a gente e decerto todos os que lá estavam gostavam de ter ouvido uma qualquer canção que eles não tocaram (no meu caso, hyper music do álbum origins of simetry) passaram por lá. a voz de bellamy é soberba, brota de um corpo franzino com uma força enorme. exímio guitarrista.

é-me difícil destacar pontos fortes no concerto...foi perfeito, poderoso, muito devido à qualidade das músicas mas também porque os muse são exclentes músicos, não muito comunicativos é certo. ainda assim mathew bellamy conseguiu arrancar umas boas ovações com o seu esforço por falar português quando introduzia uma nova canção.
muscle museum é já um clássico. é uma grande canção, arrancou o maior coro da noite.
para mim, o concerto não podia ter terminado da melhor maneira...com o novo single, knights of cydonia. o campo pequeno em uníssono:

no one's gonna take me alive
time has come to make things right
you and I must fight for our rights
you and I must fight to survive.

não sei quantas almas em êxtase...
por mim tinha durado mais umas duas horas...

quando voltarem cá lá estarei.

um apontamento só para o merchandising. o preço das t-shirts era elevado, como já é tradição nos concertos. mas eu como parva que sou lá gastei €25 numa. enfim, o que eu queria era dizer que até cuecas havia a vender...é verdade. posters, pins, t-shirts, cuecas...não vi o preço mas deviam ser giras.

para finalizar deixo aqui dois links:
aqui podem ler um outro relato do concerto
aqui podem ver vídeos do concerto


quarta-feira, outubro 25, 2006

terça-feira, outubro 24, 2006

rain down on me

a noite de hoje promete.
promete muita chuva e muito vento, promessas essas que já estão a ser cumpridas desde o início da tarde.
promete também muita leitura. a cama está à minha espera, apesar de ainda ser cedo. tenho dois livros também à espera de serem por mim lidos.
e quando a leitura já não me atrair, resta-me desligar as luzes e ouvir os uivos do vento, a chuva que bate como que com vontade de querer entrar pela casa dentro.
só uma coisa me falta esta noite...

por isso, música para esta noite é umá mushicá com muitá chuvá (nas palavras do senhor cave em paredes de coura o ano passado).

segunda-feira, outubro 23, 2006

I'm a believer

A horas tantas, na aula de direito da família deu-me para isto...


já podem ver a concentração...
mas o pior estava para vir...
o longo e interminável bocejo que foi a aula de direito penal...

o gajo da pandeireta é genial.

sexta-feira, outubro 20, 2006

se é para chorar, choremos os dois...

quinta-feira, outubro 19, 2006

desabafo...

o que fazer quando na faculdade de direito se praticam injustiças bárbaras e descaradas?...
se isto vos interessar leiam aqui

western muse

Knights of cydonia


este vídeo está soberbo...depois de ter ficado um pouco desiludida com o vídeo que fizeram para a starlight, estou completamente rendida a este. a música ganha uma dimensão ainda mais épica...


e dentro do género western porque não sugerir, para quem não viu, o western escrito pelo nick cave, «the proposition».

quando soube que iria ser apresentado no festival indie lisboa tive logo a certeza de que não podia perder. as expectativas eram elevadas, já que eu e a minha querida betty coltrane somos devotas desse grande senhor da música, e sabíamos que daquela cabecinha genial só podia sair coisa boa. e, de facto é um grande filme. excelente argumento, diálogos muito ricos e repletos de grandes frases, personagens densas, e...muita mosca...bastante sangue também. brutal e belo ao mesmo tempo.
tenho urgentemente de o rever, comprei o dvd há pouco tempo e ainda não vi.
fica a sugestão.

falta exactamente uma semana para o concerto de muse.

terça-feira, outubro 17, 2006

beck is back


ando um bocado sem tempo, por isso não vou escrever muito.
venho deixar aqui aquela que, a par da nova do sergio godinho (que não encontrei sitio na net para deixar aqui o link para mostrá-la...) é a minha canção do momento.
o novo cd do beck está muito apetecível...

