quinta-feira, setembro 17, 2009

quinta-feira, agosto 27, 2009

nem sabia que havia cabeleireiros assim.
quando entrei fui colocada em frente a um espelho para ver o estado (lastimável) em que se encontrava o meu cabelo. fora de moda, foi-me dito. com as pontas muito finas e estragadas, já o sabia.
passando à parte sempre deliciosa do lavar a massajar o couro cabeludo, a cadeira reclinável como a de um dentista. um rolo a percorrer-me as costas numa massagem algo repetitiva mas quem sou eu para me queixar? uma massagem às costas é sempre uma massagem às costas e, quando ao mesmo tempo uma pessoa me estava a mexer no cabelo, enquanto durou eu estava feliz.
as empregadas, no lugar de discutirem a vida de não sei quem discutiam se o bailarino do cirque du solei, que estava a passar no plasma, era realmente aleijadinho ou se as muletas eram apenas para fazer vista. eu estava banzada.
enquanto o cabelo me foi cortado fiquei a saber que se o secar de cabeça para baixo e logo de seguida moldar com as mãos não fico com uma juba indomável, o que me parece fantástico mas eu nunca saberei secar o cabelo nem tão pouco tenho escovas daquelas redondas. o conselho foi muito bom, e eu tomei muito em consideração, mas eu nunca terei jeito para essas coisas de gaja.
paguei 60 euros e soube logo que posso facilmente habituar-me àquele cabeleireiro se tiver possibilidade.

terça-feira, agosto 25, 2009

são lobos com peles de cordeiro.
não olham a meios para atingirem os fins.
são camaleões que se adaptam ao meio envolvente.
são apreciadores de botas lambidas.
são apreciadores de bajulação.
são alcoviteiros.
são putas.
são adúlteros.
são infantis.
são preguiçosos.
são ignorantes.
são precocemente envelhecidos.

o meu dia a dia é repleto de clichés e estou certa que eu própria me encaixo nuns quantos.

quinta-feira, agosto 20, 2009

e amanhã


mão morta @festas de corroios

segunda-feira, agosto 17, 2009

lá pelo meio dos dias algo estupidificantes da rotina há a assinalar:
o visionamento de dois filmes muito bons, cada um bem diferente do outro.

por um lado, este , que bastou-me botar os olhos no cartaz para saber que ia gostar imenso, sem desiludir. fantástico filme de gangsters com um johnny depp tão carismático que fico a torcer para que o ladrão nunca seja apanhado.



por outro lado, este, uma história de amor tudo menos convencional e algo perturbadora. como eu, que tenho uma memória péssima, já não me lembrava do que sabia da história do filme, pude absorver a acção enquanto se ia desenrolando e, assim, surpreender-me e chocar-me. por vezes é bom ser algo amnésica.
por fim, aconteceu isto:


insanamente bom. e grátis.

quarta-feira, agosto 12, 2009

não pergunta do dia: como me sentir realizada quando estou prestes a ser dispensada da empresa no final deste mês por terminar o contrato, mas depois afinal já não sou dispensada porque a minha chefe, que posso dizê-lo, é regra geral, impecável, batalhou incansavelmente para me manter, tendo sido a solução acordada a de assinar contrato até dezembro para depois não mo renovarem, de modo a ser cumprida a tal meta de acabar o ano com menos uma pessoa no departamento, que isto de haver ordens superiores a determinar corte nas despesas com pessoal é fodido e anda aí a crise, para depois em janeiro me tornarem a chamar e assinar novo contrato como trabalhadora desde 2010. não vou ter férias como uma pessoa normal, i.e., com direito a marcação prévia e um subsídio que sempre ajuda, mais uma vez durante sei lá quanto tempo. mas entre isto e ir para o centro de emprego, enfim, não foi uma decisão difícil.