domingo, outubro 15, 2006



esta sou (mais ou menos) eu.

quando não há mais nada para fazer isto é uma alternativa...

sexta-feira, outubro 13, 2006

e agora pergunto eu:

alguém já ouviu a nova do sérgio godinho?...
é tão linda mas tão linda...fico completamente derretida, rendida, embevecida...

já agora, acho que se chama «às vezes o amor». tem uma letra genial, outra coisa aliás não seria de esperar. estamos a falar de sérgio godinho.


quarta-feira, outubro 11, 2006

idiot slow down...

tentando arrumar o sótão.
as coisas valiosas, tenho de ter o cuidado de as limpar, de apreciar a sua beleza.
as coisas que não prestam, lixo.
poluem a vista, tapam as coisas valiosas, fazem-me esquecer de que elas estão lá e de que existem, de que são reais, e que a todo o momento posso tocar nelas, posso sentir a textura, posso ouvir os sons e deleitar-me com o seu cheiro.
a todo o momento aparecem mais coisas valiosas, por vezes sem eu estar à espera, por vezes sem me aperceber.
junto as novas às mais antigas, o espólio vai crescendo mas curiosamente o espaço não pára de aumentar. e na minha ânsia de o preencher quase que me esqueço das que já tenho...

segunda-feira, outubro 09, 2006

e se o subsolo não chega

Parece que as relações são feitas de equilíbrio, e quando ela tem muita nata é porque a mostarda que vem aí é feia e grossa. Não querendo ridicularizar um assunto tão sério, vou abordar um pouco do prisma pessoal, para que uma pessoa especial a possa ler, e saiba que a amo muito, muito, muito.

Pode-se considerar, três tipos diferentes de amor: o amor platónico ou ideológico que será aquele que os crentes têm para com Deus; o amor familiar ou fraterno que os pais têm para com os seus filhos e vice-versa, que os tios têm com os sobrinhos, entre irmãos e daí por diante dependendo do grau de afinidade e de parentesco; e o amor afectivo. Há também na minha opinião há também o amor-amizade, que é o amor que nutrimos pelos nossos melhores amigos.

O amor como tudo no mundo que afecta o mundo sensível e inteligível carece de equilíbrio. Eu diria que uma pessoa equilibrada é uma pessoa perfeita. Nesse sentido, há que notar que exis-tem várias pelo menos duas ou três grandes fases no amor:
  1. o primeiro é a paixão, que é aquele sentimento intenso e fervoroso que acontece numa fase muito verde do relacionamento amoroso, que carece ainda de amadurecimento e que com dificuldade se pode chamar amor;
  2. a segunda fase é a da aceitação, que pode ocorrer durante toda a relação, mas que tem nesta altura a sua especial importância porque pode-se determinar por intuição e instinto se aquela pessoa não é a mais determinada para ter uma relação connosco, o que elimina fugachos e obviamente relações de interesse, que se prolongam falsamente;
  3. o terceiro é a descoberta dos parceiros, fase em que os parceiros expõem as suas perso-nalidades por completo e aceitam a sua pessoa amada como parte do seu for intímo, o que inclui obvia-mente a sexualidade da pessoa;
  4. em quarto lugar vem a fidelidade, e a sua exigência, sobretudo nas culturas monogâmicas (enguia-lobo), que se determina pela retracção dos desejos sexuais em relação a outra pessoa que não o seu parceiro;
  5. quinto e parece-me último lugar, a comunhão de vidas e total dedicação. Por esta altura os parceiros dedicam-se a tempo inteiro à vida um do outro, tendo um vida quase simbiótica, de mútuo respeito carinho e compreensão e amizade.

Estas são as principais fases que eu aponto como principais para uma relação amorosa. Obvia-mente poderam haver mais. Pode-se estabelecer critérios e fronteiras conceptuais para os sentimentos mas tem sido desde sempre difícil delimitá-los e identificá-los com rigor, sendo mesmo confuso para quem os possa sentir, pelo que a ponderação e reflexão são o oposto do sentir, mas eternamente dependente deles, e um ser vivo sem sentimentos é meramente um ser vivo, e não podemos nós seres humanos a reivindicar como espécie os únicos a sermos verdadeiramente sensíveis, bastando olhar especialemente para outros mamíferos como nós e facilmente refutar essa teoria. Todavia, a nossa extrema sensibilidade, abriu-nos os controbnos de visão e a relatividade das «cenas» que os restantes mamíferos vêm de forma tão imediata.

Por isso um ser humano não pode renunciar à sua sensibilidade e dizer-se fraco, porque na sua fragilidade reside muita da sua beleza interior, conseguindo ter uma visão e uma percepção que a maioria dos seres não tem.

domingo, outubro 08, 2006

se souvenir des belles choses


li algures que não sei o quê era como os filmes da 2:, boas surpresas inesperadas.
não posso dizer que ontém tenha encontrado este por acaso, já que vi que ia dar e pela descrição pareceu-me muito interessante. e não me enganei.
se souvenir des belles choses está brilhantemente filmado, poético quanto baste, romântico sem ser lamechas. com interpretações brilhantes, poderosas, com momentos ternos e outros de grande violência emocional.
fica aqui a sinopse.

Nathalie conduit sa soeur cadette Claire, une jeune femme réservée d'une trentaine d'années, dans un centre pour amnésiques appelé "Aux écureuils". Celle-ci a reçu un coup de foudre en forêt et présente de légers troubles de la mémoire. Le centre "Les Ecureuils" a accueilli quelques années auparavant leur mère, décédée jeune de la maladie d'Alzheimer.Claire pénètre au sein d'un univers curieux et décalé. Elle y fait la connaissance de Philippe, un homme de quarante ans qui a perdu la mémoire à la suite d'un accident de voiture qui a coûté la vie à sa femme et son fils. Tous deux tombent amoureux l'un de l'autre.

é verdadeiramente tocante ver o sofrimento da personagem principal, à medida que o fim do filme se aproxima e as palavras se tornam cada vez mais difíceis de serem articuladas, quando já nem se lembra onde fica cada uma das divisões da casa.
fica a minha sugestão a quem queira tentar encontrar o dvd, eu achei um filme excepcional.

sábado, outubro 07, 2006

vício

Muse - Starlight


confesso que foi-me muito difícil habituar a esta canção. no início achei que era nada muse, muito fraquinha quando pensava no resto do trabalho da banda.
ainda que continue a achar muito diferente do que costumavam fazer, aliás como o resto do álbum, esta canção entranhou-se em mim de tal maneira que só me apetece cantar hooooold you iiiiin myyyy aaaarms i just wanted to hooooooold you in myyyyy aaaarms.
fiquei foi um bocado desiludida com o videoclip...sinceramente...
o facto de irem num barco até enfim...a letra diz «far away, this ship is taking me far away». ok, enquadra-se. subitamente anoitece e até é bonito o efeito dos foguetes de sinalização. então, reaparece a claridade do dia...e reaparece a noite...e parece q podíamos estar nisto em ciclos. sem mudanças, os mesmo planos de câmara. no surprises.
não estou com isto a querer armar-me em crítica de videoclips mas tinha que partilhar o meu desapontamento.

quinta-feira, outubro 05, 2006

não compreendo a agitação da minha mente.
de noite todo o tipo de sonhos me assaltam a cabeça, nunca são assustadores, raramente perturbadores, mas muito fortes, muito visuais, quase reais.
com tudo isto não durmo um sono reparador, acordo todos os dias de manhã com uma sensação de cansaço, como se tivesse estado toda a noite acordada, a conversar com pessoas que não vejo há muito tempo, a resolver problemas que não existem, ou pelo menos penso que não existem na minha vida quotidiana, a visitar sítios que nem conheço. não é uma experiência agradável, sinto a mente cansada, um peso na cabeça que não melhora com o passar dos dias.
espero que seja um sintoma de férias a mais e não de intelecto a menos.