também não foi bonito:
celine dion: és tu que estás a ouvir música?
eu: sim
celine dion: que é que tás a ouvir???... (testa e nariz franzidos em sinal de asco e de sofrimento)
eu: mars volta
celine dion: quem?? (toda ela é um esgar, neste momento)
eu: mars volta, volta de ...voltar?..
celine dion: ai não conheço, são portugueses?
eu: não... (nesta altura penso, puta que pariu esquece lá isso...como sempre é melhor guardar os meus gostos apenas para mim, porque é como estar a bater contra uma parede de betão)

quarta-feira, agosto 05, 2009



a precisar de girl power para enfrentar os dias...

e farta de calor.

segunda-feira, agosto 03, 2009

já dizia o outro.


não há fome que não dê em fartura...

porcupine tree_10 novembro_incrível almadense

muse_29 novembro_pavilhão atlântico


franz ferdinand_2 dezembro_campo pequeno

quarta-feira, julho 29, 2009

no fundo eu só queria uma conta a prazo, qualquer coisa para eu poder ter parte do meu dinheiro sossegadinho a render juros.
no fundo eu sou antiquada e avessa ao risco. eu até só foi em busca de uma velhinha conta poupança habitação mas parece que esta já perdeu benefícios fiscais e que hoje em dia já pouco sentido faz.
desse modo, eu só queria que me mostrassem, então, quais as alternativas a quem como eu pretende uma conta para onde possa enviar dinheiro ocasionalmente para usar mais tarde, daqui a 3 6 10 12 20 anos, não sei. mas parece que nem mesmo assim foi possível dizerem-me alguma coisa objectiva e remetem-me para o site do banco, que eu já anteriormente vi e que, não ficando esclarecida, me fez procurar informação junto do balcão.
no fundo eu só queria uma cadeirinha e um funcionário disposto a informar-me dos vários depósitos a prazo e disponível para responder às minhas perguntas de ignorante.
não pretendia que me mandassem ir para casa pesquisar na net, muito menos ir ver esse produto que pode muito bem ser a solução ideial para mim que se chama tal e coiso liquidez, que vou a ver e trata-se de fundos de investimento a seis meses. eu não quero fundos de investimento. eu não quero investir em nada. eu só quero uma conta a prazo que me permita reforçá-la quando eu quiser para um dia mais tarde quando precisar.
será assim tão difícil?

terça-feira, julho 21, 2009

a magda gostou do jorge durante 3 ardentes anos. contudo ele não lhe ligava nenhuma.
cabelo de mémé, chamavam. sempre lutou contra aquela carapinha indomável que tentava em vão desfrisar. mulata de pele branquinha, carapinha e nariz largo e lábios grossos.
sorriso largo e imensa alegria de viver.o jorge preferia as gajinhas mais desenvolvidas e de raça mais apurada para treinar os beijos no jogo do bate o pé.
conheço a magda desde o cinco anos, lembro-me desse tempo de pré-escola, de bibes às riscas amarelas. uma vez, a jogar a apanhada, ainda com a colher suja de iogurte vigor na mão, rachei-lhe a cabeça, momento traumatizante em que me apercebi que a tinha magoado e vi o sangue a escorrer pela carapinha cortada curta.
amo-a como se fosse uma irmã, apesar de estar raras vezes com ela e de morar ridiculamente perto.
o élio também andou comigo na pré-escola. um pretinho adorável, simpático. perdi o contacto pouco depois de ter entrado para o preparatório. hoje é uma pessoa que eu não gostava nem sequer que se sentasse ao meu lado no comboio.
a magda e o élio namoram quase há dez anos. incontáveis separações pelo meio. traições. agressões, físicas e psicológicas. estou farta, rita, desta vez não quero nem saber, disse-me ela já tantas e tantas vezes.
como estás magda? o mesmo sorriso agora com résteas de alegria; vai-se indo, ou, cá estamos... sorri envergonhada. sabe que se eu pudesse quebrava-lhe o feitiço e libertava-a das amarras mas ela foi ficando.
agora está grávida, barriguinha já a notar-se por baixo da bata do intermarché e é uma notícia desoladora.