update: hoje sim, acordei revigorada. estava a ver que não.

segunda-feira, outubro 02, 2006

f&=#-se!!

não perguntem como.
há bocado consegui a proeza de quase deitar o monitor ao chão. podia ter sido pior mas ainda assim aterrou na madeira da secretária e agora ficou com uma mancha, um desbotado, um arranhado luminoso. prevêm-se outras marcas de guerra, desajeitada como sou.
não há duvida que estes monitores fininhos de lcd são muito bonitos, dão jeito porque ocupam pouco espaço, têm umas cores mais brilhantes e uma imagem melhor indiscutivelmente.
mas hoje ter-me-ia dado jeito um matacão dos outros, pelo menos não tombava quase de certeza...porque eu sou desajeitada mas levezinha.

domingo, outubro 01, 2006

é domingo, deu-me para isto



parece que a banda sonora deste domingo vai ser esta.

infelizmente não está um céu cinzento a ameaçar chuva, só assim ficava a condizer com a banda sonora. o primeiro de outubro esta quentinho, não devia ser assim...acho que hoje apetecia-me ser uma personagem daqueles filmes estúpidos de hollywood e ter poderes igualmente estúpidos. apatecia-me ter o poder de mudar o estado do tempo e chamar as nuvens negras, o vento frio. depois ia buscar uma mantinha e deixava-me ficar tapada, a ler um livro e a beber chocolate quente.

alguém podia-me dizer agora: «então mas queres apressar as coisas porquê? hão-de vir muitos dias de frio e de chuva.» pois é pois é...mas agora podia estar descansada a ler, ou a ouvir a banda sonora que hoje escolhi, ou mesmo sem fazer nada que o prejuízo não ia ser muito. mas provavelmente quando as condições meteorológicas que hoje desejo se reunirem num qualquer domingo de outubro ou novembro já terei de estar ocupada a procurar artigos num código qualquer para dar solução a um qualquer caso prático inventado pelas cabecinhas tontinhas do direito...

Echoes (Gilmour, Mason, Waters, Wright) 23:27

Overhead the albatross Hangs motionless upon the air
And deep beneath the rolling waves
In labyrinths of coral caves
An echo of a distant time
Comes willowing across the sand
And everything is green and submarine.

And no one called us to the land
And no one knows the where's or why's.
Something stirs and something tries
Starts to climb toward the light.

Strangers passing in the street
By chance two separate glances meet
And I am you and what I see is me.
And do I take you by the hand
And lead you through the land
And help me understand
The best I can.

And no one called us to the land
And no one crosses there alive.
No one speaks and no one tries
No one flies around the sun....
Almost everyday you fall
Upon my waking eyes,
Inviting and inciting me
To rise.
And through the window in the wall
Come streaming in on sunlight wings
A million bright ambassadors of morning.

And no one sings me lullabyes
And no one makes me close my eyes
So I throw the windows wide
And call to you across the sky....


Lyrics & Music by Pink Floyd

quinta-feira, setembro 28, 2006

convite

quem quiser que espreite outro cantinho

trip


em momento de alguma preguiça bloguística e de alguma falta de tempo, vivi ha dias um momento de rara beleza. numa banal viagem no comboio da margem sul em direcção a lisboa ia eu absorvida nos meus pensamentos quando na transição túnel - ponte começa a dar a música que aqui posto. confesso que quase me vieram as lágrimas aos olhos...só me passava pela cabeça como a vida é bela e como a beleza está onde às vezes menos esperamos. o que é certo é que já fiz aquele percurso centenas de vezes mas tal nunca me tinha acontecido.
o sol espelhado no rio, a água num azul mais escuro em contraste com um céu azul clarinho, o som das vozes que conversam animadamente, os barquinhos dos pescadores...
o porquê de tal deslumbramento? a paisagem, a voz doce da vocalista das coco rosie, talvez um estado de espírito mais melancólico, enfim, uma conjugação de factores que me fez aquilo que mais perto devo ter tido até hoje de uma trip. e o melhor de tudo foi que estava perfeitamente sóbria, e acabei por ter um dia maravilhoso.

domingo, setembro 24, 2006

domingo domingueiro


hoje é o típico domingo. um dia de chuva a convidar ao retiro caseiro, por companhia um livro fascinante que veio como oferta da revista sábado chamado «inteligência emocional». estou completamente viciada, quem me dera ler com tanto prazer um livro da faculdade como me está a acontecer com este...

«as raparigas, por desenvolverem o uso da linguagem mais depressa que os rapazes, expressam mais facilmente os seus sentimentos e são mais hábeis do que eles a utilizar a palavra como substituto de certas reacções emocionais, como a luta física; em contrapartida, os rapazes, nos quais a verbalização de afectos é menos encorajada, podem acabar por tornar-se largamente inconscientes dos estados emocionais, tanto neles próprios como nos outros (...)
as mulheres são mais sensíveis a uma expressão de tristeza no rosto de um homem que os homens a essa mesma expressão no rosto de uma mulher. assim, a mulher tem de estar muito mais triste para que o homem se aperceba sequer dessa tristeza, quanto mais levantar a questão de saber o que a torna assim tão triste (...)»

obviamente que se trata de uma generalização. ainda assim, isto explica muita coisa...


na sexta passada fui ao oceanário, onde já não ia desde a altura da expo 98. e foi o deslumbramento total...o que mais contribuiu para o deslumbramento tem de ser o voo gracioso da manta, calmamente passa a rasar o vidro do aquário. dá vontade de entrar na dança com ela e viver no meio da fauna marítima.

como começo inscrevi-me como voluntária no oceanário, agora é esperar para ver no que vai dar.

quarta-feira, setembro 20, 2006

actualização


cheguei ao fim sem dar por isso.
pensei que ainda faltavam umas quantas páginas, não fazia ideia de que as ultimas páginas eram pedaços que kafka rejeitou, um início alternativo, e três posfácios.
apesar da escrita densa de kafka, lê-se muito bem. deu-me um enorme gozo lê-lo, não só pela história, pela complexidade dos relacionamentos, como também pelo prazer de conseguir acabar uma obra de kafka, tarefa que não é muito fácil. não é dos livros que mais prendem, mas o tempo que demora a conquistar o leitor é compensado com a narrativa rica e com o final abrupto. foi quase um murro no estômago e o pensamento: «então mas já acabou? acaba assim??».
uma sugestão para quem quiser um livro que seja ao mesmo tempo interessante e um desafio à paciência...

ps: post dedicado sobretudo à amiga passarola que me pediu a opinião depois de o acabar.

terça-feira, setembro 19, 2006

afrontamentos

não tinham dito que a temperatura ia descer?...
que enjoo de calor...rais'partam!

segunda-feira, setembro 18, 2006

futilidades


vai uma pessoa às compras e depara-se com influências dos anos 80 nas lojas.
ok. respirar fundo. nada de pânico. alguma coisa se há-de arranjar...
eu já sou um bocade esquisita no que toca a escolher roupa, nem tudo me agrada, mas quando pelos cabides se vêem dezenas de casacos com uns ombros de uma largura desmesurada, padrões horríveis, botões dourados, materiais ásperos...
eu até concordo com a onda retro, tudo bem irmos buscar influências a épocas passadas.
mas aos anos 80???
quem é que não sente vergonhas das fotos tiradas nessa altura?...os chumaços...o xadrez com uns padrões medonhos... os dourados em tecidos brilhantes... os padrões felinos...
o que vale é que eu era pequenita, logo tudo me ficava bem, claro!
tanta época para escolher...

em repeat


enquanto espero pela nota do exame vou sonhando com o dia 26 do próximo mês.
este tem sido o meu repeat nestes ultimos dois dias.
adoro, apesar de achar que não traz nada de novo. mas quem disse que os grandes grupos têm de estar sempre a inovar? nem todos podem ser uns radiohead...mas os muse, pelo menos para mim, têm um estilo muito próprio, quando surgiram foram uma pedrada no charco e continuam a fazer grandes músicas. este álbum tem mais electrónica, o que acaba por jogar um pouco contra pois a guitarra do matt neste álbum fica com um gostinho a pouco...
ainda assim, espero ter a garganta afinada para no dia 26 de outubro cantar a plenos pulmões a canção que deixo aqui.

domingo, setembro 17, 2006

eu vou conseguir acabar. sem medos. sem pressas.
com persistência.

sábado, setembro 16, 2006

apetites


hoje deu-me uma grande vontade de ver estes senhores ao vivo...
de todas as vezes que vieram cá nunca os vi, é ridícula a quantidade de óptimos concertos que já perdi. mas sabia bem, para desanuviar das rockalhadas que para aí vêm*.
bem sei que a música dos zero7 já está bastante batida, este cd ao que parece não trouxe nada de novo. mas sabe tão bem ouvir a música deles...
a música que posto, da qual já postei o video anteriormente, é para mim a melhor deles até hoje.



* muse 26 de outubro, campo pequeno
*tool 5 de novembro, pavilhão atlântico

ontém a noite


ontém fui pela primeira vez ao bairro alto. depois de já tanto ter ouvido falar e nunca ter ido, apesar de não morar tão longe quanto isso, ontém deu-se então a oportunidade imperdível. não superou as minhas expectativas, foi um tempo bem passado, apesar de ter ficado com a certeza de que para gostar mesmo daquele espaço teria de estar menos sóbria. é que eu estou sempre totalmente sóbria. portanto, apesar de o balanço ter sido positivo, e de a companhia ter contribuído para umas grandes gargalhadas e para uma noite bem passada, acho que não foi o suficiente para ter ficado a adorar o sítio.
até porque normalmente os meus programas são mais calmos, ficar na conversa, num bar, com boa música de fundo. mas da próxima vez que for ao bairro já prometi a mim mesma que tenho de me alterar um pouco, isto de ser coerente há 21 anos...vamos a ver se variamos um pouco.



o vinho que marca a noite de ontém...

quarta-feira, setembro 13, 2006

aniversário

o exame já foi. já sei que me enganei em algumas coisas, era absolutamente inevitável...já sei que se não fizer a cadeira agora hei-de estar no 5º ano a tentar fazê-la ainda.
mas isto de coincidir o nosso aniversário com exames da faculdade estraga o entusiasmo todo...
há alguém por aí que não ache o dia do aniversário coisa particularmente excitante e entusiasmante? é que eu sinceramente não gosto lá muito de fazer anos...e ainda fazendo apenas 21! ou seja, não é por uma questão de idade, é por uma questão de esquisitice, só pode...
não tenho a mínima originalidade para planear festas, convido sempre os amigos muito muito chegados. não sei porquê, não gosto de encher uma sala com uma festa em minha homenagem. em parte acho que sei porque é, o meu aniversário coincide com o da minha mãe, por isso nunca tive um dia de anos só meu. é o meu dia e o da minha mãe.
por mais que tente não fazer do meu dia de anos um dia absolutamente normal, não lhe consigo dar muita importância.
alguém na mesma situação que eu? ou sou um bicho raro que devia ser estudado?

e é já amanhã...

domingo, setembro 10, 2006

The Dears - The Death Of All The Romance

sexta-feira, setembro 08, 2006



vemo-nos dia 26 de outubro de 2006.

the more you try to erase me...

esta musica não me tem largado.
acordo com ela na cabeça, é a primeira da minha playlist (que, diga-se, por estes dias é composta só por canções de radiohead) e hoje babei-me pela edição em vinil do álbum. infelizmente babei-me apenas, já que não havia dinheiro para o trazer para casa.
talvez mais tarde.

dói muito quando se comete uma injustiça.
mas a dor atenua-se logo que dizemos «desculpa...»
sinto que não sou muito má pessoa. tenho dias, como toda a gente.

quarta-feira, setembro 06, 2006

devendra amigo

hoje estou na paz...acho que é do cansaço.
mas deu-me uma vontade louca de ouvir o devendra...

acabou-se a rambóia.
a partir de agora está declarada (re)aberta a época de estudo.
mas antes ainda tenho que ir dormir mais um pouco, estou um bocado descompensada de sono e com alguns quilos a menos, depois de refeições pouco cuidadas e à custa de muita água. quilos a menos em mim não é nada bom, por isso, para além de ter de (re)começar a estudar vou começar hoje a trabalhar para a engorda.
o concerto de pearl jam ontém foi muito bom, especialmente para os grandes fãs, grupo no qual eu não me incluo. passo a explicar: gosto de pearl jam assim como gosto de muitas outras bandas, sem contudo saber canções de cor e sem ter nenhum dos álbuns deles. não vou negar que estava um pouco deslocada no meio daquele coro de vozes em uníssono, à minha cabeça um único pensamento: quando os radiohead regressarem ao nosso país aí sim vai ser a minha vez de curtir, a minha vez de chegar bem cedo à fila para apanhar lugar na fila da frente, a minha vez de cantar até ficar rouca, a minha vez de chorar de emoção.
em todo o caso, foi um bom concerto.
teria aproveitado muito mais se não tivesse passado mais de metade do concerto completamente sedenta, a ter alucinações com garrafas de água geladas ou mesmo com uma simples torneira de casa de banho. também tudo teria corrido melhor se o polícia não me tivesse deitado um protector solar novinho que me custara 11 euros há umas semanas e que só tinha usado umas duas vezes para o lixo!!! será que eu tenho cara de quem atiraria um protector solar à cabeça do eddie vedder??? para quem nunca me viu pessoalmente tenho um aspecto totalmente inofensivo...
enfim, em suma, foi um bom concerto.

terça-feira, setembro 05, 2006

semana alucinante

poucos posts aqui por estas bandas...


primeiro foram os três dias de avante que me deixaram de rastos. não por ter abusado de certas substâncias (coisa que não faço, não por ter alguma coisa contra mas porque não gosto da ideia de me alterar mentalmente, mas isso é outro assunto que pode ficar para outra altura...) mas o que é certo é que foram três dias de bons concertos, muita conversa e muita carvalhesa.
para continuar a maratona de boa música hoje vou ver pearl jam ao atlântico, ainda não muito refeita do avante, com um calor do car****, mas com grandes expectativas.

o resto da semana será menos divertida, a estudar para o exame de dia 13, coisa que tenho feito muito pouco por estes dias...

mas sinto-me cansada...não estou muito habituada a ser uma party girl, o corpo já se ressente um pouco.

quinta-feira, agosto 31, 2006



com uma musica assim não consigo escrever nada.

que dia é hoje?


«NATIONAL HATE DAY»
Go ahead, slug the guy who stole your girl. You'll fee nuch better.

An international panel of mental health experts has named August 31 as National Hate Day.
On this date, people all over the world are encouraged to smack their neighbors, kick their in-laws, tell off their spouses, send nasty letters to elderly relatives, punch rude clerks, throw drinks at waiters and do anything it takes to get out all the hostility they keep buried in order to be a "nice person."
"Our studies show that if an individual can look forward to a chance to express all the rage they suppress, it will dramatically slash stress levels," says Dr. Julius Finneberg, a Swiss psychiatrist who led the symposium in The Hague. "Stress comes from keeping your real feelings bottled up. If you're human, you hate everyone you meet. If you didn't despise, detest and loathe every person around you, then you'd be a saint. "That's why there are so many of us who are depressed, anxious and upset. We spend millions on medication to keep us from throwing ourselves in front of a speeding train to stop the pain.
"Our research proves National Hate Day -- one 24 hour period -- will prevent and cure stress. Let it all hang out and the world will be a better place."

fonte: weekly world news

isto dá ideias dá...

quarta-feira, agosto 30, 2006

fui etiquetada...e agora?

ora bem, fui etiquetada não há volta a dar. vou ter de falar um pouquinho sobre mim. desvendar algumas das minhas taras e manias...

1. cães, adoro-os! pequenos, médios, grandes...mas vou ser sincera, não gosto cá de chihuahuas, nem simpatizo muito com os lulus das tias...abomino cães vestidos! mas sou uma descarada, vejo um cão na rua e tenho a tendência de o chamar, tenho de me conter muito para passar ao lado de um cão sem lhe dar uma festa ou outra. até ao dia de hoje este hábito ainda não me trouxe nenhum dissabor mas tem causado irritação em algumas pessoas ( uma das quais conhecemos bem, hein betty?).

2. crianças, derreto-me toda quando oiço o falar trapalhão de uma criança. não sou de ferro, obviamente que nos dias em que quero ir sossegada e há um puto aos berros dentro do comboio fico fula da vida, mas regra geral fico sempre com um sorriso estupido a olhar para uma criança, e por vezes, se estiver mesmo bem disposta meto-me com um petiz ou outro. já me aconteceu ouvir «a menina é bonhita» e ficar com a sensação de que a vida é bela e de que vale a pena viver.

3. as minhas «manas», a nono e a verita, estou sempre a pensar nelas. tudo o que me acontece é-lhes logo transmitido, é impensável a minha vida sem elas, é dificil estar uma semana sem as ver. as piadas sarcásticas, as tertúlias, as fofocas, as recordações...não sei viver sem o meu namorado, mas sem estas duas mulheres também me era muito dificil.

4. deixando coisas que adoro, uma que não suporto...chegar ao verão e ouvir os nossos emigrantes na praia e aonde quer que vamos a falar «portunhês». ouvir «case du bain» , «tenho uma maladia» etc etc etc tira-me do sério. o agosto é um mês de felicidade para quem passa o ano todo fora num país estrangeiro, fico muito contente por virem reencontrar as famílias mas...não aguento, não suporto, que falem francês sabendo eu muito bem que são portugueses e pior: que não ensinem as crianças a falar português correcto. tirando o calor abrasador de que o dia de hoje é exemplo, isto é mais uma das coisas que me irrita profundamente no verão.

5. adoro os dias de frio em pleno inverno, acordar de manhã e estar tudo coberto de geada, um céu limpo e um sol radioso. tirar os casacões e o cachecol do roupeiro e andar rua fora com o pinguinho no nariz. um abraço de quem se gosta aquece, ao contrário de dias como hoje, em que o contacto físico torna-se desagradável tal é o calor...

6. odeio esperar...odeio que me façam esperar, odeio filas, esperar numa fila para comer então tira-me do sério. mas na cantina da universidade é inevitável, esperar meia hora ou quarenta minutos por um prato de comida. não há apetite que aguente...não há pernas que aguentem...em suma, não há pachorra! sou muito fanática por cumprir horários, obcecada até...comigo tem de estar tudo combinado ao pormenor, sou uma pessoa muito ansiosa e arranjo probleminhas onde eles não existem.

e pronto, é tudo. já deu para puxar bem pela cabeça, não é muito fácil falar de mim.
e os felizes contemplados com etiquetas são:
http://www.peixe-de-aquario.blogspot.com/
http://ocantodacarrica.blogspot.com/
http://passarolaquervoar.blogspot.com/
etiqueto só 3, porque sim!

perdoem a minha ignorância informática mas como ninguém nasce ensinado alguém tem de me ensinar a inserir os links de modo a só aparecer o nome do blog...

terça-feira, agosto 29, 2006


noite de insónia. melga no meu quarto. pesadelo horrível. dia que se adivinha muito mau.
há dias assim.
ninguém se meta muito comigo hoje...

update:infelizmente com o passar das horas a coisa não melhorou...não consigo estudar com este calor, não consigo sair porque tenho que estudar. amanhã é outro dia. o de hoje parece-me irremediavelmente perdido, a única esperança é o serviço de urgência mais logo.
por isso, apetece-me ouvir esta.